Eu não fui um bebê que já nasceu em um lar computadorizado. Mas não demorou muito para que isso mudasse.

Logo criança, lembro de assistir meu pai e primo jogando Doom, e indo na banca de jornal comprar CD-Rom que vinham com mais de dez demos, junto com uma revistinha.

Isso era a alegria da semana. Eu mais assistia do que jogava, mas adorava qualquer uma das opções. Depois de um tempo, fui começando a criar interesses próprios.

Então, vou compartilhar com vocês uma lista cronológica de jogos que impactaram a minha vida.

UNREAL TOURNAMENT

Esse foi o demo mais completo que eu já joguei.

Ainda não estava na fase de inserir monstros, eram pessoas contra pessoas (offline). Eu escolhia o cenário e jogava capture the flag, e já sabia de cor cada canto de cada cenário.

Eu o joguei por muitos anos, e acabou sendo o jogo que você vê anos depois e fala “Meu deus do céu que gráfico podre!” mas, aos 10 anos, aquilo está mais para “UAU QUE MARAVILHOSO”.

Foi um dos jogos que me ensinou inglês, com frases super didáticas como MONSTER KILL e ROGER THAT.

THE SIMS

Uma obsessão de quase dez anos. Era a minha religião. Eu fazia meu pai, ano a ano, ir comprar na mesma loja do mesmo shopping. Investi muito dinheiro na EA Games!

Analisando atualmente, eu chego a considerar esse jogo um vício pessoal. Eu só conseguia jogar quando ia para a casa do meu pai (aos finais de semana), porque só funcionava no computador dele. Logo, eu jogava de sexta à domingo compulsivamente.

Admito que ainda jogo. Às vezes me aventuro nos outros, mas não dá pra comparar o primeiro com qualquer outro.

Ele é perfeito do jeito dele.

AGE OF EMPIRES / AGE OF MITHOLOGY

Tem um shopping no Rio de Janeiro que tem um “cercado” de jogos eletrônicos. Eu ia com uma frequência muito alta. Fazia meu pai ler em algum canto do shopping enquanto jogava tudo estava no meu caminho.

Isso me fez ficar particularmente apaixonada por Age of Empires, um dos jogos fixos desse lugar. Como eu ficava sempre uma hora lá, não dava para fazer algo do início ao fim do jogo, então eu me contentava com o que dava.

Quando eu cresci e deixei de ir nesse lugar de jogos, acabei deixando no esquecimento o AoE.

Eis que entro no mundo Steam e vi para vender o AoM. Aí sim, lá vamos nós de novo. E, recentemente, o AoE em HD.

Pronto, agora jogo tudo de novo.

ROLLERCOASTER TYCOON + ZOO TYCOON

Esse jogo foi a prova de que eu não poderia ser, de jeito nenhum, engenheira. Quanta gente eu não matei sem querer com montanhas russas que perdiam para as leis da física? E os personagens dançantes do RollerCoaster?

Aquele pandinha, ou o cowboy?

Esses jogos são duas obras de arte. Eu imagino que hoje eu seja boa analisando meus gastos de dinheiro por causa desses jogos. Se eu não me controlasse, o parque ficava o caos. Como os personagens vomitavam no chão!

Uma nojeira braba.

BATTLEFIELD 3

Pula para a Gabriela de 16 anos. Durante um tempo, deixei de jogar. Pré adolescência, RPG online, essas coisas. Eis que descubro, sem querer, BF3. Foi amor instantâneo.

Eu comecei, joguei compulsivamente, comprei um XBOX, comprei o jogo, fiquei viciadinha, minha mãe não entendeu nada, o caos.

Quem precisa estudar pro ENEM?

Foi o BF que me trouxe para o mundo FPS. Eu jogava ocasionalmente CS em lan house com os amigos, mas eventualmente só. Mas né, quem é CS e quem é COD na fila do pão.

BFzinho para a vida. <3

BIOSHOCK INFINITE

Preciso contar uma verdade sobre mim: Eu detesto jogo que é para passar de fase lutando contra chefão.

Acho chaaato chato.

Até Battlefield, eu gostava de objetivos claros: Criar uma família, criar um zoológico, matar gente, etc. Mas aí eu resolvi testar o Bioshock. PARA QUÊ? Eu entendi a capacidade imersiva de um jogo com uma história brilhante. E como ensina!

Aprendi sobre universos paralelos, probabilidade, uma penca de coisa. Saí mais instigada a pesquisar sobre, e esperar ansiosamente para o próximo jogo.

(Eu ainda não consegui jogar os anteriores, por medo. Tenho PAVÔ de jogos que dão medinho)

THE LAST OF US

O único jogo que me fez parar tudo o que eu estava fazendo para jogar tudo de uma vez só. O mais impressionante é a construção de relacionamento entre os principais, que vai mudando claramente ao longo do jogo.

Você faz parte da construção de personagem, e isso seria suficiente para ser um dos melhores jogos que eu já vi. Mas a história em si é maravilhosa.

É única, marcante, envolvente.

Além dos marcantes, valem algumas menções honrosas:

Dishonored, pelo mesmo motivo que Bioshock Infinite.

League of Legends, durante um curto período. F.E.A.R 3, que é mais divertido do que assustador.

Red Dead Redemption, que eu perdi a vontade de terminar ao longo, mas que era bem legal.

Mass Effect, pelo mesmo motivo que Red Dead.

É ótimo, mas é muito longo e perdeu meu interesse no meio do caminho.

Se você se sentiu pertencente nesses jogos que eu citei, que bom. Quando eu fizer uma lista de jogos que acho muito chato, você vai passar a me odiar rapidamente!

Spoiler: Final Fantasy é MUITO CHATO. -_(“/)_-

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