É isso ai sobreviventes – muitos são os que divulgam o vindouro lançamento do aguardado “Guerra Mundial Z”, mas só o Zumbicast vai lá conferir o filme antes de todos só pra saber realmente o que “esta baiana tem”!

Resultado: Segure seu fôlego, ou você vai perder o ar em 15 minutos de filme!

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Para os que aguardaram tanto tempo até aqui, realmente podem se preparar para algo que valeu a pena a demora: “Guerra Mundial Z” é de fazer o expectador pirar do começo ao fim. Um belo filme, com ótima produção, atuações convincentes (destacando Brad Pitt, que incorporou o protagonista Gerry à la Chico Xavier) e ação – toneladas de ação.

Bem o contrário do livro de Max Brooks que o inspirou, este sendo pontuado por passagens de mais ação e muitas outras com relatos e dados sobre o pós-apocalipse, a versão para as telonas deste caos morto-vivo mundial prende-se bem menos à detalhes e mostra muitos infectados a correrem e apavorarem em números alarmantes. Em praticamente o filme inteiro, as hordas de zumbis mostradas excedem os milhares.

Uma das coisas que eu ouvi de alguns colegas cinéfilos foi sobre o medo que neles surgiu quando viram que Gerry e sua esposa Karin (Mireille Enos, outra com grande desempenho no filme) teriam duas filhas pequenas. Este “medo” dava-se principalmente pelo que vimos a muitos anos atrás com o “Guerra dos Mundos” de Tom Cruise, onde o ex-top gun era constantemente atazanado pelos irritantes filhos. Não que não seja bacana mostrar o drama de um pai protegendo seus indefesos rebentos de uma situação de apocalipse… Mas aqueles dois tinham de ser tão irritantes?

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Mas aqui nada disso rola. As duas garotas em nada atrapalham o papai enquanto este passa o filme tentando descobrir a origem da infecção que colocou o mundo inteiro literalmente de quatro.

Falados os pontos positivos, hora dos negativos – porque nada é perfeito. Nunca.

Em uma desesperada tentativa de fazer o filme mais próximo do livro (que trata-se de uma espécie de documentário onde o personagem principal viaja o mundo inteiro colhendo informações), Pitt quase que protagoniza uma versão 2013 de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”. Em um momento ele esta nos Estados Unidos, no outro vai para a Coréia do Sul. Dalí parte para o extremo oriente e depois segue para a Europa… É uma salada de países. Sua missão é realmente buscar uma explicação para a origem desta variação de raiva que transformou pessoas saudáveis em criaturas desgraçadas pela luz, mas suas constantes viagens são meio difíceis de engolir.

Em seguida temos os zumbis. Sim, sempre eles.

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Parece que se faz necessário que entendamos de uma vez por todas que o conceito de “Zumbi” mudou na cultura pop. Eles não são mais lentos, burros e capazes de comer uma carcaça humana até a última cutícula – agora são estupidamente rápidos, ágeis e tudo o que querem é matar, não se alimentarem. Como exemplo temos os “zumbis” vistos nos filmes “Extermínio” e nos games da série “Left 4 Dead”. Não quero bancar o hipster dos zumbis, defendendo que apenas “George Romero salva-nos da escuridão”, mas este conceito de mortos-vivos simplesmente não me convence.

Encerrando com talvez o item mais grave da lista: violência próxima de zero.

Brad Pitt apostou em um filme com classificação amigona, daquelas que dispensam a apresentação do RG na porta do cinema. E isto não funciona em um filme cujo tema é “Apocalipse Zumbi”!
Nenhuma cena de desmembramento, nenhuma carnificina, nenhum headshot despedaçando crânios de mortos – o filme pode ser perfeitamente assistido por qualquer um na faixa infanto-juvenil. E, sinceramente, eu queria ver aquilo que Romero e Zach Snyder fizeram tão bem antes de Pitt: pedaços de gente voando.

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No geral, “Guerra Mundial Z” ainda chuta traseiros – MUITOS traseiros. Como dito, é emocionante, instigante e apaixonante. Vale mais que a pena o seu ingresso e o dos amigos que você vai querer juntar para ver a produção.

FINALMENTE – nosso longo jejum de “blockbusters” hollywoodianos sobre Apocalipse Zumbi foi quebrado!

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