JÁ QUEREMOS 2ª TEMPORADA!

Chegou hoje na Netflix I AM NOT OKAY WITH THIS, a nova aposta teen da plataforma!

A série adapta a HQ homônima de Charles Forsman que também dirige o show. Talvez você já tenha ouvido esse nome antes… Pois bem é que Forsman é também responsável pelos quadrinhos de The End of the F *** ing World e por isso detalhes do show possam ser tão semelhantes.

Só para te deixar a par do que se trata, Syd é uma menina, diferentona, sem muitos amigos, com exceção de Dina por quem nutre uma paixão silenciosa e Stanley, seu vizinho. Stanley é apaixonado por Sydney. E em meio a esse triangulo Syd precisa aprender a lidar com seu Luto, descoberta da sexualidade e mais ainda, com seus poderes recém descobertos.

Nessa releitura Bizarra de Carrie a estranha, Syd é visivelmente uma menina carente, em todos os sentidos da palavra. Convidada à Orientação escolar é estimulada a escrever seus sentimentos em um diário, que serve tanto de base para a narração do show, quanto para nos contar o que a personagem está sentindo no seu íntimo. Captando de maneira sutil, muitos dilemas de jovens e adultos que precisam e devem ser debatidos. Os poderes servem simplesmente como pano de fundo -no primeiro momento- na abordagem dos temas que envolvem família, depressão, amizade, sexualidade e até mesmo feminismo.

Além de The End of the F***king World, as semelhanças com algumas produções já conhecidas não é mera concidência, já que temos Shawn Levi como uma das cabeças do projeto. Conhecido por Stranger Things, não podíamos esperar nada diferente. A atmosfera oitentista também foi proposital, já que as obras de John Hughes foram a maior inspiração de I AM NOT OKAY WITH THIS.

A inspiração foi tamanha que o 5º episódio é uma verdadeira ode à Clube dos cinco e nada mais justo se homenagear um clássico que fala de como os jovens se sentem em meio a sociedade, quando se quer mostrar exatamente isso.

As cores sóbrias da série são um show a parte e refletem a melancolia de Sydney, aliada a tentativa de se parecer “normal” no dia-a-dia com cores, com tons mais pastéis.

Sophia e Wyatt são realmente brilhantes. Ambos conhecidos por IT, mostram uma química ímpar em cena, sendo notório o entrosamento e a intimidade da dupla, tornando os diálogos mais fluídos e reais.

Mas nem tudo são flores, quando falamos de Ricahrd Ellis e de seu personagem Brad. O seu desenvolvimento não linear é inconsistente, beirando o forçado e caricato. O mesmo pode ser dito de Sofia Bryant que tem uma “mudança” tão repentina que é quase impossível de se acompanhar.

Outro ponto que não fica claro, levando o espectador à confusão é o paralelo estabelecido entre Syd e seu pai. Até que ponto há realmente uma ligação ou se tudo não se trata somente de consequências do seu estado emocional. Afinal, muito se fala sobre o psicológico nessa obra, então é um caso a se pensar e a se esclarecer futuramente.

Simples, mas nem tão leve assim, os últimos episódios te conduzem à uma atmosfera tensa e misteriosa te deixando com gosto de quero mais… Mas, não esperava nada diferente dessa produção que já mostrava para que veio desde seu anúncio.

Ficou na Dúvida, então corre para Netflix e garanta sua maratona!

“I am not okay with this” já está disponível na Netflix!