Leve o RPG para a sua vida…

-por , em 13/07 -
Faz algum tempo que a aglutinadora desse site me convidou para escrever sobre “alguma coisa difícil e diferente”, confesso, fiquei um pouco desnorteado.
O que escrever em um site para o publico nerd? Tecnologia, RPG e afins não são lá tão diferentes ou difíceis para o mundo nerd. Pretendo começar a escrever para o Coxinha falando sobre um tema que, com certeza, alguns já pensaram ou já estão se debruçando há tempos: como utilizar o RPG para além da mesa de jogo?

Mas antes um aviso:

Não pretendo transformar esse post em um artigo acadêmico com todo o rigor acadêmico e etc. Minha intenção é meramente compartilhar um ponto de partida com a qual vocês possam trabalhar caso sejam professores ou para que possam pensar no RPG de outra forma. Fica o aviso: esse artigo merece verticalização e certamente vocês poderão encontrar artigos e livros sobre o tema.
Bom, segundo algumas pesquisas, é na década passada que certos educadores começam a pensar RPG como uma ferramenta didática e misturar o jogo com sala de aula. A mistura é positiva e dá samba. Especialmente por ser um tema brasileiro! Há uma discussão nos meios pedagógicos de que nossos alunos aprenderão mais se o educador mantiver uma prática lúdica. Nossa prática de ensino precisa proporcionar prazer aos alunos. Precisa ser uma espécie de brincadeira. Bom… Estamos falando de RPG, não estamos?
Mas é importante atentar para o fato de que o jogo e a diversão estão a serviço da educação. Cabe ao professor entender que o jogo precisa de um arcabouço teórico para funcionar. Segundo Luiz Ricon (PUC-RJ) o RPG é uma maneira de reforçar o conteúdo aprendido e/ ou agregar novos conhecimentos.
Particularmente acredito que o RPG possa ser melhor utilizado se estiver voltado para a contextualização.
Por exemplo: será mais fácil fazer um aluno entender a importância da abolição da escravatura se ele já tiver vivenciado a fuga de um escravo para um quilombo. 
Essa contextualização também facilitará o ensino do conteúdo. É muito difícil entendermos por que Napoleão resolveu invadir a Rússia quando temos informações sobre todos os detalhes da Guerra Napoleonicato. Praticamente tudo que há para saber sobre aquele inverno de 1812 está a nossa disposição – basta ‘googlar’.
Imagine colocar o aluno na pele de Napoleão, com as informações da época? Transformar seu aluno em um Templário e desmistificar esse personagem?

Seja como for, o RPG já é utilizado com alguma freqüência nas salas de aula – até de forma pbem!

Como exemplo, proponho visitar os sites do The Washington Post que ‘twitta’ a Guerra Civil americana, e O Diário Catarinense que ‘twitta’ a Tomada da Laguna, onde vocês poderão ler Giuseppe e Anita Garibaldi, Bento Gonçalves e outros atuando.
Para os que não têm Twitter ~ Tomada de Laguna.
Raphael Pires, além de amigo, é estudante do segundo período de História na UniRio e principalmente, jogador de RPG há mais ou menos 13 anos. Podemos dizer que uma das poucas pessoas que conheço que gosta de trazer as técnicas de RPG para sua vida. Em breve teremos mais textos dele aqui no Coxinha…
Nota da Coxinha: Pesquisando sobre o tema desenvolvido pelo Raphael, encontrei um blog muito legal sobre educação e o RPG ~ O Clérigo e a Ordem do RPG. Pelo que entendi, o grupo joga RPG há muito tempo e juntos, conseguiram levar as técnicas RPGistas para suas vidas. Vale à pena conferir.
Cris Siqueira
por

Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

Recomendamos para você