Um dos maiores dilemas das pessoas hoje em dia é o fato de ter que lidar com os perfis de redes sociais das pessoas que já faleceram. Isso parece engraçado, mas raramente paramos para pensar nesse pequenino problema. Para onde irá o seu legado virtual quando não estiveres mais aqui para interagir com a galera? Pois é, tem gente que não consegue superar nem tão cedo e continua interagindo com o ‘falecido’. Posta mensagens, fotos, chora as pitangas e as saudades… Parece brincadeira, mas o assunto é bem sério. Parece que esse luto virtual prejudica e muito o ‘vida que segue’ da maioria das pessoas. Olha que problemão.

“Essa é uma forma muito concreta de negação da morte. É a mesma coisa do que manter um quarto intocado durante dez anos de uma pessoa que já morreu”, diz o médico Evaldo D’Assumpção, especialista em Tanatologia, o estudo da morte, e um dos pioneiros na área no Brasil. Para D’Assumpção, que prefere o título de biotanatólogo, para incluir a palavra bio (vida) no termo, alimentar ou deixar um perfil na internet de alguém que faleceu é aceitável por um curto período, porém não apagar a página pode interferir negativamente na superação do luto. [Mulher]

Eu posso dizer que já vi isso pessoalmente. Uma amiga perdeu o marido recentemente e continuou postando no perfil dele no Facebook. Ela postou mensagens aos que perguntavam por ele (claro, nem todo mundo fala com a gente todos os dias e sabe exatamente quando morremos – olha que situação), postou fotos, de um jeito que mostrava sua saudade e tal. Sinceramente, uma coisa dessas a gente só pode julgar quando vive, não tem como ser muito radical com uma opinião sem conhecer o sentimento de fato, mas eu fico meio cabreira com essas coisas.

Não sei vocês, mas fico pensando que, quanto mais olhar as fotos, as mensagens, os comentários e as perguntas dos conhecidos, vou achar que a pessoa vai entrar pela porta de casa a qualquer momento. Meio esquisito, eu sei, mas é o que acaba acontecendo quando alguém que amamos muito se vai com tanta rapidez. Prefiro continuar não pensando nesse assunto e viver um dia de cada vez. Porque pode até ser meio mórbido viver a vida de um perfil de um falecido, mas acho mais mórbido ainda ficar imaginando o que vou fazer com perfis quando as pessoas se forem né? 😉 E vocês? O que acham desse assunto?

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