Quando estamos assistindo TV, somos invadidos por propaganda nos intervalos. De uns tempos pra cá convenhamos,  não só nos intervalos e tem sido muito frequente inserções de propaganda nos programas de TV – isso já há muito tempo, vide a lendária Tek Pix nos programas da Sonia Abrão. E até em novelas, no meio de uma cena não é mais tão raro um merchanzinho de leve. Que acabei de assistir inclusive e não tive como não achar tosco,embora já não seja novidade.

Pois bem, até isso está ficando mais ou menos obsoleto, vejam só! Isso porque existem umas coisinhas chamadas “redes sociais” que revolucionaram o mundo e a forma da propaganda e nós vamos  entender porque.

Você  não precisa ser tão velho assim pra lembrar: as empresas sempre divulgavam seus produtos em diferentes mídias: rádio,TV, outdoor, revista, jornal, etc. Quando a Internet surgiu, este campo também passou a ser explorado com anúncios nos sites e com as empresas investindo nos seus sites não só como da forma institucional, como também uma forma mais abrangente de propaganda. O que era absolutamente normal e esperado. O que talvez não fosse tão esperado assim foi o uso das redes sociais como uma importantíssima ferramenta na publicidade.

Propaganda

Vamos analisar um exemplo desse uso: uma determinada empresa, fabricante de alguma coisa já tem seus comerciais veiculados na TV. Com o surgimento do You Tube (que também podemos considerar uma rede social), esses comerciais passaram a ser veiculados lá também e o melhor, pelas próprias empresas ao invés de usuários comuns. Isso porque as empresas passaram a ter um canal oficial no You Tube e ali exibir seus filmes. A coisa se tornou tão profissional e séria que algumas passaram a criar campanhas inicialmente lançadas apenas na internet. Um dos exemplos mais recentes foi o do shampoo americano sendo estrelado por Joel Santana, que só depois foi pro método tradicional, o da TV, numa edição resumida.

Pois a ação nas redes sociais não se resume a veicular os comerciais no You Tube: uma forte investida em marketing vem sendo observada no Facebook. Praticamente toda empresa tem a sua página oficial com fotos, mensagens, ações especiais. As vantagens? Inúmeras, a começar pela interação imediata com o público. Pelo número de “likes” de uma página, dos comentários nos posts e pela possibilidade do público interagir diretamente através das mensagens inbox (que eu já testei uma vez com uma grande livraria e de fato é bastante eficiente) a empresa pode medir não só sua popularidade mas também analisar se os consumidores estão satisfeitos, se sua imagem é positiva. E de uma forma imediata, o que permite uma ação mais rápida caso as coisas não estejam saindo como o esperado. Mão na roda pra quem quer resolver problemas e reclamações: pra que ficar horas pendurado no telefone pra ligar no SAC ou correr atrás do Procon? Vai lá na página do Facebook da empresa com a qual você está insatisfeito e bota a boca no trombone pra todo mundo ver. Pior que propaganda mal feita é propaganda negativa e rapidinho eles vão resolver seu problema – ou pelo menos te dar uma resposta.

O mais legal de tudo isso é que as empresas estão abraçando muito a causa, especialmente quando tem crítica no meio. Um exemplo que todo mundo viu foi no começo do Porta dos Fundos, fazendo uma paródia das mais ácidas do atendimento do Spoleto – com um  pouco de razão – e o restaurante não só absorveu a crítica como participou ainda do vídeo seguinte. Fez bem pra imagem de todo mundo e a publicidade aí ainda alavancou o canal, hoje fenômeno de acessos.

Quem estuda marketing ou é da área, pode reparar num cargo nos classificados de empregos aí que tem ganhado cada vez mais força e mais requisições: o analista de redes sociais. Sim, exatamente, é o cara que vai ficar logado no Facebook, postando vídeos no You Tube, colocando as fotos no Instagram o dia inteiro. O responsável (na maioria dos casos, um dos responsáveis já que com o crescimento já é necessário mais de uma pessoa) pela ponte mais próxima e rápida entre empresa e cliente e mais importante ainda, responsável por trabalhar a imagem da companhia ali no meio da Internet. O que antes era facilmente designado ao estagiário, agora deve ser preenchido por profissionais qualificados – e já tem até pós graduação e cursos de extensão voltados para a área, que só tende a crescer.

É a tendência de mercado, são os novos tempos. Não acredito que as campanhas publicitárias acabem um dia, pelo menos não num dia próximo. Mas elas deixaram de ser a única forma de publicidade e com o tempo, talvez deixem também de ser a mais importante. E vai se dar bem no mercado não só quem faz uma boa propaganda, mas também quem melhor interage com seus clientes.

POST ORIGINALMENTE ESCRITO PELA COLABORADORA THAIS CRUVINEL.

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