Música: como ela te afeta?

Música: como ela te afeta?

Tenho 23 anos e, depois de um período fazendo vários cursos, decidi que era hora de cursar o Ensino Superior. Inscrevi-me em um pré-vestibular, para poder revisar as matérias, estudar… Mas como eu sou um anti-social que observa as coisas, e que fala nesse estimado blog, comecei a perceber como a música afeta as pessoas.

Por que eu citei o pré? Porque lá tem de tudo. Tem velho, adolescente, jovem, trabalhador, vagabundo, o cara mega atarefado (eu!), o anti-social (eu), o super social, a piranha… Então você tem uma gama de pessoas diversas e logicamente, inúmeros comportamentos. E, me propondo a falar de música de uma maneira mais ampla, resolvi reparar nas pessoas.

Tem gente que usa música como apenas um zumbido em sua mente pra fugir das vozes irritantes dos transeuntes. Essas pessoas não se importam com o que está tocando. Para elas, basta uma “zuada” no ouvido. Isso abafa o som dos que gritam no celular, do trânsito, das sirenes, das crianças que nunca param de chorar…  É uma fuga. Sinto pena de quem faz isso, porque com um pouco mais de refinamento, você consegue se distrair escutando boa música. Não precisa ficar escutando “A voz do Brasil” só para não escutar os outros.

Tem aqueles que usam a música pra se manter acordados. Entra no ônibus 07h00, e tirando o fone de uma galera aí… O cara apaga na hora! Para esses importa o que toca. Geralmente é um eletrônico no talo ou um pagodão, daqueles de roda, que levanta até defunto…

Tem a galera que usa a música como entorpecente. É a galera do Jazz, Fusion, MPB, Clássico. Para aguentar o metrô lotado, o chefe de merda, a mulher com que você se arrepende de ter casado, o cara apela para os fones. E entra em estado letárgico. “Dorgas Manolo”

Tem os que apreciam. Esses são legais. Você os reconhece pela cara que eles fazem. Geralmente são os que lotam o espaço do Smartphone ou Player com 50% de coisas que nunca escutaram e 50% com clássicos. Como não tem tempo de sentar numa poltrona, pegar um vinho e degustar a boa música, eles investem pesado na qualidade do fone, do player, e se esbaldam na rua mesmo! O cara baixa (legalmente ou ilegalmente) o novo álbum da banda que mais gosta ou de uma banda que nunca ouviu, e vai lá escutar pela primeira vez no trem lotado. Se ele estiver cantarolando, então você já sabe que ele esta na metade dos clássicos.

Tem também os que usam música pra incomodar. Você sabe de quem eu tô falando… O habitat natural deles eram as quatro rodas dos coletivos, mas migraram pros vagões do metrô e do trem. Para essa espécie, que precisa ser exterminada, pouco importa a qualidade ou qual música que toca. O importante é encher o saco. E eles têm fornecedores próprios, já que o alto-falante do seu celular nunca vai ser páreo para o deles, e o volume do seu fone também não. Não sei onde compram os aparelhos. Na moral.

Se você conhece algum perfil a mais, por favor, não hesite, escreva-nos: contato@coxinhanerd.com.br

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Jefferson Montenegro
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Jefferson Montenegro

Orgulhoso de ser barbudo,flamenguista e baterista. Louco para voltar a morar na Lapa, adoro escrever! E contar histórias! Depois dê uma passeada pelo site e uma passadinha no "sobre nós", lá você encontrará meus outros textos e participações aqui na Coxinha Nerd! Bom divertimento!

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