Esta é uma notícia que eu li no Observatório da Imprensa e que vale muito a pena ser reproduzida, tenho certeza que vocês vão adorar, como eu adorei muito! Imagine você se deparar com uma notícia assim: Google quer construir o computador de Star Trek! Logo você pensa, preciso economizar, preciso vender minhas roupas, minha casa, tudo meu para comprar, correto? Errado minha gente, vamos com calma e leiam a notícia abaixo!

 

Na primeira vez que usei a pesquisa por voz no Android, a lembrança de uma cena em Star Trek 4 envolvendo computadores e a fala humana foi irresistível. Naquele filme da famosa franquia cinematográfica, a tripulação volta à Terra no final do século 20 (1986) e entra em contato com nossos primitivos computadores. O antigo engenheiro-chefe da nave original, Montgomery Scott, tenta usar um deles, leva o mouse à boca e tenta falar com a máquina.

 

A única diferença entre mim e o sr. Scott foi que obtive uma resposta e o antigo engenheiro-chefe da fictícia nave, não. Pois o Google agora está aperfeiçoando a pesquisa por voz e a busca visual para desenvolver um computador análogo ao da famosa supernave da série de ficção. Isso mesmo: Farhad Manjoo (11/4), da Slate, revelou que a atual obsessão do Google é replicar o computador falante da série Star Trek. Em conversa com Scott Huffman, um dos engenheiros diretores do Time de Buscas do Google, Manjoo perguntou sobre a evolução da pesquisa por voz. Foi quando ele ouviu o técnico invocar o nome do computador da nave da famosa série:

 

“Você poderia perguntar, ‘Ei, Google, onde devo almoçar hoje?’”, disse o engenheiro. “E ele poderia dizer, ‘Bem, como você parece gostar de restaurantes italianos, que tal este aqui?’” O diretor de produto da empresa Tamar Yehoshua também confirmou que o Google está a trabalhar numa versão (deles) do computador da série Star Trek: “Você pode falar com ele – ele o entende e pode ter uma conversa consigo”, disse Tamar.

 

Como uma máquina lida com o imprevisível?

 

Farhad não ficou convencido. Afinal, o Google, segundo o autor, é a mais nerd das grandes da web e referência à série televisiva pareceu-lhe óbvia. O repórter desconfiou de uma estratégia de marketing. Mas Amit Singhal, chefe do setor de classificação e buscas, garantiu que “o computador de Star Trek não é só uma metáfora que usamos para explicar aos outros o que estamos construindo. É o ideal que pretendemos construir – a versão ideal feita realisticamente”, garantiu o chefe Amit.

 

A transformação já começou: o Google de hoje já é capaz de entender, pelo menos, certos conceitos. Foi criado para ele o “Knowledge Graph”, um banco de dados gigantesco “com centenas de milhares de objetos do mundo real”. O Google americano já incorpora alguns desses avanços. Mas através do nosso já podemos antever o que virá, quando o motor de buscas faz sugestões, ou principalmente quando apresenta informações e imagens detalhadas ao lado dos resultados das buscas por nomes de lugares, países ou pessoas que eventualmente pesquisamos. O progresso ainda é lento e sujeito a tropeços, como aquelas sugestões totalmente equivocadas que às vezes o Google oferece. São rudimentos bem toscos de aprendizado sendo ensaiados ali, bem debaixo de nossas vistas. Ou melhor, das nossas buscas.

 

Ainda falta bastante para a completa transformação que o Google deseja: o computador que fala e entende o que falamos. O Google vai ter que aprender aspectos nebulosos de nossas vidas, como ambiguidades, mudanças súbitas de significados de palavras (que variam com o contexto) e a lidar com perguntas que ele para os quais ele não foi preparado. O Google tem que aprender a aprender. E ele sabe muito pouco, atualmente. A coisa não é fácil. Como ensinar uma máquina a lidar com o imprevisível? Podemos ensinar um computador a improvisar e criar diante de uma situação inédita?

 

Para ler mais da matéria de Sergio da Motta no Observatório da Imprensa, clique aqui neste link! 😉 É bem legal!

 

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