Hoje vou tratar de um tema bastante polêmico (acreditem ou não) que ainda rola pelos bastidores da sociedade mundial (sim, essa gracinha não se resume a sociedade brasileira). O tal do feminismo que a gente ouve falar, estuda um pouquinho na escola e que não deixa de ser um tabu para determinadas pessoas, é muitas vezes confundido com uma simples mudança que está acontecendo no mundo. Como assim? Primeiro deixe-me esclarecer um pouquinho sobre o feminismo e seu verdadeiro conceito.

 

Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos iguais e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses. Desde a década de 80, as feministas argumentaram que o feminismo deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia, ao classismo e à colonização. No fim da década e início da década seguinte as feministas ditas pós modernas argumentaram que os papéis sociais dos gêneros seriam construídos socialmente e que seria impossível generalizar as experiências das mulheres por todas as suas culturas e histórias.

 

A mulher se tornou auto confiante, independente e bem resolvida. Até mesmo a revolução feminina que se dedicava exclusivamente às leis trabalhistas no início se desenvolveu e se adaptou às mudanças do mundo. Hoje, somos mulheres mais maduras, não lutamos por salários mais altos nas empresas para que estejamos iguais aos homens, lutamos porque sabemos que merecemos mais pelo que dedicamos de intelecto todos os dias. Nossa capacidade de observação, de análise e de relacionamento com as pessoas nos coloca a frente de muitas posições antes ocupadas apenas por homens. Mas o que mais encuca a sociedade é… Os homens estão se tornando mais afeminados para que possam se adaptar ao mercado de trabalho? Já ouvi muita gente comentar isso nas empresas, que os homens estão mais sensíveis, mais tranquilos e menos “operacionais” do que há algumas décadas.

 

Sabem porque? Porque o mundo mudou. Não porque mulheres dominaram o mundo! Na época das cavernas, a força era imprescindível para a sobrevivência de uma sociedade. A mulher era o lado frágil e delicado, com menor esforços em suas atividades. Os homens caçavam, guerreavam, lutavam para trazer alimentos para suas casas. Hoje em dia não é mais necessário esse tipo de atividade. Qualquer um de nós pode ir ao supermercado e comprar os alimentos da família, as atividades ditas anteriormente como operacionais estão sendo trocadas por máquinas e aparelhos eletrônicos, a capacidade intelectual do ser humano está sendo mais exigida do que a capacidade física.

 

mulher e o mundo

 

Esse crescimento da mentalidade do ser humano é resultado de uma mudança que começou mais ou menos na década de 60, quando foi notado que somos apenas um pequenino grão de areia quando comparados ao universo todo. Isso mudou o rumo das coisas! Pode ter certeza! Fomos obrigados a nos colocar no lugar de “parte integrante do universo” e não mais no “centro do universo”. As mulheres, mal ou bem, sempre se sentiram parte integrante do universo, desde seu início, nunca fomos predadoras natas, sempre convivemos com a natureza com mais tranquilidade e sabedoria.

 

(antes que me matem, para todas as opiniões e regras, sempre existe uma exceção, então, se você é uma delas, não perca tempo me atingindo, eu sei que você existe e que vale a pena por isso).
Enfim, o mundo não está mais feminino, nós é que estamos aprendendo a cuidar um pouquinho melhor dele para que os recursos não sejam retirados de nós. Vale a pena pensar com humanidade, com sabedoria e de forma sensível sim. Isso não torna nenhum homem, menos homem por isso, torna sim mais humano! Mais consciente de seu lugar neste planeta.

 

 

Perfil Coxinha

Coxinha Nerd

E aí? Concorda?
A favor dos nerds e contra a tirania dos Kibes.
Facebook | Twitter

Compartilhe: