Habemus FLIP e muita história para contar…

-por , em 01/08 -
Habemus FLIP e muita história para contar…

Uma das maiores alegrias para quem curte muito literatura, história e escrever, é ter a oportunidade de cobrir a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty! Essa é uma das maiores festas de cultura e literatura do Brasil e poder prestigiar, ao lado de jornalistas consagrados e autores renomados é uma honra incrível. Agradecemos de verdade à organização da FLIP por nos permitir fazer parte desse momento histórico (e que acontece todo ano) de nosso país. Uma das coisas mais emocionantes de caminhar por Paraty durante a FLIP, é poder ver gente de tudo quanto é idade, de todos os lugares do mundo e com todo tipo de interesse o objetivo, lado a lado, unido por uma só vontade: aprender o máximo que der. Estou emocionada desde que chegamos ontem e, a cada momento, me emociono um pouquinho mais.

O primeiro dia de FLIP foi marcado pela abertura com o show da cantora Gal Costa e alguns painéis que, desde o começo, conseguiram emocionar e empolgar muita gente. Na conferência de abertura Millôr e a arte brasileira, Agnaldo Farias fez questão de mencionar, para o público, tudo o que Millôr oferecia em termos de cultura: desenhista, pintor e cartunista! Uma verdadeira obra de arte brasileira em forma de gente. Não é à toa que somos uma legião de apaixonados e que ele mereceu essa gigante homenagem! Millôr foi comparado aos artistas Paul Klee, Picasso e Miró, arrancando suspiros e inspirações ao redor do mundo. Por mais que Millôr seja esse gênio admirado por muitos, sua arte como ilustrador e desenhista sempre foi menos valorizado do que sua vertente humorista e pensador, o que mostra um pouquinho de como funciona a cultura artística de criação no Brasil. Uma verdadeira pena.

Logo depois, ainda no primeiro dia, na mesa Millormaníacos, os humoristas Hubert e Reinaldo (ex Casseta e Planeta que começaram a carreira no Pasquim, entrevistaram Jaguar. Jaguar comentou sobre suas memórias de seu amigo Millôr, relembrou a invenção do frescobol, a prisão dos jornalistas do Pasquim durante a ditadura e as brigas com Tarso de Castro e Chico Buarque. De forma bem descontraída e divertida, os amigos e parceiros de profissão, relembraram um passado que jamais poderá morrer em suas, e agora em nossas, mentes.

Para quem não pôde comparecer à edição deste ano da FLIP, tudo está online (aee) e você pode sentir um pouquinho dessa vibe gostosa que está rolando aqui em Paraty! Fiquei ligado nos canais abaixo:

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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