EVENTO QUE ROLOU EM CUPERTINO HOJE MARCOU OS 10 ANOS DO IPHONE!

Hoje tivemos os anúncios dos novos iPhones. Eles vieram cheios de expectativa, já que estamos comemorando 10 anos do aparelho. Muitos protótipos e supostos designs dos aparelhos se espalharam por aí, opiniões diferentes apareceram. Design feio, design bonito… que horror, que lindo… E hoje, às 14 horas do horário de Brasilia, vimos três aparelhos serem anunciados, além de um novo Apple Watch e uma nova AppleTV.

Apple Watch

Ao invés de chamar de Apple Watch 3, temos que ter um nome mais chique, então hoje saiu o Apple Watch Series 3. Essa nova versão do relógio inteligente da Apple não traz super novidades, mas atualiza a linha para que continue fazendo sucesso.

Sim, porque embora eu ache que wearables ainda não são objetos altamente desejáveis porque não fazem nada de muito especial que mereça uma compra cara, algum deles tem que ser o mais vendido, e esse é o Apple Watch.

Só pra você ter uma ideia, vende-se mais Apple Watch do que Rolex, Omega e outros. É o relógio mais vendido no mundo. E como é parecido com o anterior, a Apple cancelou a venda da segunda geração, deixando a primeira como uma versão mais simples e barata. Uma ideia legal.

Mas o que ele tem de novo se o design é muito parecido? A maior novidade é ser 4G/LTE, ou seja, ele já vem com um chip e-SIM com dados nele, e ele vai funcionar separado do iPhone para dar updates ao usuário. Não é uma novidade no mundo da tecnologia, mas era esperado.

Também vai dar pra fazer ligações, tipo espiões, redirecionando o número do iPhone, e vai ter acesso ao Apple Music com fones Bluetooth e até à Siri pra pegar informações.

https://youtu.be/jUvD80mNKBM

A Apple diz que esse novo modelo é 70% mais rápido que o anterior e também conta com GPS embutido, ótimo para esportes, além de ser à prova d’água. E prometem bateria de até 18 horas com tudo isso de recurso, graças a melhorias também no sistema watchOS. Será que rende?

Mas o mais legal, na minha opinião, é a Apple estar assumindo de ver que seu smartwatch é legal para esportes, mas é também um gadget realmente útil para a saúde, mesmo se você não é esportista. Em uma parceria com a Universidade de Stanford, os dados recolhidos pelo monitor cardíaco são analisados com mais precisão e vão alertar o usuário sobre problemas de saúde.

Se você tem diabetes, doenças cardíacas e outras doenças, poderá usar de verdade o Apple Watch como a ajuda. E o app de saúde ainda dá mais dicas pra se mexer.

Os preços não são dos mais altos, mas sabemos que aqui no Brasil eles chegam super inflacionados. A primeira versão baixou para US$ 249. A nova versão sem 4G custa US$ 329 e a com a conexão começa em US$ 399. Modelos especiais de grifes terão preços diferentes.

Apple TV

A nova AppleTV – sua quinta geração – traz como novidade maior o fato de ser compatível com 4K, HDR10 e Dolby Vision, o que significa que vai conseguir reproduzir conteúdos com maior qualidade. Na Netflix e no Amazon Prime Video e até no próprio iTunes já têm alguns conteúdos em 4K e HDR, e o YouTube está cheio de vídeos em 4K.

O design é igualzinho, continua sendo aquele quadradinho preto, mas agora traz um processador A10X Fusion, o mesmo encontrado do iPad Pro. Tem também 3GB de RAM. E tem também alguns extras, já que desde a quarta geração tem a tvOS, um sistema de verdade pra ela. É bem parecido com o iOS, na verdade, mas personalizado para ela.

Ela apps e jogos e agora também vai passar fotos pelo iCloud, vídeos pelo iPhone (com a ajuda do AirPlay) e traz uma Siri melhorada, que ajuda a encontrar filmes em 4K e em uma atualização no final do ano informar placares de jogos. Teremos até jogos exclusivos como o Sky, que vocês estão vendo aí (podem ver abaixo). Ele roda em 4K a 60fps. Seria esse o tão esperado console de games da Apple?

