Salve, Salve, meus caros e preciosos leitores! Uma coisa que hoje em dia muito incomoda a nós,  otakus old school, são as mudanças bruscas nos animes que estão em cartaz nas telinhas. Os traços e a tecnologia de animação podem estar melhores que nunca, mas sempre tem algo nessas novas histórias que incomoda bastante para quem tem 25 anos ou mais e curte animes, não é mesmo?

Vamos tentar descrever, e mostrar, algumas das mudanças que ocorreram com o decorrer dos anos nas animações mais conhecidas do mundo, os animes, e falar o porque toda essa alteração mexe bastante com quem curte animes. Então, simbora que agora é hora!

Nas décadas passadas, este que vos fala já presenciou tudo quanto é tipo de anime, de todos os estilos. Como já contei em um post meu sobre Akiraminha querida mãe ficou traumatizada com os 10 primeiros minutos do filme, que tinha mais sangue que o estoque do HemoRio. Sangue, violência e pancadaria generalizada era algo comum de se ver nos animes antigos.

Hoje em dia, me parece que a infame Lei 156 de Tokyo (a Lei 156 se trata de uma expansão dos poderes reservados ao Governo Metropolitano de Tokyo sobre representações gráficas [com exceção para fotografias de pessoas reais], que possam vir a prejudicar o crescimento saudável da juventude de Tokyo) deixou algumas marcas. A lei censurava praticamente tudo que fosse “nocivo” à juventude nipônica, sendo expansiva tanto para animes quanto mangás.

A atual geração de pais também super protege seus filhos de praticamente com tudo o que pode, principalmente coisas que passam na televisão. Um dos melhores exemplos dessa censura ao redor do mundo são os animes One Piece, Bleach e Naruto, onde o sangue é substituído por algum tipo de sujeira ou, como num caso específico em Bleach, alguém é partido ao meio no mangá e na animação é só uma porrada bem dada que desmaia a personagem.

Além de toda essa censura, as histórias parecem bem mais vagas e rasas (como Gundam G no Reconguista), sendo raro encontrar mangás ou animes com histórias geralmente muito boas. Mazinger, Gundam, Evangelion, Saint Seiya, Sailor Moon, Yuu Yuu Hakusho possuíam histórias que cativavam, mesmo normalmente, sendo curtas. Hoje em dia os mangás necessitam de mais de 200 capítulos para prender alguém ou começar a ter uma boa história. Nos tempos antigos tínhamos poucos mangás para ler, mas todos com ótimas histórias. Hoje em dia contamos nos dedos as histórias que realmente valem a pena ler, isso porque o marketing dele foi pesado (Naruto, Bleach, Boku no Hero Academia, One Punch Man e Shingeki no Kyojin são alguns desses exemplos), ou então precisamos literalmente garimpar em algum reader um mangá que prenda, por mais curto que seja.

Outra coisa que incomoda bastante é ressuscitar algum anime clássico somente para a venda de action figures – onde a qualidade da animação sempre é deplorável – para, depois de alguns meses, lançarem uma versão em Blu-Ray com os erros corrigidos (estou literalmente falando de Saint Seiya: Soul of Gold, Sailor Moon Crystal e Dragon Ball Super), que acabam virando um enorme caça-niqueis, onde a história geralmente fica de lado, deixando aquele gosto amargo na boca de quem cresceu assistindo os clássicos e esperava um pouco mais.

E então, meus caros e preciosos leitores? Concordam comigo? Tem mais algum exemplo desses tipo? Comentem aí embaixo e na nossa página do Facebook!

LEIA TAMBÉM:

EVANGELION- POR DENTRO DO CLÁSSICO!

DICA DE ANIME: BOKU NO HERO ACADEMIA!

DISSECANDO O PRÍNCIPE DOS SAIYAJINS: VEGETA!

OS ANIMES MECHAS E SEUS MELHORES EXEMPLARES!

Compartilhe: