Há algum tempo que os corruptos brasileiros vêm sofrendo a perseguição de um anti-herói bastante drástico, pelo menos na ficção. O Doutrinador, justiceiro brasileiro que persegue os nossos políticos, já explodiu, esquartejou, afogou, fuzilou, entre outras medidas extremas para tentar “limpar” o nosso país. A cada temporada o personagem percebe que as raízes do problema são cada vez mais profundas. Se no começo parecia algo prático como simplesmente eliminar os sintomas de uma doença, o resultado obtido foi que a cura não chegou conforme esperado. Se envolvendo além da sua guerra particular, o Doutrinador descobriu ao longo de sua jornada que para vencer o sistema ele deveria entrar no próprio e implodi-lo.

Para sua nova temporada, que pode ser lida aqui, o vingador solitário deverá adotar uma nova postura, ganhando um ar pacificador. Encontrando uma sociedade partida, ele buscará trazer o equilíbrio encarando Zonas Autônomas, isto é, áreas livres de hierarquia, “piratas”, criadas como forma de protesto por grupos organizados nas redes sociais.

Conseguirá este filho da revolta fazer parte da solução ou sua influência agravará ainda mais o problema? Acompanhe e nos diga o que está achando desta nova temporada. Recheado de polêmica, “O Doutrinador – Zonas Autônomas” é criação de Luciano Cunha, que define esta nova incursão do vigilante assim:

“Eu sempre gosto de inserir o Doutrinador num cenário bem nosso, bem brasileiro e realista, as primeiras foram quase como fotografias do que acontecia nas ruas. Essa, apesar de se passar num futuro bem próximo, não foge à regra: ele vai tentar trazer equilíbrio, mesmo com seus métodos nada sutis, para uma sociedade partida, rachada, radicalizada, essa coisa muito perigosa que está acontecendo no Brasil hoje. Outra vez são muitos pontos polêmicos,
mais essa já é uma marca da minha obra.”

o doutrinador

Se você não conhecia o personagem, leia aqui nossa resenha do primeiro livro, “O Doutrinador”, e aqui a resenha da sua segunda aventura, escrita em conjunto com Marcelo Yuka, “O Doutrinador – Dark Web”.

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