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O JUSTICEIRO | Drama, questões polêmicas e MUITA ação na nova série Marvel da Netflix!

quer violência? tem em justiceiro! quer crítica social? tem também!

No dia 17 de novembro chegará na Netflix uma das séries mais aguardadas pelos fãs da Marvel: O Justiceiro. A gente já assistiu à primeira temporada inteira e viemos preparar vocês para o que vem aí, SEM SPOILERS por enquanto.

 A história da temporada estará dentro do MCU (o universo cinematográfico da Marvel), mais especificamente com cada série dos Defensores. Claro que as referências e ligações estarão mais conectadas à segunda temporada de Demolidor, quando vimos Jon Bernthal como o Justiceiro pela primeira vez. Mas, apesar de recomendarmos FORTEMENTE que você assista todas as séries da Marvel da Netflix, comecar por Justiceiro não vai te deixar tão desesperadoramente perdido, só terá que quebrar um pouco mais a cabeça para entender certos personagens e referências.

Mas vamos ao que importa: o que você pode esperar dessa primeira temporada? Vamos começar pelo ponto que mais chama a atenção, o que faz muito sentido para o personagem: a violência. Para quem já conhece o anti-herói, já entende do que falamos aqui. Nada de luta por justiça nos tribunais ou pena dos inimigos, como esperamos do Capitão América por exemplo, e nada de poupar pessoas (relativamente) inocentes que ficam em seu caminho por vingança. E armas. MUITAS armas.

Para quem não o conheça, não é que Frank Castle (o Justiceiro) seja uma pessoa ruim. Pelo contrário, a série faz questão de mostrar que nenhuma vítima de Castle seja por maldade ou em vão. Ele simplesmente é alguém extremamente rancoroso e sedento por vingança aos responsáveis por matar sua família, além de não gostar de fazer amigos ou seguir conselhos. Sabe o Kratos, do jogo God of War? Mais ou menos nessa linha.

Mas voltando à violência da série: O Justiceiro já recebeu classificação indicativa de 18 anos no Reino Unido, Coréia do Sul e Singapura, e é quase certeza que receberá a mesma classificação em todos os países do mundo. Lembra da violência do Logan (que filme…)? Dê uma piorada e você terá algo parecido com as cenas da série. O nível de crueldade – e a forma como é explícito – das mortes e combates faz jus ao personagem e vai dar arrepios aos fanáticos por ação pura. Principalmente com armas, que são o forte de Castle, mas também em cenas de tortura e combates corpo a corpo também.

Aí essa questão da violência e das armas já acende uma luzinha: e aquelas tantas pessoas que julgam filmes, séries e games violentos, alegando que pode influenciar pessoas a se tornarem mais violentas também, como ficam? E todos os casos de maníacos assassinos nos EUA e no mundo que estão acontecendo nos últimos tempos? A Netflix não ignorou isso, e colocou certas críticas e discussões na trama da série. Como bem disse o ator Ben Barnes, que vive Billy Russo, a violência da série é feita para causar desconforto e fazer o espectador se perguntar do porquê de tudo aquilo. Ao contrário de glorificá-la e colocar como um ponto positivo da história, vemos o Justiceiro muitas vezes se questionando sobre a morte de pessoas inocentes ligadas à sua busca por vingança.

Mas a maior crítica social da série, e um dos pontos centrais da trama, é o trauma pós-guerra e o que a violência extrema pode fazer com a cabeça das pessoas. Vemos vários personagens perturbados após voltarem de missões em guerra e fazendo atrocidades sem ter muita consciência de seus atos. Vemos a discussão política que está em foco nos EUA neste momento, que diz respeito ao porte de armas para civis no país.

No meio disso tudo, temos um enorme jogo político envolvendo a CIA e a Segurança Nacional dos EUA. É interessante notar que, ao contrário das outras séries Marvel da Netflix, nessa não há nenhum personagem sequer com qualquer poder sobrenatural. Apesar de Castle ter uma resistência fenomenal, tudo veio de seus anos como fuzileiro naval, onde era o mais respeitado e habilidoso. Seu “parceiro”, David Lieberman / Micro, também é um hacker com habilidades bastante assustadoras, mas nada que chegue perto de um superpoder. Então se voltarmos à referência de God of War, O Justiceiro pega a história de Kratos se vingando contra os deuses e coloca num mundo real, trocando os deuses por figuras poderosas do exército e do governo.

Apesar da trama ser ótima e nos instigar, principalmente após os primeiros episódios, um fator que incomoda um pouco são os vilões. Mas não vamos generalizar: basicamente só o vilão principal, Rawlins, é um pouco aquém da série. Não que a atuação de Paul Schulze tenha sido ruim, ele mete bastante medo e tem uma ótima cara de maníaco. Mas a falta de informações sobre seu passado e a falta de cenas impactantes com o personagem criam uma sensação de falta de importância, principalmente se compararmos com Madame Gao ou Wilson Fisk por exemplo.

Mas um novo vilão “surge” ao longo da temporada e compensa bastante essa falta de maldade. É fato que esse novo vilão acrescenta alguns furos no roteiro, mas nos passa mais importância em cena do que Rawlins.

Nos aspectos técnicos a série não possui falhas gritantes. Toda a temporada é bem escura, o que é totalmente esperado para o personagem, e os efeitos de combate são muito convincentes (apesar do excesso de sangue em algumas cenas específicas ficar muito perto de se tornar tosco). Claro que uma série onde a enorme maioria dos combates envolve armas fica um pouco mais fácil de ser convincente do que uma só com lutas, como são as outras dos Defensores. Mas mesmo assim a Netflix acertou a mão de novo.

Existe o erro clássico de filmes de ação, que é tão normal e esperado que nem pode ser chamado de erro: você fica incomodado com a quantidade de tiros que o personagem principal toma e se recupera muito rápido, enquanto algumas vítimas não tem resistência nem pra algumas porradas.

Mas nada tira o brilho e a força que a série tem, e que deve agradar os fãs do anti-herói, os fãs das séries dos Defensores e aqueles que apenas procuram uma boa série de ação.

No geral, O Justiceiro está mais que recomendado. A Netflix e a Marvel estão nos deixando com cada vez mais vontade de ver séries dessa parceria, e já estamos contando os dias para as próximas temporadas de Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage, todas marcadas para o ano que vem.

O ótimo elenco da série ainda conta com Ebon Moss-BachrachDaniel Webber, Jason R. Moore, Jaime Ray Newman, Amber Rose Revah Michael Nathanson.

O Justiceiro estreia na Netflix no dia 17 de novembro.

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Quem escreveu?

Murilo Pessanha

Falo bastante sobre dois assuntos que são minhas paixões: tecnologia e games, contribuindo com notícias, análises e opiniões. Sou fã da Apple, mas entendo todos os problemas da empresa e não deixo que isso ofusque o brilho de lançamentos de todas as outras. Minha paixão é tecnologia como um todo, qualquer novidade já me deixa ansioso!

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