Semana que vem teremos duas coisas muito importantes no universo do Doctor Who, pelo menos muito importantes para os fãs brasileiros: segunda feira, dia 18 de agosto, Peter Capaldi, o 13º Doctor e Jenna Coleman (Clara Oswald, a menina impossível), estarão aqui no Brasil em uma apresentação para a imprensa e encontro com os fãs – tudo faz parte da turnê mundial de divulgação da nova temporada. Já no dia 23 de agosto, também na próxima semana, teremos o começo oficial da nova temporada, o que está causando certa aflição aos fãs, são muitas coisas para assimilar. A saída de Matt Smith, um dos Doctors mais carismáticos dos últimos anos, causou resistência em alguns fãs, acha-se, inclusive, que essa turnê faz parte de um “trabalho psicológico para que todos aceitem melhor o novo Doctor”. Será?

Aceitando ou não, a realidade é que o novo Doctor chegou, com força total e seja você um fã alucinado ou não, ter qualquer tipo de resistência é completamente normal, afinal, Matt foi dedicado ao nos deixar apaixonados por ele. Mas Capaldi já mostra certa afinidade com o personagem e há quem diga – imprensa londrina, por exemplo – que, pessoalmente, ele está brilhante no papel. Segunda feira vejo isso e conto para vocês, porque estou bem animada para ver aquela maluquice toda do Doctor, bem pertinho de mim.

No último ano, a série completou seus 50 anos e, esta foi a primeira vez que uma série de TV celebrou seu cinquentenário estando ainda em produção. Uma verdadeira vitória! O programa foi criado, originalmente, para atender ao público infanto-juvenil e acabou se transformando, com o passar dos anos, em um ícone da cultura popular. Comparado muitas vezes ao famoso James Bond, o verdadeiro trunfo de Doctor Who está na capacidade de mudar de atores sem causar grandes traumas aos fãs. A cada regeneração do Doctor, o público ganha uma nova série que, no entanto, não perde as características originais ou sua mitologia. Ao contrário, a série acrescenta novos elementos, permitindo que a história continue evoluindo junto com seus fãs.

Peter capaldi

Quando Matt Smith declarou sua decisão de sair do seriado para investir na carreira, os produtores tiveram que encontrar um novo Doctor e acabaram por nomear Peter Capaldi para a missão. O episódio especial de 50 anos da série, onde Capaldi foi oficialmente apresentado através de seus olhos, conseguiu amenizar o problema da troca. Em The day of the Doctor, Matt Smith encontra com a versão Tennant e ainda apresenta ao público, uma encarnação desconhecida de todos: o doutor que sucedeu McGann, interpretado por John Hurt.

O Doutor da Guerra é aquele que renegou seu nome e se tornou um guerreiro para acabar com o conflito entre os Daleks e os Senhores do Tempo. Sua introdução levanta dúvidas quanto à encarnação de Capaldi. Anunciado como o décimo segundo Doutor, ele seria, na prática, o décimo terceiro. Em entrevistas, Moffat alega que o fato do personagem de Hurt ter renunciado seu nome (Doutor) significa que ele não deveria ser contabilizado como uma das encarnações do Doutor. Mas o que é uma rosa com outro nome?

Pela mitologia da série, o Doutor pode se regenerar doze vezes. Considerando que a primeira (Hartnell) é a encarnação original, a de Capaldi seria a última. A expectativa é a de que os produtores criem uma situação que permita ampliar o número de regenerações do personagem para que a série possa chegar aos 100 anos de idade ainda exibindo novos episódios.