Tem um momento para falar sobre… Black Mirror? A série que já chegou derrubando a porta, destruindo casas e acabando com vidas. Quando acabei de ver o primeiro episódio, encarei a parede branca da minha sala por bons 30 minutos, sem conseguir piscar. Eu, que estudo tecnologia, que sou apaixonada pela revolução do mundo virtual, da geração Millenium, perdi as estribeiras com essa série.

Ela me fez repensar todos os meus atos. E hoje, todas as notícias falando sobre o futuro e o avanço tecnológico me dá um friozinho na espinha. Já vem logo o pensamento: “Isso não vai dar certo” ou “PAREM AS MÁQUINAS!”. Se você assiste essa série, sabe exatamente do que estou falando. Quanto mais a gente lê e se informa, mais entendemos que temos a vida cada vez mais controlada por máquinas.

Elas afetam quase todas as nossas atividades. Mas isso é só o começo! Para onde isso vai? Essa relação hierárquica, em que nós a comandamos, será assim para sempre? Nosso futuro está mais para Black Mirror do que para The Walking Dead. Acho que é por isso que a série faz tanto sucesso: porque ela não está distante da nossa realidade.

Então, em comemoração a essa nova temporada (na qual ainda não terminei), lá vai uma retrospectiva dos meus episódios favoritos. Nada como relembrar aquilo que dá medo né? O ser humano é louco mesmo. Vamos lá:

  1. The National Anthem.

Tudo por causa do fim do episódio. Ele é um dos poucos episódios que você pensa que isso poderia acontecer HOJE EM DIA, e não em um futuro próximo. Um detalhe muito importante dele é a capacidade dos sequestradores de despistar virtualmente o Governo.

Porque isso não está nada longe da realidade. Hoje em dia, e o que eu vou falar agora é baseada nas referências dos documentários “O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz” e “We are Legion: The Story of the Hacktivists”, os “comuns” já são mais letrados nessa tal de internet.

Eles, diferente do governo, entenderam que a união de muitos, com seus conhecimentos e uma única vontade, possui potencial infinito. E, sobre o final, é bem assustador. Vale a pergunta: Você estaria onde as pessoas estavam? Eu, em minha arrogância, respondo: CLAARO que não! Eu lá daria audiência para tamanha barbaridade…… Será? 😉

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  1. Be Right Back.

A importância desse episódio vem do maior medo do ser humano: a morte. Nós, povos modernos ocidentais, não sabemos lidar com esse fato. Deixa muita gente acordada, angustiada, ansiosa. E se nós não sabemos lidar com a própria mortalidade, também não sabemos lidar com a dos outros.

A tecnologia desse episódio ainda não existe, mas, se existisse, seria sucesso de venda absoluta. É uma mistura do filme “Her” (Um dos meus filmes favoritos, por favor assista) com a história das Relíquias da Morte. Uma conclusão que posso tirar desse episódio, é que a tecnologia irá (tentar) suprir tudo aquilo que não conseguimos digerir.

É o próximo tarja preta. Não sabemos lidar com a morte? Que tal trazer nosso amado de volta? O grande questionamento é: É a mesma coisa? Ao morrer, se alguém nos reproduzir igualzinho, será a mesma coisa? Até que ponto a gente deixa de ser a gente? Esse ponto existe? Era pra ser uma questão só, mas toma quatro aí.

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  1. White Bear.

QUE EPISÓDIO É ESSE, PRODUÇÃO. Esse é o meu favorito. É realidade demais! O ser humano tem quase uma necessidade primária de linchamento. Uma coisa horrível. Os casos no Brasil são frequentes (infelizmente), e esse episódio é somente uma versão sofisticada do ato.

Ao meu ver, quem viu esse episódio e concordou com o que foi feito à mulher, não entendeu foi nada. Todos os episódios são feitos em forma de crítica, são todos na temática distopia, e, para quem não sabe, distopia é a utopia negativa. E se parece “muito pior do que se faz hoje em dia” eu te digo, não é.

A crueldade humana só não é organizada a ponto de montar esse circo do episódio. Acho que talvez por esse motivo esse episódio é o que mais me impactou. Nós já chegamos nesse ponto: as pessoas são somente incapazes de organização. Você duvida quanto que esse programa de TV é possível? Por mim, já deve em algum lugar desse mundo.

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Ok, chegando ao final da minha análise, percebi que foi ficando meio obscuro demais. Talvez se fosse ao vivo, e eu falasse tudo isso enquanto jogo purpurina pra cima, ficasse melhor. Infelizmente não é o caso. Mas veja pelo lado bom! É momento de pensar. Refletir. Não é por nada que essa série faz tanto sucesso. E ela não poderia ter vindo hora melhor. Nosso futuro é escrito cada vez mais rápido. Podemos fazer parte dessa decisão sim! Aliás, a ausência de decisão é uma decisão também. Agora dá licença que eu vou ver o episódio três da nova temporada.

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