Os preços ficam em US$ 179 (uns R$ 558) para a versão de 32GB de armazenamento e US$ 199 (aproximadamente R$ 621) na de 64GB. Uma pena que até hoje não vende aqui. Quem sabe teremos novidades esse ano, agora que ela está mais completa?

iPhone 8

E aí vieram os iPhones, o mais esperado. Tim Cook, CEO da Apple, anunciou os novos iPhone 8 e iPhone 8 Plus, pulando o 7s, como já mostravam rumores. O que ninguém realmente esperava é que eles seriam praticamente idênticos aos iPhone 7.

Sim, o visual é praticamente idêntico, sem nenhuma revolução. A única coisa modificada mais visível é o material, que passou de metal para vidro na traseira. No iPhone 7, muitos reclamaram de um problema recorrente de descascamento de tinta no metal. A Apple resolveu não arriscar de novo.

As telas são as mesmas, 4,7 e 5,5 polegadas, Retina HD, e nada perto do abandono das bordas que muitos esperavam, já que é modinha hoje em dia. O sensor biométrico está no mesmo lugar, no botão home, na frente.

Já o processador é novo. O Apple A11 Bionic é hexa-core, com dois núcleos de alta performance 70% mais rápidos que o A10 – o chip anterior – e quatro para funções do dia a dia, quase todas as que você executa, que são 25% mais velozes.

Imagens de benchmarks feitas no Geekbench ja mostravam, antes do lançamento, que os resultados chegavam a ser maiores do que chips i5 de notebooks e bem maiores do que o S8. O iPhone 8 vem com 2GB de RAM e o iPhone 8 Plus, 3GB. Sabemos que, para a Apple, isso é suficiente para rodar sem engasgos.

Ah, e os dois são IP67, à prova d’água, mas sempre tem um pulo do gato. A garantia não cobre problemas com entrada de água no aparelho, por isso essa é uma proteção para acidentes. Além disso, a empresa avisa que o IP67 fica mais fraco com o tempo.

E finalmente temos suporte ao Qi, o carregamento sem fio. Depois de anos, depois de essa tecnologia ficar praticamente obsoleta e sem uso, a Apple ressuscita a bendita e coloca nos iPhones. Aliás, milagre ser um padrão de mercado, e não um AppleCharging proprietário. Vai funcionar com qualquer carregador com essa tecnologia, mas lógico que ela vai vender seu iPower bonitinho que também carrega seu Apple Watch junto.

Eles trazem saídas de som estéreo e carregamento rápido (diz carregar 50% da bateria em 30 minutos, será? Isso sim seria novidade), mas bateria não foi informada pela empresa, mas deve ser algo próximo dos 1960 mAh do 7 e 2900 mAh do 7 Plus. Mas vou dizer: se não falou nada é porque não é um destaque. Aí tem.

Outra novidade que também já existia e que agora a Apple vende como se fosse nova e revolucionária é a presença de estabilizadores ópticos em suas câmeras traseiras, que agora também filmam em 4K a 60fps e 1080p em até 240 fps, outra não muito novidade.

As frontais possuem 7 megapixel, enquanto que as traseiras são de 12 megapixel: uma no 8 e duas no 8 Plus. A abertura é de f/1.8 para as traseiras (f/2.8 para a tele do Plus). No Plus tem o super popular modo retrato, que pelos exemplos dados está melhor ainda. Uma outra novidade é o Portrait Lightning, que permite mudar a luz e o fundo das fotos, também só pro Plus.

Os armazenamentos são de 64GB e 256GB, as cores são o Cinza Espacial, Prata e o Gold, que é um rosado mais puxado para o dourado que na minha opinião é o mais bonito desses rosés até agora.

E os preços: US$ 699 no modelo de 64 GB de armazenamento e US$ 849 na versão de 256 GB para o iPhone 8 e US$ 799 e US$ 949 para as mesmas versões do Plus.

iPhone X

E aí que lançaram esse também. No meio disso tudo, a Apple fica agora com 8 aparelhos: iPhone SE, iPhone 6s (com a versão Plus), iPhone 7 (com a versão Plus), Iphone 8 (com a versão Plus) e o iPhone X. Para quem começou com apenas um e era reconhecido por sua simplicidade de modelos, tá demais, né?

Mas então, o X. Diferente do que todo mundo estava falando, não é “xis”, e sim “dez” o seu nome: iPhone 10. Esse é o modelo comemorativo aos 10 anos da empresa, e esse sim derrubou queixos. Bem, não muitos, já que o protótipo já tinha vazado a torto e a direito e então muitos já tinham visto ele por aí.

