Uma das coisas mais deliciosas de estar em um evento como a FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, é poder conversar com diversos autores ao mesmo tempo. Poder entender o que eles buscavam com suas escritas, poder ver o mundo através dos olhos deles, e não apenas através de suas palavras. Uma das maiores paixões que encontrei na FLIP foi a Casa do Autor Roteirista – um cantinho escondidinho do centrão histórico de Paraty, mas que reuniu, na minha humilde opinião, os melhores painéis desta edição. Não posso nunca, claro, deixar de elogiar a qualidade do evento como um todo, mas não adianta, quando me apaixono, me apaixono de verdade, e fiquei assim na Casa do Autor Roteirista.

Casa do Autor Roteirista foi idealizada por Thelma GuedesNewton Canitto, aliás, este segundo, autor do livro que intitula este post. A Thelma é escritora e roteirista, autora de diversos livros, ensaios acadêmicos e novelas globais. Newton escreve para todas as mídias e o livro Manual do Bullying… e outras sátiras de humor pós-ativista deveria ser leitura obrigatória de sala de aula em um país-Brasil que não existe, que só consigo idealizar. Newton questiona o que o povo tem a dizer sobre o manual e o povo, responde, claro! Veja abaixo:

manual do bullying e outras sátiras de humor pós ativista

manual do bullying e outras sátiras de humor pós ativista

“Se o bullying te ofende, o problema é teu! Se você não aguenta a primeira piada suja de um episódio de Family Guy e muda de canal com medo de se viciar no programa após a segunda piada; se a sutileza de South Park te faz corar as bochechas e te faz correr até o vigário mais próximo clamando por perdão; se você saiu do cinema antes dos primeiros 15 minutos do último filme do Sacha Baron Cohen, temendo encarar seus próprios recalques mortais, FECHE ESTE LIVRO E SUMA! Você não é digno de lê-lo!”

Simplesmente uma das leituras menos diplomáticas e sintéticas que tive nos últimos tempos. A escrita de Newton é direta, simples e hilária, ótima para quem curte ler imaginando cenas e personagens. Jogadores de RPG com uma quedinha por política e atualidades, como eu, ficarão apaixonados pelos pequenos contos da obra! Indico a leitura, recomendo o autor e suas produções. Inclusive, ele disse que, até o final do ano, sua peça Sêmen será lançada no Rio de Janeiro e só pela sinopse que ele contou em menos de 5 minutos de conversa, já posso adiantar que vale a pena conferir! 😉

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