Com a estreia do Homem de Ferro 3 dobrando a esquina, decidi dedicar essa semana aos Super-Heróis, com um foco especial para a Marvel, da qual o Tony Stark faz parte. Então, nos próximos 6-7 dias, preparem-se para ler textos sobre esse assunto, que levarão até o sábado, quando teremos um texto sobre o filme, depois de sua estreia.

Resolvi abrir essa semana falando do veículo onde Homem de Ferro surgiu pela primeira vez: os quadrinhos. Ele foi criado por ninguém menos que Stan Lee (que criou uma cacetada de personagens de quadrinhos), e apareceu pela primeira vez em Março de 1963, em uma revista chamada Tales of Mystery #39. Porém, não estou aqui para falar das origens do herói e de sua história (se bem que isso daria um post interessante), mas gostaria de falar sobre a Guerra Civil da Marvel e da participação de Tony Stark em seu desenvolvimento.

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A Guerra Civil da Marvel foi uma série de quadrinhos escrita por Mark Millar e lançada em 2006-2007. Nesse arco, os norte-americanos começam a ver os supers como uma ameaça e resolvem que eles precisam começar a prestar contas para o governo.

As coisas ficam tensas depois de que um grupo de heróis, chamado New Warriors, explode uma escola e mata diversas crianças ao enfrentar um grupo de super vilões. O governo então passa uma lei chamada de “Super Hero Registration Act”, que obriga os supers a se registrarem, tornando-se funcionários pagos do governo, tendo que prestar contas e dar satisfações. Os heróis que não se registrarem serão considerados criminosos e serão caçados pelos heróis registrados.

Isso divide o universo dos heróis Marvel essencialmente em dois. O Capitão América afirma que aquilo é loucura, e se nega  a caçar heróis que arriscam suas vidas todos os dias pelo bem dos civis e que precisam manter suas identidades secretar para proteger seus entes queridos. Ele então recruta Luke Cage, Falcon e vários outros heróis para o seu lado. Eles passam   viver com fugitivos, tendo que se esconder e usar disfarces.

Enquanto isso, Tony Stark percebe que é inútil resistir à lei. Ela VAI passar e o governo vai tentar aplica-la e, resistir a ela só iria criar conflito e fazer com que os vilões pudessem se aproveitar do caos. Ele tenta influenciar os outros heróis para que eles cooperem pacificamente, evitando conflito e dando um exemplo para os heróis menores, mas é só parcialmente sucedido, conseguindo levar heróis como o sr. Fantástico e Hank Pym para o lado da lei.

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O problema é que o Capitão América é, bem, ele é o CAPITÃO AMÉRICA. Por mais que o governo, e o Homem de Ferro, e meio mundo de autoridades pregue que a lei de registro é a coisa certa, o Capitão América é contra ela e, por sabe-se lá quantos anos, o Capitão América tem sido um símbolo do ideal norte-americano. Ele representa o bem e a liberdade e mais um bando de coisas. E, se ele é contra a lei, será que é possível que ele esteja realmente errado?

O quebra-pau entre super-heróis dura um bom tempo e tem algumas casualidades. É muito interessante ver o lado que cada um dos heróis toma nesse conflito e os motivos de cada um. Quem fica do lado de Tony Stark? Quem fica do lado do Capitão America? E quem foge do país? Existem momentos verdadeiramente reveladores e os nossos personagens favoritos da Marvel (Homem de Ferro, Capitão América, Wolverine e Homem-Aranha, etc) têm suas chances de brilhar.

É uma leitura muito boa, onde os super-heróis precisam fazer escolhas difíceis, que nos lembra que, apesar de terem super poderes, eles ainda são (em sua maioria) humanos.

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