Antes mesmo de O Gambito da Rainha virar uma minissérie original Netflix, esse projeto que iria para os cinemas já estava em andamento e teria sido a estreia de Heath Ledger na direção de um longa-metragem.

Heath Ledger, tinha um grande interesse no romance de Walter Tevis, publicado em 1983 e que é a base para a minissérie – e estava buscando adaptar para o cinema com Allan Scott, também conhecido como Allan Shiach, quando ele acabou morrendo em virtude de overdose.

Scott é o pseudônimo de Shiach, que co-criou a versão Netflix de O Gambito da Rainha com Frank. Em uma entrevista de 2008 para o jornal The Independent, Shiach observou que Ledger, assim como Beth Harmon, lutava com medicamentos controlados.

“Todo mundo sabe que Heath era usuário de medicamentos prescritos; e que ele teve problemas com vícios quando era jovem. Em um nível pessoal, estou extremamente triste. Sempre se fica triste por perder alguém como amigo. Mas, além do mais, a indústria do cinema perdeu um verdadeiro talento. Acho que ele teria sido um diretor extraordinário ”, disse Shiach.

Shiach disse ao jornal que Ledger protagonizaria o longa ao lado de Ellen Page.

‘O Gambito da Rainha’ mostra o verdadeiro custo da genialidade. A história acompanha a trajetória de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma jovem abandonada em um orfanato do Kentucky no final dos anos 1950. Ela descobre que tem muito talento para o xadrez, mas fica viciada nos calmantes oferecidos pelo Estado para tranquilizar os órfãos. Atormentada pelos próprios demônios, alimentados por um coquetel de remédios e obsessões, Beth começa a chamar a atenção com suas habilidades e decide superar as barreiras do mundo masculino das competições de xadrez.

 

A minissérie já está disponível na Netflix.