Em dez anos (2002 – 2012), o número de empregos na área de jornalismo no Brasil aumentou quatro vezes. 30% estão no estado de São Paulo e os maiores salários no Distrito Federal. O número de jornalistas no Brasil cresceu entre os anos de 2002 e 2012. Em 2002, o Brasil tinha cerca de doze mil profissionais empregados e, aumentou cerca de quatro vezes em 2012, atingindo 45 mil jornalistas ocupados. São Paulo é o estado brasileiro que concentrou o maior número de profissionais com 30% de participação no mercado, número que se manteve estável durante os dez anos. O segundo estado que mais empregou é o Rio de Janeiro, com uma baixa variação no período (0,54%), seguido de Minas Gerais, que teve uma redução de 0,84%. Fonte: DataViva

 Gráfico 1: Distribuição do número de jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002

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Fonte: DataViva

Gráfico 2: Distribuição do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2012

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Fonte: DataViva

Gráfico 3: Evolução do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002-2012

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Fonte: DataViva

Além de ter o maior número de jornalistas, o estado de São Paulo também tem o maior número de estabelecimentos que empregam jornalistas (3.739 ou 28%). Nessa análise, Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 9% de participação no mercado.

Gráfico 4: Distribuição do número de estabelecimentos que empregam jornalistas no Brasil por Unidades da Federação – 2012

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Fonte: DataViva

Setores em que os jornalistas estão empregados

Ao analisar os grupos de atividades econômicas que empregam jornalistas no Brasil, o de Informações e Comunicações se destaca. A área emprega um total de 21 mil jornalistas do país (47% do total). A Indústria e a Administração Pública também possuem uma participação significativa, com 11% e 10% respectivamente.

Gráfico 5: Distribuição do número de Jornalistas no Brasil por grupos de Atividades Econômicas – 2012

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Fonte: DataViva

Analisando somente o grupo Informações e Comunicações, percebemos que 37,5% dos Jornalistas trabalham com Publicação de Jornais e Periódicos, seguido de Transmissão de Programas Televisivos que ocupa 29% dos jornalistas do Brasil.

Gráfico 6: Distribuição do número de Jornalistas empregados em Informações e Comunicações no Brasil por Atividade Econômica – 2012

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Fonte: DataViva

Salários dos jornalistas por estado

Com relação à renda, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal possuem mais de 60% da massa salarial dos jornalistas de todo o país. Os profissionais desses três estados, em conjunto, recebem um total de R$ 97 milhões por mês em salários. Já o estado com menor participação no mercado é o Amapá, com uma renda de R$ 137 mil/mês, o que equivale a 0,08% do total salarial dos jornalistas no Brasil.

Gráfico 7: Distribuição da renda mensal total dos Jornalistas por Unidade da Federação – 2012

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Fonte: DataViva

Apesar de São Paulo concentrar a maior quantidade de jornalistas, não é lá que se encontram os maiores salários do país. Os jornalistas que trabalham no Distrito Federal são melhor remunerados, com salário médio de R$6.515,00. Em São Paulo, esses profissionais recebem em média R$4.418,00.

Gráfico 8: Renda mensal média por ocupação – São Paulo e Distrito Federal, 2012

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Fonte: DataViva

Sobre o DataViva

Os dados do DataViva são da última edição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do ano de 2012. Demais ocupações, como médicos, enfermeiros, professores, entre outras, podem também ser analisadas por municípios, regiões e estados. A ferramenta foi desenvolvido pelo Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas, em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A flexibilidade da plataforma possibilita mais de 100 milhões de visualizações para que cada indivíduo a utilize para responder àquelas perguntas que mais lhe interessam, tornando-a um instrumento de análise democrática e plural. De uso amigável e intuitivo, desenvolvido 100% em software livre, todos os dados são abertos ao acesso público.

Material cedido pela Raquel Camargo, jornalista e membro do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas Gerais.

Fontes para entrevistas: Gláucia Macedo – Coordenadora do Núcleo de Avaliação, Análise e Informação.

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