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O diabo está de volta

Spoilers da quarta temporada de Lucifer

Depois de muita espera, finalmente conhecemos a quarta temporada de Lucifer. A série, que antes era produzida pela FOX, ganhou dez novos episódios pela Netflix. A mudança se deu após a emissora decidir não renovar o seriado, o que por consequência gerou revolta nos fãs. Para a felicidade geral da nação, o streaming adquiriu os direitos da produção e produziu a quarta temporada, que foi lançada no último dia 8.

Muitos fãs ficaram apreensivos devido a compra dos direitos pela Netflix. Lucifer sempre teve uma espécie de charme, que a tornou a série tão amada pelo público. Será que a transferência para o serviço de streaming prejudicaria a imagem que o seriado já tinha adquirido? Após a assistir aos dez episódios, a única resposta possível é: sim e não.

A série

Antes de mais nada, não podemos esquecer o gênero a qual Lucifer pertence. A série é de cunho policial, onde os poderes celestiais sempre o ajudaram a desvendar os crimes. Foram através deles também, que Lucifer descobriu os sentimentos que sente por Chloe, visto que o relacionamento dos dois se desenvolveu em meio a investigações e mistérios. A partir da solução dos crimes surgiam as histórias paralelas, que completavam a trama de Lucifer.

Na quarta temporada, infelizmente o foco da série mudou. Os crimes que compunham os episódios foram deixados de lado, tornando-se assuntos secundários em meio aos relacionamentos românticos. Lucifer nunca foi uma produção voltada para o romance, pelo contrário, ela se tornou graças a química incrível entre os personagens de Tom Ellis e Lauren German. E após o final da terceira temporada, queríamos sim ver tal relacionamento desenvolvido. Para isso, porém, a Netflix decidiu tirar o enfoque do lado policial da série. Uma pena.

Eva

O grande problema da quarta temporada tem um único e singelo nome: Eva. A intenção de introduzir mais uma personagem das histórias da Bíblia foi boa, mas o resultado nem tanto. A interpretação de Inbar Lavi começa de forma cômica e bem estruturada, mas logo se torna cansativa e repetitiva. A única função encontrada para a personagem envolve uma espécie de triângulo amoroso chato entre Lucifer, Chloe e Eva.

Dentro de todas as histórias bíblicas, temos inúmeras descrições de Eva e Adão. A personagem poderia ter sido muito melhor aproveitada, trazendo algum tipo de informação útil para a trama de Lucifer. Entretanto, ao final percebemos uma tentativa forçada da série de manter o casal de protagonistas separado durante todos os episódios. Uma pena, pois Eva certamente seria uma ótima história paralela a ser desenvolvida no seriado.

Lucifer

Não é apenas de pontos negativos que a quarta temporada de Lucifer é feita. A decisão tomada pela Netflix de focar no protagonista foi inteligente, afinal, Tom Ellis carrega toda a série nas costas. Os novos episódios nos trazem uma visão mais humana do diabo, mas sem perder a essência do personagem.

O lado sarcástico irônico permanece ali e está ainda mais aguçado na nova temporada. O sotaque britânico misturado com os trejeitos de Tom Ellis culminam em um personagem simplesmente genial. Em meio ao triângulo amoroso desenvolvido, conseguimos ver novos lados de Lucifer e a conexão com o diabo é imediata. O ritmo dos episódios é ditado pelo número de cenas protagonizadas por Ellis, independente com quem sejam.

Ao passo que os episódios vão se aproximando do fim, é possível ficar verdadeiramente triste com a possibilidade de ter de esperar por mais uma temporada.

Histórias Paralelas

Mesmo que toda a série gire entorno da figura de Tom Ellis, as tramas paralelas ajudam a moldar a história. Na quarta temporada temos o retorno dos queridos personagens introduzidas nas temporadas anteriores. Os maiores destaques ficam por conta de Maze (Lesley-Ann Brandt), Amenadiel (D.B. Woodside) e Linda (Rachael Harris). O trio desenvolve uma trama engraçada e bonita entre si, com a formação de uma nova família. Dentre as histórias paralelas foi a que mais teve oportunidade de encontrar um início, um meio e um fim.

Ella e Dan

Uma das personagens mais queridas de Lucifer foi introduzida há relativamente pouco tempo, mas já ganhou nossos corações. Ella Lopez (Aimee Garcia) continua igualmente engraçada e espontânea, ganhando ainda mais espaço no roteiro. Entretanto, a personagem é o centro de um possível novo casal da série. A informação é jogada na tela e depois o assunto é completamente ignorado, sendo um desperdício de história.

É provável que você também tenha torcido por Ella e Dan (Kevin Alejandro), mas a série decidiu deixar de lado um assunto que ela mesmo introduziu. Os dois personagens estavam fora de outros núcleos do seriado, e a decisão de transformá-los em um possível casal foi boa. O problema acontece quando o assunto não é mais abordado e é simplesmente deixado de lado.

Enfim…

A quarta temporada de Lucifer é divertida e agradável, mas foge da essência original da série. O lado policial dá lugar ao romance entre os protagonistas e isso fica ainda mais evidenciado com a chegada de Eva. A produção está longe de ser ruim e temos de agradecer a Netlflix por dar continuidade a história. Mas como fã, não há como negar a expectativa deixada pelos episódios anteriores.

 

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