Pra quem já é fã da saga Harry Potter é fato que os livros possuem diferenças, às vezes enormes, em relação aos filmes. Isso acontece na maioria das adaptações na verdade. Mas algumas discrepâncias mudam completamente o entendimento da história do bruxo, e algumas revoltaram bastante os potterheads. Veja as sete maiores diferenças entre os livros e os filmes de Harry Potter!

Desafios da Pedra Filosofal

Logo em Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando o trio resolve ir em busca da pedra, imaginando que Snape queria roubá-la, descobrem que o artefato está escondido atrás de vários desafios. No livro, diferente do filme, os desafios são creditados à professores de Hogwarts: o cão de três cabeças Fofo foi cedido por Hagrid, o desafio do visgo do diabo foi criado pela Sprout, as chaves voadoras são colaboração de Flitwick e o xadrez de bruxo era uma invenção de McGonagall. E ainda existem dois desafios que não aparecem nos cinemas: o primeiro, do professor Quirell, é um trasgo montanhês que precisa ser derrotado para chegar ao segundo desafio, de Snape, que são sete poções diferentes: apenas uma libera a passagem e outra autoriza o bruxo a voltar – as outras o deixariam lá para sempre ou o matariam. Hermione conseguiu decifrar o enigma e, como Rony havia ficado ferido no desafio do xadrez, tomou a poção para voltar, além de mostrar a Harry qual poção o levaria ao último desafio: o espelho de Ojesed, criado por Dumbledore. Na história do livro, o fato de Harry ir sozinho à última sala faz muito mais sentido, já que duas pessoas não poderiam passar pelo desafio das poções.

Execução do Bicuço

Essa foi uma escolha que ocorreu no terceiro filme – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – que poderia ter sido facilmente evitada e levaria mais lógica à confusa história com o vira-tempo. No livro, o trio não assiste à execução do bicuço, deixando em aberto se o hipogrifo havia morrido ou não. No longa, vemos os três assistindo o carrasco matando o animal, deixando margem para uma discussão sobre o paradoxo da viagem no tempo: se eles viram a morte do bicuço, como conseguiram salvá-lo depois? Se na linha do tempo “normal” acontecem coisas como o vaso quebrado (o que mostra que Harry e Hermione já voltaram ao passado), o Bicuço já deveria ter sido salvo também. É uma discussão complicada, mas a narração no livro não dá margem a isso.

Os Marotos

Personagens às vezes mais amados até que o trio principal, os Marotos eram como Sirius Black, Remo Lupin, Tiago Potter (o pai de Harry) e Pedro Pettigrew se chamavam. Amigos inseparáveis na época de Hogwarts, podemos ler nos livros diversas passagens desse grupo que normalmente são completamente ignoradas nos filmes. O próprio Mapa do Maroto mostra em sua legenda que foi criado pelos amigos Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas e essa informação fica perdida e nunca explicada em Prisioneiro de Azkaban. Ao longo dos livros entendemos que esses são os apelidos de cada um dos marotos e que significam o animago que cada um pode se transformar: Aluado é o Lupin, que é um lobisomem; Rabicho é Pettigrew, um rato; Almofadinhas é Sirius, que se transforma num cão; e Pontas é apelido de Tiago, um cervo. Lupin, Tiago e Pedro aprenderam a se transformar em animagos para fazer companhia a Lupin, que se transformava em lobisomem contra sua vontade toda noite de lua cheia.

Elfos Domésticos

É verdade que Dobby foi muito bem retratado no segundo filme da saga – Harry Potter e a Câmara Secreta. Mas a aparição desse personagem parou por aí nos filmes, só retornando (com uma cena extremamente triste, é verdade) no penúltimo longa, Relíquias da Morte Parte I. Nos livros, por outro lado, tanto Dobby quanto os outros elfos domésticos participam ativamente durante várias aventuras em Hogwarts. É explicado, por exemplo, que são os elfos que cozinham toda a comida do castelo, em uma sala subterrânea. No quarto livro, Hermione cria o F.A.L.E. (Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos Domésticos) para protestar pela liberação de todos os elfos que trabalham de graça em Hogwarts (e em todo o mundo mágico, pelo menos é o que ela queria). Por fim ainda temos uma personagem cortada nos filmes: Winky, a elfo doméstica que pertencia à família dos Crouch e foi importante na saga de Bartô Crouch Jr. enquanto ele se disfarçava de Alastor Moody.

Quadribol

Essa modificação nos filmes não faz tanta diferença na história principal, mas é praticamente uma história à parte que J.K. Rowling criou e foi esquecida nos telões. Depois do primeiro filme, as taças das casas anuais foram esquecidas e não tivemos mais menções aos jogos ou às casas vencedoras – salvo algumas cenas em Enigma do Príncipe, quando Rony se torna goleiro da Grifinória. A Copa Mundial também foi muito pouco retratada em Cálice de Fogo, sendo que no livro uma boa parte da história das Copas e das Seleções é discutida e apresentada. As histórias escritas nos deixam claro que o Quadribol é levado muito a sério no mundo bruxo – algo como o futebol aqui no Brasil – mas nos cinemas o vemos apenas como um hobby.

Famílias Bruxas

Algo que ficou bastante completo nos livros da saga foram as histórias de muitas famílias de personagens secundários. Nós somos apresentados à família de Neville, de Voldemort e de Dumbledore de uma forma bastante profunda, por exemplo. As lembranças da família de Voldemort são muito importantes para a descoberta de algumas horcruxes, mas no filme vemos o diretor da escola apenas “adivinhando” o que elas poderiam ser. Ainda mais importante é a história do próprio diretor, que foi muito amigo de Grindewald na infância – personagem que se tornou um dos maiores bruxos das trevas de todos os tempos. Essa amizade ainda acarretou na morte da irmã de Dumbledore, Ariana, ocasionada por ele mesmo. Como foi dito aqui no blog, foi confirmado que teremos uma apresentação dessa história na nova saga dos cinemas, Animais Fantásticos. Não se sabe se tudo será mostrado da forma como lemos nos livros, mas pensar na possibilidade de conhecer o passado do maior aliado de Harry Potter é muito instigante.

Funeral de Dumbledore

Outra omissão dos filmes que talvez não tenha tanto impacto na história, mas foi muito sentida pelos fãs, foi o funeral de Alvo Dumbledore. O evento é descrito no livro em um dos capítulos mais emocionantes de toda a saga, mostrando toda a tradição bruxa numa ocasião dessas. No filme vemos uma pequena cena – bastante emocionante também, temos que assumir – das varinhas levantadas para o alto, mas nada que faça jus a todo o processo descrito nos papéis.

Harry Potter foi uma saga de livros e filmes amada por tantas pessoas e isso não aconteceu à toa. Tendo como base outras adaptações de livros para o cinema, as do bruxo foram muito boas e bem aceitas pelos fãs, não há dúvidas disso. Essa lista foi apenas para lembrar os pontos que mais sentimos falta quando fomos assistir aos longas e para incentivar a todos que não tiveram o prazer de ler Harry Potter que o façam, pois é uma história diferente e especial. E fiquem de olho na nova estreia dos cinemas, Animais Fantásticos e Onde Habitam, pois muitas novas histórias estão por vir!

Faltou algo nessa lista? Qual foi a diferença entre os livros e filmes que você mais sentiu? Não deixe de comentar aqui em baixo e em todas as nossas redes sociais: é tudo COXINHANERD!

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