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Doutor Sono, sequência de O iluminado, chega -finalmente- aos cinemas amanhã (07) o que aguça ainda mais a curiosidade do por quê Stephen king odeia a adaptação de Kubrick à sua obra. Entenda:

Durante entrevista a The Paris Review, King contou o motivo do seu desgosto 

“O filme é muito frio. Nenhuma sensação de investimento emocional na família. Eu senti que o tratamento de Shelley Duvall como Wendy é um insulto às mulheres. Ela é basicamente uma máquina de gritar. Não há senso de envolvimento dela na dinâmica familiar”, e completou “E Kubrick não parecia ter a menor ideia de que Jack Nicholson estava interpretando o mesmo psicopata da motocicleta de todos os filmes de motoqueiro que ele fazia. O cara é louco. Então, onde está a tragédia se o cara aparece para a sua entrevista de emprego e ele já é maluco? Eu odiei o que Kubrick fez com isso”.

 

Mas o que mais o deixou desgostoso com a obra de Kubrick foi o final:  ”É certamente lindo de se ver. Eu costumava chamá-lo de Cadillac sem motor. Você não pode fazer nada a não ser admirá-lo como escultura. Você tirou seu objetivo principal, que é contar uma história”, criticou e ainda finalizou dizendo  “A diferença básica que diz tudo que você precisa saber é o final. Perto do final do romance, Jack Torrance diz a seu filho que ele o ama, e então ele explode com o hotel. É um clímax muito apaixonado. No filme de Kubrick, ele congela até a morte”

Doutor sono estreia dia 7 de novembro nos cinemas.