Olá, coxinhos! Escrevo hoje sobre um jogo que a maioria de vocês deve conhecer. Certamente, muitos adoram, outros têm suas birras com o mesmo e, claro, há quem não goste. Refiro-me ao Magic: the Gathering, um card game que já está à beira de seus vinte anos de idade. Não estou aqui para fazer mais do mesmo de todos os outros blogs e sites. Quem quiser saber como funciona, encontrará guias excelentes espalhados por aí e muita gente disposta a ensinar. Já para quem conhece, deseja começar a jogar, mas não sabe que deck montar, uma boa dica é baixar um sistema online, como o cockatrice, montar decks gratuitamente e testá-los, para depois fazer o investimento.

 

E é de investimento que venho falar. Quem tem experiência na área sabe que os preços variam absurdamente. Há cartas na casa dos milhares já. Mas não se assustem, estas são as exceções. Muita gente acha que precisa de muito dinheiro para se divertir com o magic. Mas a verdade é que um pouco de criatividade ou a melhor escolha do tipo de disputa pode deixar seu deck competitivo e bem barato.

 

Há tipos de jogos especialmente voltados para quem não quer gastar muito. É o caso do Pauper, que é um formato onde apenas cartas comuns são permitidas (lembrando que, atualmente, as cartas podem ser comuns, incomuns, raras ou míticas, sendo que o preço, normalmente, cresce no sentido listado).

 

1 2 3 4

 

Não posso negar que, jogando por aí, encontramos uma maioria de jogadores cheios de grana para gastar que só se preocupam em repetir um famoso deck na esperança de vencer uma partida. Além de achar isso ridículo, já que considero a arte de montar um deck até mais divertida que o jogo em si, tenho certeza que isso não garante vitória a ninguém. E, cá entre nós, é uma delícia ganhar de alguém cujo deck custa algo em torno de R$2000,00 com o seu deck baratinho. Por isso, atenção às dicas:

 

1- Não monte um deck totalmente dependente de um combo. Claro, combos são legais, mas a probabilidade de funcionar é baixa. No magic, você só pode manter 4 cartas iguais em um deck, cujo mínimo é de 60 cartas. Se for uma carta lendária, diminui para 2 unidades apenas. Como bons combos exigem, normalmente, 2 ou 3 cartas específicas (às vezes mais), você não deve contar com esta probabilidade. Faça um deck que, mesmo que o combo não venha ou mesmo que ele seja destruído de alguma forma, você ainda possa competir.

 

2- Garanta que você tenha cartas para jogar. É comum que duas ou mais cartas sejam jogadas por turno, mas as compras de cartas só são permitidas uma vez por turno. Ou seja, cedo ou tarde, você ficará sem cartas para jogar. Há várias soluções para este problema. Uma delas é colocar cartas que aumentam seu poder de compra. Outra é usar cartas que podem ser jogadas do cemitério. O importante é que você não fique nunca sem poder jogar. Jogo estagnado é o primeiro passo para a derrota.

 

3- Sem mana, não há jogo. Não é óbvio?! Você precisará de mana para jogar. Então, use terrenos e cartas para acelerar o jogo. Há cartas que podem ser usadas para gerar mana adicional, como ritual sombrio, mox de cromo, rito da chama, aves do paraíso, enfim, são várias.

 

4- Não construa um deck fácil de ser derrotado. Parece óbvia, mas não é. Muitas pessoas fazem decks excelentes utilizando uma cor só. Vem um adversário com seu side deck e usa uma carta que te impossibilita de jogar. É o caso da Iona, escudo de Eméria, a qual não permite que mágicas da cor escolhida sejam jogadas. Se seu deck tem uma cor só, este é o decreto final de sua derrota. Portanto, tenha um splash. Hoje em dia, com tantas opções baratas de terrenos que geram mais de uma cor, não há desculpa para não fazer isso. Um splash aumenta a capacidade de reação de seu deck, seja evitando ações do adversário contra uma cor específica ou dando possibilidades de inserção se cartas para destruição de encantamentos, artefatos ou criaturas.

 

5- Monte um side deck eficiente. Nenhum deck é invulnerável, coxinhos. Vocês precisarão de saídas para suas fraquezas. Se vocês sabem que um encantamento específico tem a capacidade de destruir sua estratégia, deixe uns bons destruidores de encantamentos no side. O mesmo vale se sua fraqueza são alguns tipos de criatura ou um artefato qualquer. Se sua fraqueza é uma cor, tenha a certeza de ter um side específico contra ela. Por exemplo, dano direto (geralmente vermelho) é a ruína do seu deck?! Nada que um bom Calafrio não resolva. Ou, quem sabe, uma Linha de Força da Santidade?!

 

O magic não está lá tão simples depois dessas dicas, mas a experiência, aliada a elas, certamente vai permitir a vocês a criação de decks interessantes e baratos.

 

Uma dica para quem quer fugir do preço alto é deixar o formato T2 (standard) quieto. Primeiro porque é um formato que muda constantemente, fazendo com que muitas das cartas que você utilizou na base do deck, sejam eliminadas rapidamente dele. Ou seja, você precisará renovar seu deck constantemente e, claro, isso demanda dinheiro (e não é pouco). Além disso, este formato é bem volúvel. Algumas pessoas se empolgam com certas cartas, as quais parecem, à primeira vista, fenomenais. Com o tempo, elas notam que não há nada de mais na carta e a demanda cai. Às vezes a carta até é realmente muito boa, mas a demanda excessiva inicial acaba elevando seu preço além do que ela realmente vale. Vamos a dois exemplos práticos:

 

Anjo exterminador do mal – preço médio no lançamento: R$95,00; preço após algumas semanas: R$20,00. Motivo: é uma ótima carta, mas não tem porque ser tão cara. Uma enorme quantidade de pessoas procurou esta carta até mesmo na esperança de que os blocos seguintes fossem baseados em demônios e dragões. Caso isso fosse verdade, a carta seria espetacular! Mas isso não ocorreu e ela passou a ser “apenas” ótima. R$20,00 é um valor justo.

 

Tibalt, sangue demoníaco – preço médio no lançamento (há aproximadamente um mês atrás): R$60,00; preço atual: R$25,00; previsão do futuro (feita por mim): R$10,00; quanto realmente vale: nem uma bibsfiha! Sério, gente, esta carta é horrível. A habilidade que aumenta pontos de fidelidade faz com que você descarte uma carta ALEATORIAMENTE. Isso é inacreditavelmente perigoso. E as habilidades mais poderosas, nem são lá grandes coisas. Essa carta começou com um preço elevado porque é um planinauta. Isso ocorre com todas as cartas desse tipo: começam absurdamente altas e caem algo em torno de 80% em pouco tempo. Ela ficará valendo uns R$10,00 porque o preço básico de um planinauta, pelo que vi até hoje, jamais cai abaixo disso aqui no Brasil. Lá fora, ela já vale o equivalente a R$10,00 e cairá mais ainda em breve (pesquisado no site STAR CITY GAMES. Mas uma carta tão ruim como essa eu jamais usaria. Enfim, bizarrices do T2.

Compartilhe: