Olá Coxinhos, tudo de boa? Em 1995, a Pixar lançou Toy Story (nossa, já fazem 20 anos? Posso me sentir velho agora?), um dos primeiros desenhos animais feitos totalmente pelo computador. O filme foi um fenômeno na época, sendo uma revolução na qualidade dos efeitos especiais e tal. Eu mesmo fiquei viciado, comprei a fita VHS (sim, eu realmente estou me sentindo velho) e assistindo aquele filme 3 vezes por dia. O filme acabou rendendo duas continuações: Toy Story 2, em 1999, e Toy Story 3, em 2010. E preciso dizer, esse filme teve um grande papel na minha infância e, apesar de já ter vinte anos, suas lições continuam relevantes até o dias de hoje. Eu o recomendo para crianças de todas as idades, de 0 à 98 anos!

Segue, então, uma lista com as lições que eu aprendi com Woody, Buzz e seus amigos.

 EGOISTA

E não tem nenhum problema nisso. No primeiro Toy Story, Woody tem ciumes de Buzz, pois o suposto patrulheiro espacial se torna o novo brinquedo favorito do Andy. Em um momento no filme, Woody pega o carrinho de controle remoto e tenta se livrar do Buzz, empurrando-o para trás da mesa. O problema é que as coisas não funcionam bem como ele havia planejado e o Buzz acaba sendo arremessado pela janela. Devemos reconhecer que não foi um dos melhores momentos do Woody.

Woody foi extremamente egoísta nessa cena. Mas, e daí? Ele não deixou de ser o personagem que todos nós amamos. Ele continua sendo uma pessoa boa e um dos melhores amigos que qualquer um poderia esperar. Eu não estou querendo dizer com isso que a gente deve ser egoísta com todo mundo e mandar todo mundo se f***. Só estou dizendo que somos humanos, falhos ,e que às vezes, podemos cometer erros e tomar atitudes egoístas. E não há nenhum problema nisso. Não vamos ser pessoas ruins por causa disso. O que me leva à segunda lição…

CHANCE

Acho que o momento mais agoniante no primeiro Toy Story é quando Woody está preso na casa do Cid e consegue chamar a atenção dos outros brinquedos do Andy. Ele então arremessa as luzes de natal para usar como uma corda, para atravessar pelas janelas. Ele está praticamente em casa, praticamente em segurança e nós já podemos ouvir os risos de felicidade do Andy ao se reunir com seus brinquedos favoritos de novo.

Só que ai vem o Cabeça de Batata e diz que eles não devem salvar o Woody por causa do que ele fez com o Buzz. O Woody até tenta explicar que está tudo bem, que eles fizeram as pazes e que o Buzz está lá com ele. Mas não cola e os outros brinquedos soltam a corda (luzes de natal). Perto do final do filme, eles descobrem que o Woody realmente estava com o Buzz e o Batatão sente-se culpado. Não seria sido mais fácil se ele tivesse dado ao Woody o benefício da dúvida? (Se bem que, se ele tivesse feito isso, o filme teria sido encurtado em 20-30 minutos. Então foi melhor assim.)

APARENCIAS

Preciso admitir uma coisa: os brinquedos do Cid me davam pesadelos. Tem aquele bebê com pernas metálicas de aranha, e um carro meio sapo, e aquela mão que sai de dentro de uma caixa… Sério, para uma criança de 7 anos de idade, aquilo era aterrorizante! (Ou, talvez eu era um medrozinho mesmo. Ainda sou… não consigo nem jogar Silent Hill de luz apagada…) Aquele garoto era malvado e sádico e seus brinquedos tinham uma aparência realmente ameaçadora. Tanto que Woody e Buzz ficam com medo dos brinquedos, que eles acreditam ser canibais. Só que, mais tarde no filme, nós descobrimos que os brinquedos do Cid na verdade são bonzinhos. Eles salvam e protegem os brinquedos danificados. Não é culpa deles que eles têm uma aparência tão assustadora. Eles se unem e fazem o possível para sobreviver.

IMAGINAÇÃO

Sério, tem o plano mirabolante para escapar do Cid. Como é que aquilo deu certo? Por causa do trabalho em equipe e da imaginação super fértil do Woody. Se pensarmos um pouco “fora da caixa” e de forma original, conseguimos até fazer um brinquedo de plástico voar (ou cair, com estilo!). O importante é nunca desistir.

AMIGO

É isso ai. Woody nunca desiste de voltar para o Andy. Ele é o melhor amigo do Andy e estará sempre lá para ele. Porque “amigo seu, é coisa séria, pois é opção, do coração.” Esse é um tema constante não só no primeiro, mas em todos os três filmes da saga dos brinquedos. A música do início do Toy Story original já previa: “O tempo vai passar, os anos vão confirmar, as três palavras que proferi: amigo estou aqui.”

PRA-SEMPRE

Esse não foi para a minha lista de lições por dois motivos. Primeiro, porque o fizesse, teria que ser “6 Lições que eu aprendi com Toy Story” e eu só gosto de fazer listas com números divisíveis por 5. E, segundo, por que essa foi uma lição que eu aprendi em Toy Story 2 e essa lista é de lições vistas no primeiro filme apenas. Mas, como é uma mensagem importante, achei por bem mencioná-la aqui.

Em Toy Story 2, Woody tem seu braço rasgado e vai parar na “estante alta” onde os brinquedos quebrados vão parar “morrer”. Depois disso, ele é sequestrado por um colecionador que restaura Woody e pretende vendê-lo para um museu no Japão. Woody, pelo visto, é um brinquedo raro de um personagem de uma antiga série de TV e, com toda a coleção, ele poderá “viver para sempre” em um museu.

Woody se amarra na ideia. Ele sabe que Andy está crescendo e que logo mais não terá mais utilidade para um velho e rasgado brinquedo de pano. Então ir para um museu, onde poderá ser admirado até o final dos tempos, parece ser um belo negócio. Só que não é. Pois, como Buzz mesmo fala: “brinquedo é pra ser brincado”. Woody logo se toca que seu verdadeiro propósito é estar com seus amigos e fazer o Andy feliz. Ele então muda de ideia e escolhe passar o restante de sua vida com seus amigos, em vez de imortalidade.

E ai, o que acharam? Você aprendeu alguma lição com Toy Story que eu não coloquei aqui? Deixe um comentário abaixo!

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