Jobs: Nosso Tech-Mozart!

-por , em 09/09 -
Jobs: Nosso Tech-Mozart!

Muito se fala sobre a genialidade de Steve Jobs, assim como muito se fala sobre a genialidade de Mozart. Há quem diga que Jobs não é gênio, mas apenas um homem que deu certo como tantos outros. Eu, particularmente, acho que se Jobs tivesse nascido no lugar de Mozart e Mozart tivesse nascido no lugar de Jobs, não deixaríamos de ter as invenções de ambos que fazem tanto sucesso hoje em dia. E o que você acha disso?

 

Fomos assistir ao filme Jobs, estrelado por ninguém menos do que Ashton Kutcher, o ator-tecnológico-investidor-internáutico-compulsivo. Sim, ele é um apaixonado pelo Steve Jobs e, quando o nosso Deus tecnológico faleceu, ele mesmo correu atrás de dar ideia para criar um filme que não exaltasse apenas uma grande briga entre Jobs e Bill Gates como o Piratas do Vale do Silício, mas sim um filme que mostrasse ao mundo a mente brilhante que havia por detrás daqueles oclinhos e jeitinho meio tenso de ser.

 

steve jobs

 

O filme, para quem é fã-alucinado, é um deleite. Ashton está simplesmente fantástico, provando mais uma vez que é muito mais do que só um rostinho bonito. O andar que ele imitou, os trejeitos, a forma de gesticular, tudo está muito igual ao Jobs e isso já vale demais para quem é fã. Não digo nunca que Steve Jobs era um ser humano perfeito, ele era gênio, tinha uma mente realmente admirável, mas estava longe de ser aquele tipo de homem que devemos idolatrar incondicionalmente. Sua perfeição estava em forma de produtos, de criações, isso sim devemos amar eternamente.

 

Há quem diga que esperava mais do filme, que terminar no mesmo ponto que terminou Piratas do Vale do Silício foi um erro grande, os fãs precisavam do depois, dos iphones, ipads, ipods, iTUDODEBOM. Eu não sei, confesso que estou muito na dúvida com relação a este ponto. Será que entrar na atualidade seria bom? Será que só essa mensagem de superação e comprovação de “hard work” já não está bom para que novos gênios se motivem e construam novas preciosidades para a nossa humanidade tão envolta em uma vida virtual?

 

steve and steve

 

Outro ponto forte do filme foi a demonstração de amor e admiração que existia na amizade entre Steve Jobs e Steve Wozniak, ambos gênios de suas gerações, ambos apaixonados por uma maçã – um, apenas apaixonado tradicional, querendo fazer seu trabalho sem machucar ninguém; outro, maníaco, compulsivo e extremista em sua paixão quase passional pela maçã mais idolatrada do mundo. A relação dos dois durou até o falecimento de Steve Jobs, eles sempre foram amigos e sempre seriam, um precisava do outro para que se mantivessem de pé.

 

Hoje, Wozniak vive à sombra de um passado brilhante, está sempre presente em todas as feiras de tecnologia ao redor do mundo e constrói, junto com todas as empresas de tecnologia e seus fãs, uma imagem incondicional de representante máximus de Steve Jobs na Terra. Está errado? Claro que não, e no filme vocês verão que o cara tem o direito de se sentir fantástico com relação a tudo o que foi criado. Aplausos de pé para Wozniak e sua trajetória honrada e centrada pela face da Terra.

 

Bom, assistam ao filme, me contem depois o que acharam e não tenham preconceitos. Jobs é e, sempre será, o que foi um dia. Ele deixou sua marca na Terra como um gênio que mudou nossas vidas, elevou nossas exigência e nosso conceito de qualidade de produto. Se isso não é uma coisa boa, não sei mais o que seria… Devemos sempre querer o melhor, o simples não satisfaz!

 

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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