A série Ju-On: Origins chega na Netflix para expandir o universo do longa que chegou aos cinemas em 1998. No entanto, cai no mesmo looping de tentativas da mitologia de uma casa mal assombrada, mesmo tentando não o fazer.

Ju-On, amplia o catálogo do streaming em conteúdos de língua estrangeira, e este chega com o título de primeiro original de terror japonês.

Baseada em eventos reais, mas talvez não tão reais assim, tendo em vista que o conceito tem sido usado com banalidade atualmente, a fim de somente causar no espectador a atmosfera sobrenatural; foi meu caso… que logo se tornou decepção.

Com 6 episódios de 30 minutos, a trama se concentra em uma casa simples em Tóquio, que sofreu ao longo dos anos em seu interior uma quantidade excessiva de atos violentos. Existe ali uma maldição que acomete quem lá entra, levando-os a loucura, culminando em morte.

Parece a mesma trama de todos os filmes da franquia não é mesmo? Mas neste temos um diferencial, há um pesquisador paranormal que busca a origem, acompanhando uma série de crimes desde os anos 80; e curiosamente o mesmo é conectado com o lugar, mas a casa não o afeta.

De maneira, até mesmo chocante, os primeiros episódios possuem uma carga emocional e um excesso de violência perturbadora. Um drama aterrorizante, como o gênero pede. Sem sustos e sim, o horror social, aliado a mitologia sobrenatural imposta pela franquia.

Contudo, o ápice nos oferece sucessivas cenas ‘gore’ e desconexas. Salvando somente a relação de causa e efeito aos que sobrevivem a maldição, fadados a uma vida de abuso (seja físico ou emocional).

Por mais que Ju-On tenha seus altos e baixos, o show não é ruim, principalmente se você não o assiste com grandes expectativas. Certamente os fãs do gênero e principalmente da franquia vão curtir e muito.

Definitivamente um grande inicio para os originais de terror japoneses da plataforma, mesmo que sem muito barulho.

O Grito: Origem já está disponível na Netflix.

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