Finalmente Brasil, temos a parte 4 de La casa de Papel e como prometido, foi realmente de tirar o fôlego. Se você pensa que o trailer te entregou muito, se engana demais. Então esqueça, toda teoria que você ouviu, ou leu sobre o novo ano, pois certamente tudo perderá o sentido quando começar a assistir.

Para te atualizar tudo começa em meio ao caos: o Professor pensa que Lisboa foi executada; Rio e Tóquio explodiram um tanque do exército; e Nairóbi está entre a vida e a morte. A quadrilha enfrenta um de seus momentos mais difíceis, e o surgimento de um inimigo entre suas fileiras colocará o assalto em sério perigo.

Se pudéssemos definir o ano 4 de La casa de Papel, certamente seria CAOS… No bom sentido, se é que há. A temporada é visivelmente dividida em dois momentos, e isso só fica claro quando chegamos no episódio 5. Os quatro primeiros, são marcados pela tensão criada pelo tiro que Nairóbi levou e pela incerteza de Lisboa estar morta ou não. Nesse momento, as incompatibilidades entre eles surgem e o medo do que construíram desmorone, aliado a perda eminente faz com que se culpem e crie ali um problema ainda maior, no caso Palermo.

O personagem do Palermo, desde o início traz para o público a insegurança, muito desse sentimento é traduzido nos quatro primeiros episódios. No entanto, La casa de Papel fala muito sobre perdão, família, amizade, amor e estes sentimentos certamente são o que moverá os episódios finais, seja da forma e da intensidade que for eles serão agentes impulsionadores da trama.

Aléx Pina, definitivamente é um gênio, afinal manter a qualidade narrativa de uma história tão complexa, com linhas temporais que se intercalam, por tanto tempo, não é algo tão simples e talvez por isso, por tratar a história com tanta clareza e, ao mesmo tempo com tanta profundidade e com significados reais para quem assiste, La casa de Papel é o sucesso que é no mundo.

O elenco é honesto e honra seu espaço na mídia, se antes eu questionava a (re)introdução do personagem “Arturito“, hoje percebo a sutil importância do caminho que ele irá seguir, não só para a história em si, mas a mensagem que será carregada de âmbito social.

La casa de Papel te faz esquecer o espaço-tempo e te entrega emoção como o principal gatilho para os eventos; não temos ideia concreta de quando aconteceu, mas certamente terá efeito posteriormente. O tempo é tão relativo na série, que você se pergunta como feridas se curam tão rapidamente, tecendo um paralelo de que algumas sim, mas outras permanecem vivas dentro de nós. Esse fator é relevante quando pensamos no que pareceu ser tratado com superficialidade no ano anterior. La casa de Papel só nos mostram que as temporadas se complementam e que eventos do passado, certamente irão interferir no futuro.

Isso não é só um assalto, e você sabe disso”, essa frase dita por Palermo ao professor, reflete muito do que é o show, e das lições que ela quer deixar transparecer. Sutis diálogos que variam de conselhos amorosos, sexualidade, traumas; entre um problema e outro dentro e fora do Banco da Espanha nos mostram de maneira, até mesmo irônica que além de tudo, todos querem ser felizes em ao sistema falho da sociedade.

Menciono aqui, novamente Aléx Pina, que nos transporta para um turbilhão de eventos cria para nós uma espécie de “BBB”, onde pessoas com pensamentos e impulsos distintos se unem para ganhar juntas bilhões. Mas, até que ponto isso resistirá? A mente humana é uma incógnita e entre um “atraco” e outro tudo pode ter mudado. A catarse, final nos faz perceber que juntos são melhores e que precisam fazer -agora- por quem amam. Se antes era para salvar Rio, agora é para salvar uns aos outros.

No mais, se prepare para rir, chorar, surpreender… Mas, principalmente, prepare seu coração.

A 4ª parte de La casa de Papel já esta disponível na Netflix.

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