Olá pessoas! Já que me propus a fazer a série “Música no Brasil”, acredito que poderia eu fazer um breve resumo do que foi os movimentos que existiram, os principais, vamos dizer assim. Afinal de contas, o Brasil tem uma história musical muito forte, e uma cultura muito rica, chegando ser um pecado não exaltar a bela produção que tivemos ao longo do tempo. Vamos conferir algumas passagens da história da nossa música?

Talvez, poderíamos começar a falar de música desde os primórdios, com o “teatro musicado”, que estava na moda no final do século XIX, gênero musical este que destacou nomes como Chiquinha Gonzaga e que procuravam contar, de maneira satírica ou cômica, acontecimentos cotidianos, na política ou na cultura. O gênero da época era o maxixe, nascido da polca europeia com o lundu, um gênero de música advinda dos batuques africanos e que era considerada como indecente para elite social no Brasil.

Logo depois, surgiu o samba… Pois é… Bem velhinho! Ritmo que também foi influenciado pela África, tem registros também desde o século XIX, e reconhecido como gênero musical, a partir do século XX, no Rio de Janeiro, com o surgimento da primeira Escola de Samba, a “Deixa falar“, em 1928, que incluiu os instrumentos de percussão aos desfiles que já tinham os puxadores que já mostravam as composições e as cantavam com os foliões.

Nas décadas de 1940 e 1950, passamos pela era do rádio. Inúmeros artistas se tornaram famosos com os programas de auditório transmitidos pelos rádios (já que não existia televisão) e nomes como Ary Barbosa e Carmem Miranda são, com certeza, referências da época. Músicas que embalavam e encantavam os ouvintes, e, de certo modo, impulsionaram o Brasil, dada a repercussão que Carmem Miranda teve fora das terras tupiniquins. (Lembrando que Carmen era portuguesa que se firmou aqui no Brasil).

O movimento que veio depois, ainda na década de 1950, foi a Bossa Nova. Aí, sem sombra de dúvidas, aparecem em destaque os nomes de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Com seus grande sucessos como Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Luíza, Soneto da Separação, entre outros. Juntava um sambinha do Brasil, com um pouco do jazz americano, com a poesia das letras que resultou em belíssimas canções. Claro que não podemos esquecer de outros representantes, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Nara Leão, etc.

Na metade dos anos 1960, surge a Jovem Guarda. Roberto e Erasmo Carlos, são os nomes mais influentes do movimento, junto com Wanderléia, mas que também tiveram vários artistas influentes como: Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Golden Boys, The Fevers, entre outros. É a época do “é uma brasa, mora”, “brotinho” e do “papo firme”. Teve cerca de 4 anos de duração, este movimento, que perdeu o espaço para Tropicália, e ainda costumavam falar na época que a Tropicália era a Jovem Guarda consciente. Desta época podemos citar vários sucessos como: “Quero que tudo vá para o inferno”, “Calhambeque”, “Festa de Arromba”, “O Bom”, entre outros. Os Beatles foram uma grande inspiração destes artistas.

Chegou então, a época dos Festivais, que eu já fiz um post aqui comentando sobre isso, e com eles, as músicas de protesto. É claro que os outros gêneros já citados não foram completamente abandonados, vale ressaltar, eles são deram um maior espaço para o que seria as músicas de protesto, e que se sabe foi alvo de muita censura, artistas exilados e tudo mais.

Veio a Tropicália e foi um movimento para romper com estruturas. Os artistas, na sua maioria, baianos, procuraram incorporar elementos da cultura jovem mundial, como o rock e a psicodelia, ao mesmo tempo que procuravam se manter com a arranjos eruditos inovadores de maestros da época. Sem dúvida acabaram por modernizar a música, além de ter um caráter muito forte de protesto, quem não lembra até hoje do “Caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento…”. Com certeza, foi um movimento que marcou muito a história do Brasil e é lembrado até hoje.

E, como era de se imaginar, a música brasileira, não iria se estagnar por aí. Nos anos 1980, o movimento que fora apelidado de Brock, se caracterizou por influências do new wave, punk e a música pop do final dos anos 1970, em alguns casos, via-se o reggae e a soul music. Com músicas que falavam de amores, encontros e desencontros, mas nunca deixando a temática social. Sim, pessoas! Estamos falando da época das nossas grandes bandas do rock nacional! Época do surgimento de Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Capital Inicial (vale lembrar, duas bandas derivadas do Aborto Elétrico), Kid Abelha, entre outros.

Seguindo as tendências de movimento musical de “defesa de ideologia”, na década de 1990, tivemos o mangue beat. Chico Science e a Nação Zumbi abalaram as estruturas, com as suas misturas de rock, hip hop, maracatu e música eletônica. Revolucionou na época, mas terminou precocemente com a morte de Chico Science.

E hoje em dia, o que vocês podem falar de como está a música? Eu sei  que, aparentemente, parece que todo este trabalho que este tanto de gente teve, foi tudo perdido. Afinal, vimos por aí, muita letra vazia, ostentação, e coisas sem substâncias, mas eu quero acreditar que é, aparentemente! Hoje em dia, faz-se sim coisas boas, basta sabermos valorizar, saber onde procurar. Basta que tenhamos mais consciência do que fomos e do que somos, que conseguiremos mudar a situação. E dar seguimento nessa roda viva iniciada lá atrás, e nos mantermos saudáveis em questão de cultura, que é uma coisa que nosso país necessita, e muito! Espero que tenham gostado, coxinhos!! Até mais, pessoas lindas!!!

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