Seu interior é muito parecido com os iPhones 8: processador Apple A11 Bionic, 3 GB de RAM, bateria que promete durar 2 horas a mais do que o iPhone 7 (sem revelar números aqui também), carregamento sem fio e certificação IP67.

Na câmera, também são parecidas: duas com sensor de 12 megapixel (abertura de f/1.8 para a wide e f/2.4 para a tele), estabilização óptica de imagem e a filmagem em 4K a 60fps ou Full HD a até 240 fps.

A novidade está no design, que é mais pro lado das bordas menores. Tão menores que lá se foi o espaço para o botão físico de home, agora colocado dentro da tela (coisa já existente no Android). E também na parte de cima, onde agora uma faixa invade a tela que vai até o topo. Essa faixa lembra o Essential Phone e o Mi Mix 2, e deve virar tendência, já que vocês pedem tanto coisas sem borda.

A tela é de 5.8 polegadas, e toma todo o aparelho. E, agora, é Super Retina, aderindo finalmente ao OLED e ao HDR, outra nem tão novidade. Ela é quase uma Quad HD, 2K, com 2436 x 1125 pixels e 463 ppi, outra coisa que não é novidade no Android, mas é um passo gigante para a Apple.

Todos os novos iPhones têm a tecnologia True Tone na tela, que ajusta o balanço de cores de acordo com a luminosidade do local. Há também uma maior exploração da realidade aumentada, com a Apple já se colocando como maior plataforma de AR do mundo. Processamento já tem.

E o sensor biométrico? Pois é, a Apple não conseguiu implementar a tempo o sensor de digitais na tela – ainda é uma tecnologia não finalizada – e por isso partiu pras cabeças – literalmente – trazendo reconhecimento facial.

Sim, isso já existe no Android faz tempo, até mesmo nos smartphones mais simplinhos como as primeiras gerações de Moto G. Então, o que tem de novo aqui? Você dá um toque na tela, ela acende, você puxa pra cima e destrava a tela com o Face ID.

Essa tecnologia usa a câmera frontal, a TrueDepth, que além de ter o sensor de 7 megapixel do iPhone 8, tem uma série de sensores ao seu lado. Um deles é uma câmera infravermelha, que melhora a acuidade do recurso e também permite fazer coisas mesmo sem luz ao redor. Até pagamentos poderão ser feitos com isso.

Há também um projetor de pontos, o dot projector, a mesma coisa que se usam em filmes como Avatar, Planeta dos Macacos e desenvolvimento de jogos, pra escanear mais detalhes e até expressões do rosto. Com isso, a Apple promete que o negócio funciona até mesmo se você estiver de chapéu, gorro, óculos, se tiver cortado o cabelo, essas coisas.

Mas não é só nessa parte que ficam as novidades. Pra isso funciona direitinho mesmo, uma parte do processador atua em machine learning, o aprendizado de máquina, e redes neurais. Ou seja, o iPhone vai aprendendo com o tempo mais sobre você, seu rosto, suas expressões, e deixando o aparelho mais e mais seguro.

São as redes neurais, modelos computacionais que atuam de forma parecida com o processo do sistema nervoso dos animais, reconhecendo padrões e aprendendo com o tempo. Se isso funcionará? O tempo e os testes vão dizer.

Na apresentação do recurso, o SVP de Engenharia de Software Craig Federighi pagou mico quando o o iPhone não reconheceu seu rosto de primeira. Mas apresentações são caixinhas de surpresa, isso pode acontecer em uma delas.

E esse recurso não vai servir só pra isso, claro. Tem que trazer coisas divertidas. Além de terem mostrado um Snapchat bem mais preciso na aplicação de filtros, surgem os Animojis: são os emojis que já conhecemos, mas animados por nossos rostos, em mensagens de voz no iOS. Você poderá falar através de um cocô. Revolucionário.

Lógico que terão muitas pessoas que vão comprar o iPhone só pra usar esse negócio. Mas vai ter que gastar bem, porque o modelo com 64GB de armazenamento chegará por US$ 1 mil, enquanto a versão de 256GB custará US$ 1.149. Sim, o aparelho mais caro de todos os tempos. As cores são o prata e o cinza espacial.

Por quanto vocês acham que ele chega ao Brasil, se chegar? Há apostas que já chegam em R$ 6000, mas eu chuto algo como R$ 5.200.

E você? O que achou das novidades da Apple?

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