A segunda produção de Ryan Murphy para a Netflix, intitulada Hollywood, mal chegou e já tem dado o que falar.

Acompanhando um devaneio utópico do que seria a Hollywood dos anos 40, pós guerra, se um grupo de aspirantes artistas revolucionassem o universo cinematográfico, através de um filme que mostrava a luta das minorias em conquistar um espaço na indústria; Hollywood ousa com toda luxúria, glamour e coragem, assinatura essa de seu criador.

Por mais que se trate de ficção somos levados a crer que tudo é verdade, tamanho realismo das ações descritas… Mas são?

Em partes sim, A série é baseada nas lembranças de Scott Bowers, um jovem ex-fuzileiro naval que possuía um posto de gasolina em Hollywood na década de 1940. No show, quem vive este personagem é Dylan McDermott, que teve seu nome alterado para Ernie.

De acordo com a Vanity Fair, Scotty Bowers, era conhecido no meio, por organizar reuniões para as maiores estrelas de Hollywood, incluindo reuniões secretas para atores do mesmo sexo, assim como retratado na série.

Além disso, Muitas das histórias individuais da série são aquelas que não poderiam existir na época. Alguns dos personagens são baseados em pessoas reais, no entanto, seus nomes ou histórias foram alterados. Entre eles:

Rock Hudson, interpretado por Jake Picking.

Hudson era um ator famoso, que era secretamente gay durante sua vida. Ele é um ator indicado ao Oscar e apareceu em quase 70 filmes ao longo de sua carreira. Sua sexualidade veio a público após sua morte por AIDS em 1985.

Henry Wilson, interpretado por Jim Parsons.

Willson já foi um agente de talentos de Hollywood secretamente gay, conhecido por coagir seus clientes a manter relações sexuais para ajudar ainda mais suas carreiras. Foi ele que criou, na década de 50 o estereótipo de atores masculinos tonificados com grandes músculos.

Hattie McDaniel, interpretada por Queen Latifah

Foi a primeira pessoa Negra a ganhar um Oscar, por seu papel coadjuvante em E o vento Levou.

Anna May Wong, interpretada por Michelle Krusiec.

Foi a primeira atriz asiática a alcançar a fama em Hollywood.

A frase usada para descrever a produção “Era de Ouro de Holywood”, é outra questão verdadeira na história do cinema. Esse termo é usado para descrever os clássicos compreendidos entre as décadas de 40 e 60, entre eles: Casablanca, Modern Times, The Divorcee, Scarface, 42nd Street, King Kong, Treasure Island, Goldinger e Chitty Chitty Bang Bang. Inclusive, são referenciados na série, principalmente nas cenas em preto e branco.

Uma das questões mais significativas, explicitadas na série, é a luta para iluminar os sistemas injustos e preconceitos de raça, gênero e sexualidade. Vemos isso constantemente nas premiações, e como os atores, diretores, lutam contra a cultura do preconceito enraizada na academia.

Murphy em entrevista falou o que esperava com o show:

“E eu queria fazer uma grande pergunta revisionista da história, que era: se essas pessoas que tinham permissão de ser quem eram no final da década de 1940 e colocassem essa imagem na tela, isso mudaria a trajetória de Hollywood e mudaria a trajetória de Hollywood? Mudaria minha vida como um garoto gay crescendo na década de 1970 que sentiu que eu não tinha modelos?”

Afinal, gostando ou não, Hollywood de Murphy tem muito a nos dizer sobre a história do cinema. Cabe a nós estarmos abertos a perceber. E você curtiu o show?
Conta pra gente o que achou da série!

Hollywood já está disponível na Netflix.

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