ATENÇÃO: A LISTA A SEGUIR CONTÉM IMAGENS BIZARRAS OU DE SANGUE HUMANO. VEJA POR SUA CONTA E RISCO!

Membros decepados, terror e sangue… Maratonei todos os Jogos Mortais em uma piscadela. Por que eu gosto de assistir isso?

Quem acompanha o Coxinha Nerd há um bom tempo sabe que de vez em quando sai um post bizarro como  por exemplo, Top 10 Métodos famosos de sacrifício humano!, Médico e monstro: Top 10 médicos assassinos! e As mortes mais angustiantes da história! e por incrível que pareça, muitas pessoas gostam desse tipo conteúdo!

Eu não sei vocês, mas as vezes eu me pergunto qual será o motivo para eu gostar de filmes tão peculiares. Não é de hoje a minha paixão pelo sombrio e pelo Gore, quando eu era criança adorava ler lendas urbanas (lembram quando creepypasta eram apenas lendas urbanas?), era frequentadora assídua do famoso e nostálgico site assustador.com, passava dias vendo esse tipo de conteúdo e por consequência passava noites sem conseguir dormir. Parando pra pensar, eu nunca tive aquele carinho pelas animações da Disney, mas lembro do Jason com um sorriso no rosto. Não me estranhem, quem me conhece sabe que eu sou um amorzinho de pessoa e nem parece que eu gosto desse tipo de coisa, mas volto à pergunta inicial: POR QUE RAIOS EU GOSTO DE VER MEMBROS SENDO DECEPADOS?

Eu sou normal?
Bom, psicólogos da Universidade Vanderbilt descobriram há alguns anos que gore – e até imagens eróticas – causam tanto impacto que esquecemos o que acontece após a cena. Já as Universidades da Flórida e Indiana afirmam que essas cenas também aniquilam a nossa memória do que aconteceu pouco antes do sangue jorrar.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Communication, as pesquisadoras Bridget Rubeking e Annie Lang afirmam que ao nos causar nojo e fazer com que nos sintamos mal o Gore se torna uma ferramenta de entretenimento que mantém o público absorvido e engajado. Portanto, não importa o quão repugnante é a cena, prendemos a nossa respiração, suamos e mordemos nossas unhas, não querendo perder um único momento sangrento.

Durante o estudo, os participantes, todos estudantes universitários, tinham eletrodos ligados a várias áreas de seus corpos para medir a frequência cardíaca e outros indicadores fisiológicos enquanto assistiam a um filme em um aparelho de TV de tela grande. Se a cena mostrava a morte, os participantes podiam se lembrar dela vividamente, mas surpreendentemente, eles tinham “uma memória incrivelmente pobre para as cenas que precediam o ocorrido”, diz o estudo sugerindo mais envolvimento cognitivo.
“A memória de reconhecimento para o conteúdo sociomoral – antes, durante e depois da cena repugnante continua muito alta”, conclui o estudo.


Mas ao longo dos experimentos, cenas de gore comandou atenção absoluta.
O aumento e queda da frequência cardíaca, bem como outros indicadores fisiológicos, mostram claramente que os participantes prestaram mais atenção ao que estava na tela depois que a repugnância começou a se estabelecer, então os produtores dos filmes realmente sabem o que fazem.
Violência e cenas sangrentas, não importam o quão nojentas, estão entre as razões pelas quais vamos ver seus filmes.

Existem estudos científicos realizados com 482 pessoas na Alemanha e nos Estados Unidos que apontam que gostamos de cenas sangrentas porque reforça a nossa esperança de que, no final, o bem sempre triunfa contra o mal.

Acho que aí podem se dividir as opiniões. Muitas pessoas podem gostar do gênero simplesmente por ser uma arte que choca o espectador ou podem gostar pela esperança do bem triunfar contra o mal e é claro que deve haver aqueles que simplesmente querem ver o circo pegar fogo.

 

Concluindo: Somos normais? Sim, não somos loucos e muito menos psicopatas.

Por que gostamos de assistir esse gênero? Porque esse tipo de filme nos choca e causa um impacto muito maior do que os outros tipos de filme. Para algumas pessoas isso é bom e eufórico e pra outras isso pode ser até traumatizante.

Posso mostrar esse post pra minha mãe ver que eu sou normal e não estou sozinho? Pode sim, aproveita e manda um beijo pra ela!

 

Fonte: This is your brain on Gore