A música sempre questionou a forma de vida da sociedade se inclinando para o povo excluído. Expressam a insatisfação política e, de uma maneira geral, a péssima gestão pública deste país. Isso acontece no discurso do Ao Cubo e em artistas como Gabriel O Pensador, Racionais, Dexter, Criolo, Emicida. É nesta pegada com uma poesia reflexiva que o grupo Ao Cubo vem conquistado uma legião de seguidores. À frente do grupo – que traz canções que falam de consumismo, política, injustiça, juventude, nostalgia, delito e espiritualidade – está a voz marcante de Dona Kelly, as acrobacias vocais de Cleber e de Feijão, e a performance energética do Dj Fjay.

Na página deles no Facebook já são mais de 2 milhões de pessoas e no canal do Youtube as visualizações ultrapassam a marca de 20 milhões de acessos. Todo este carinho por eles, não é à toa. Dentro ou fora do palco, os integrantes praticam a verdade, pois toda a unidade de família de “tamo junto” e “tamo no caminho” eles trazem na essência. O grupo sempre permaneceu o mesmo desde o início, algo não tão comum no cenário musical. Ao Cubo, que iniciou em 2003, soma uma intensa discografia. E para comemorar este trabalho árduo, eles gravaram no ano passado o DVD Década. Um show emocionante que levou mais de 20 mil pessoas ao Memorial da América Latina, em São Paulo. A obra, que chegou às lojas de todo o país em dezembro pela Sony Music, tem emocionado demais os fãs, conquistado novos e recebido inúmeras críticas positivas da imprensa.

Neste trabalho, que é difícil de descrever, vale destacar a participação da Tribo Indígena Tupiniquim e da orquestra Musitá na música “Estamos mas não somos”, que abre o álbum Década. Uma rica mistura de rap, música clássica e a oralidade indígena que também ganhou um clipe especial gravado em Aracruz Espirito Santo com a participação do rapper Matheus Bird e da tribo Tupã Oca. As canções do grupo são caracterizadas por samples, instrumentos de corda e batidas tradicionais do hip-hop, que dão o clima do estilo. Além das canções novas como “Tcheguedie”, “Bye bye Tristeza”, “Quem te viu”, eles regravaram as clássicas que já fizeram sucesso como 1980, Proibido chorar, Naquela sala, Mil Desculpas, Cinderela, Filhos, Amanheceu, Respeito é a chave, Põe na conta e Nasci para vencer, esta que ganhou clipe gravado com o jogador Neymar.

Durante a gravação, os fãs também notam a intensa presença de palco do grupo, que traz até encenações – o que torna as letras ainda mais tocantes, como By by tristeza, que conta a história de uma menina que está em depressão numa balada. E Mil desculpas, que fala de um jovem que se perdeu para o caminho da criminalidade. No palco, Dona Kelly é a mãe deste garoto, enquanto o rapper Feijão interpreta o assassino que matou o filho dela. Outra forte canção é a música Cicatrizes, que faz uma emocionante homenagem para as pessoas que morreram em Santa Maria na boate Kiss.
Quem quiser reviver este show, terá de correr para garantir o seu ingresso no evento oficial pós-lançamento do DVD Década, que acontecerá no próximo sábado, dia 14 de junho, em Guarulhos, a partir das 19 horas, no Ginásio Pascoal Thomeu.

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