Enfim, a identidade de Jack, o Estripador!

-por , em 09/09 -
Enfim, a identidade de Jack, o Estripador!

Hoje em dia, dificilmente alguém não ouviu falar de Jack, o Estripador. Conhecido como o primeiro serial killer da era moderna, Jack assombrou as ruas do distrito de Whitechapel, em Londres, na segunda metade de 1888. O nome pelo qual ficou conhecido, foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres, por alguém que dizia ser o criminoso.  Tornou-se tema de livros (aparecendo tanto como personagem principal como secundário, ou sendo ao menos citado em muitos mistérios e romances policiais) e também filmes. O famoso assassino sempre foi um mistério e o que levou seus feito ao auge da fama foi justamente isso, nunca o terem desmascarado em mais de um século! Mas agora, há evidências que comprovam a sua identidade!

As vítimas de Jack eram mulheres que ganhavam sua vida como prostitutas. Das cinco que foram atribuídas como vítimas suas com certeza, duas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado, três tiveram órgãos internos removidos. Houve muitas teorias: algumas sugerem que, para evitar barulho, ele primeiro as estrangulasse, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes e, outras, que a remoção de órgãos internos poderia ser evidencia de que o assassino possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos. Mas, embora a polícia tenha tido muitos suspeitos (até mesmo o verdadeiro Jack!), não se pode provar a culpa de nenhum e os crimes ficaram sem solução.

[tabs type=”horizontal”][tabs_head][tab_title]Veja uma breve descrição de cada vítima (encontrada na Web):[/tab_title][/tabs_head][tab]

Mary Ann Nichols, nascida em 26 de agosto de 1845 e morta em 31 de agosto de 1888, uma sexta-feira. O corpo de Nichols foi descoberto aproximadamente às 3:40 da madrugada no terreno em frente à entrada de um estábulo em Buck’s Row (hoje Durward Street). Sua garganta sofreu dois cortes profundos, e a parte posterior do abdômen foi parcialmente arrancada por um golpe intenso e irregular. Havia também diversas incisões pelo abdômen, e três ou quatro cortes similares no lado direito causadas pela mesma faca.

Annie Chapman, nascida em setembro de 1841 e morta em 8 de setembro de 1888, um sábado. O corpo de Chapman foi descoberto aproximadamente às 6:00 da manhã no quintal de uma casa em Hanbury Street, Spitafields. Assim como Mary Ann, sua garganta foi aberta por dois cortes, um mais profundo que o outro. O abdômen foi completamente aberto, e o útero, removido.

Elizabeth Stride, nascida na Suécia em 27 de novembro de 1843 e morta em 30 de setembro de 1888, um domingo. O corpo de Stride foi descoberto próximo à 1:00 da madrugada, no chão da Dutfield’s Yard, na Berner Street (hoje Henriques Street), em Whitechapel. Havia uma incisão direta no pescoço; a causa da morte foi perda excessiva de sangue, a partir da artéria principal no lado esquerdo. O corte nos tecidos do lado direito foi mais superficial, estreitando-se próximo à mandíbula direita. A ausência de mutilações no abdômen lançaram incerteza sobre a identidade do assassino, além de sugerir que ele pudesse ter sido interrompido durante o ataque.

Catherine Eddowes, nascida em 14 de abril de 1842 e morta em 30 de setembro de 1888, no mesmo dia da vítima anterior, Elizabeth Stride. Seu corpo foi encontrado na Mitre Square, na Cidade de Londres. A garganta, assim como nos dois primeiros casos, foi aberta por dois cortes, e o abdômen aberto por um corte longo, profundo e irregular. O rim esquerdo e grande parte do útero foram removidos. A mídia e moradores de Londres se referiram ao episódio como “evento duplo” (The Double Event).

Mary Jane Kelly, supostamente nascida naIrlanda em 1863 e morta em 9 de novembro de 1888, uma sexta-feira. O corpo terrivelmente mutilado de Kelly foi descoberto pouco depois das 10:45 da manhã, deitado na cama do quarto onde ela vivia na Dorset Street, em Spitalfields. A garganta foi cortada até a coluna vertebral, e o abdômen quase esvaziado de seus órgãos. O coração também foi retirado

[/tab][/tabs]

Mas como o pegaram agora, como o descobriram mais de um século depois?  Bem, graças a um xale! A peça, encontrada ao redor do corpo de Catherine Eddowes, foi recolhida da cena do crime e, posteriormente, o sargento Amos Simpson perguntou a seus superiores se poderia levar o xale para casa e dá-lo à sua esposa, uma costureira. Com isso, a família ficou com a peça, que nunca mais foi usada e, para a sorte e preservação das evidencias que  guardava, nunca foi lavada também. Então, no ano de 2007, o empresário Russel Edwards, comprou o xale em um leilão e se inciou a saga que levou a descoberta da identidade de Jack!

Russel, que se dizia um “detetive de poltrona” no que se referia ao caso, pôs a peça a disposição de  Jari Louhelainen, um renomado especialista em análise de evidências genéticas de crimes antigos que atua na Interpol. Louhenainen, por meio de um teste não invasivo, chamado “aspiração” (utiliza-se uma pipeta com um líquido especial de tamponamento, o qual removeu o material genético do tecido sem danificá-lo), retirou e analisou o material genético contido no tecido. Ele encontrou amostras de dois indivíduos diferentes. Uma era sangue arterial e a outra esperma. O sangue foi comparado ao DNA de uma três vezes tataraneta de Catherine, Karen Miller, que comprovou a autenticidade do xale, visto o DNA ter combinado. Já o esperma, foi comparado com o DNA de uma descendente de uma irmã do suspeito, suposto como o mais provável de ser Jack. Em ambos os casos, houve muita pesquisa, investigação e busca pelas pessoas certas para a comparação do material.

jack o estripador, xale preservado de vítima em análise

Havia uma forte suspeita de Jack ter sido Aaron Kosminski, um barbeiro polonês, com 23 anos na época. No início da década de 1880, ele mudo-se para Londres com a família, fugindo de um massacre russo que estava ocorrendo em seu país. Kosminski tinha problemas mentais e, estima-se, era um misógino (homem que odeia mulheres). Chegou a ser preso como um dos suspeitos, mas nunca houve provas o suficiente para incriminá-lo,  e ele passou o resto da vida internado em hospícios.

Assim, se identificou uma descendente de uma irmã de Kosminski, Matilda, que aceitou dar uma amostra de seu DNA para a investigação. As análises de Louhelainen e Miler, acabaram confirmando que o esperma encontrado no xale era, sim, de Kosminski, com o exame apontando 100% de certeza.

Foram sete anos entre a compra do xale e o final do processo todo, mas todo o empenho valeu a pena! “Agora que acabou, estou animado e orgulhos pelo que conseguimos, e satisfeito que tenhamos estabelecido, o máximo que pudemos, que Aaron Kosminski é o culpado”, conta Louhelainen.

E assim o mundo ganha a resposta do mistério, hoje sabemos o nome do serial mais conhecido da história! E eu me considero satisfeita também! Porque sou uma pessoa curiosa e também fui uma “detetive de poltrona”!

 

Luciana Fogo
por

Luciana Fogo

Chocólatra assumida, sou também uma viciada em livros e totalmente capaz de virar a noite com uma boa história! Mas o meu maior amor é ter INFORMAÇÃO! Pergunte que eu descubro!

Recomendamos para você