Sempre que leio sobre pinturas clássicas e seus mistérios, fico impressionada com alguma coisa nova. Tem um post da Coxinha de 2011 sobre a Monalisa (uma das obras mais enigmáticas do mundo) que nos deixou de queixo caído – até hoje temos muitos acessos nele, vejam aqui. Mas hoje vamos falar dessa e de outras obras e seus mistérios, que tal? Vimos o post no Macaco Velho e adoramos!

Primeiramente, não poderia ser outra, a mais mais, a top top, a enigmática…

4. Gioconda (Da Vinci)

monalisa

A pintura de Monalisa é disparada a mais enigmática de todas. A busca pela identidade verdadeira da mulher tornou-se uma fonte interminável de boatos e suspeitas. Muitos afirmam que se trata da esposa de um mercador florentino, outros dizem que é o autorretrato do próprio pintor. Para apimentar o assunto, o historiador e arqueólogo Silvano Vincenti garante que descobriu alguns códigos secretos na obra, como as letras “L” e “V” na pupila direita de Monalisa, iniciais de Leonardo da Vinci, e também as letras “C” e “E” na outra pupila, o que levaria a uma pista sobre sua provável identidade. Tudo isso só gerou mais dúvida ainda. Afinal, quem é Monalisa?

3. A Última Ceia (Da Vinci)

ultima ceia

O “Rei das polêmicas” Leonardo da Vinci precisaria de mais algumas centenas de anos de vida para explicar tudo que está contido no quadro A Última Ceia. O tema que já virou até best-seller de livro e filme de cinema ganhou mais uma curiosidade. Pelo formato das mãos dos discípulos e da posição dos pães sobre a mesa, foram identificadas notas musicais, indicando a construção de uma harmonia e de um ritmo. Agora, pelos próximos 500 anos, o mistério será descobrir a música que da Vinci pensou ao pintar o quadro. Alguma sugestão?

2. Vigésima cena da vida de Francisco (Di Bondone)

francisco

Após oito séculos desde que Giotto di Bondone pintou o quadro, uma especialista em arte medieval identificou, recentemente, que ele havia desenhado um demônio em uma das nuvens. Uma polêmica e tanto se for analisado o contexto religioso no qual Vigésima cena da vida de Francisco está inserido. Se esse detalhe fosse percebido na época, seria bem provável que ele sofresse algum tipo de retaliação em relação à sua arte. Será que foi uma provocação, uma mensagem subliminar?

1. A criação de Adão (Michelangelo)

adão

Como profundo conhecedor da anatomia humana, Michelangelo seguia os princípios da razão. O cérebro era visto como um órgão especial, principal responsável pelo equilíbrio do homem. Especialistas suspeitam que na sua principal obra, A Criação de Adão, Michelangelo fez um cérebro, de forma muito habilidosa e discreta, ao redor de Deus. Por isso, especula-se que o autor tenha pensado em questionar dogmas religiosos, reforçando o conflito entre fé e razão. A religião não passaria de uma criação mental do homem? Ou só nos comunicaríamos com Deus se o cérebro fosse usado? Essas e outras dúvidas alimentam a curiosidade dos amantes da pintura clássica.

Pode ser que tudo isso seja a mais pura e criativa verdade ou pode ser que seja apenas fruto da imaginação daqueles que ficam em grandes salas nas Universidades ao redor do mundo… Mas o fato é que, se eles criaram mundos paralelos dentro de suas obras, esses artistas podem ser considerados gênios de suas gerações por motivos que vão muito além de qualquer escultura ou pintura. Fantásticos e complexos, eu diria.