A franquia de Minha mãe é uma peça sempre me agradou muito, além de divertido sempre se mostrava -no fim- uma linda lição sobre família.

Foi assim no primeiro e no segundo, culminando com uma Dona Hermínia -agora- conformada em entregar os filhos para o mundo, partindo rumo a novas aventuras em NY. No entanto, parece que isso foi esquecido no roteiro do terceiro e último (pelo que parece) filme da franquia.

No novo longa, Hermínia lida com a Solidão e com a “terceira idade”. Ao receber a notícia que Marcelina está gravida e Juliano vai casar tenta achar ali uma brecha para retomar o “controle” da vida dos filhos, mas logo percebe que agora, eles seguirão sozinhos e terão suas próprias famílias.

Minha mãe é uma peça 3 parece ter sido feito, realmente, para finalizar a franquia. De maneira rápida e despreocupada insere uma gama de acontecimentos que enlouquece não só a mãe coruja mas também quem acompanhou todos os filmes anteriores, sem se preocupar com linearidade de acontecimentos e roteiro, que falha em vários pontos e não se conecta em momento algum com os longas anteriores.

Paulo Gustavo continua hilário e incrível no papel, mas o que era extremamente natural, neste beira o exagero -compreensível- em alguns momentos.

Mesmo com todos esses pontos, Minha mãe é uma peça 3, é hilário, diverte e entretem e acerta, mais uma vez, em emocionar o público com a linda lição sobre amor acima de todas as coisas.

Minha mãe é uma peça 3 chega aos cinemas em 26 de dezembro.