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UM SHOW DE LUTA LIVRE!

Quem um dia imaginou que um grupo de mulheres fantasiadas, praticando luta livre, renderia três temporadas? E ainda certamente não acabaram! As belas mulheres da luta livre retornam a Netflix para mais episódios de GLOW. Após uma segunda temporada repleta de grandes emoções, nosso grupo maravilhoso é levado à Las Vegas. São novas etapas, novos palcos e uma série de elementos desconhecidos em suas vidas. Temos mais do mesmo, mas de uma forma que funciona. 

A segunda temporada nos deixou com a grande pergunta: e agora? Será que a premissa das duas primeiras seria suficiente para sustentar mais dez episódios? Embora o show tenha sido levado para outra cidade, toda a base da série está ali. As personalidades extremamente diferentes das personagens, as dificuldades enfrentadas no meio do entretenimento…tudo retorna para a terceira temporada de GLOW. O que temos, porém, é o maior distanciamento da luta-livre até então. São poucas as cenas em que vemos movimentos ensaiados e/ou disputas memoráveis no ringue. Saímos do esporte e entramos ainda mais na vida de cada personagem. 

As mudanças

Diretamente da capital do entretenimento, o grupo precisa se reiventar. Diferente do que faziam anteriormente, a concorrência agora é ainda maior, assim como a exigência do público. A espontaneidade típica das apresentações acaba, tendo de ser transformada em um espetáculo ensaiado e repetitivo. O público dos casinos adora, mas para nós que estamos em casa, perdemos um pouco do sentimento que GLOW proporcionava. 

Um outro elemento ausente e marcante na trama é a participação de Sam. Mesmo que não fosse o protagonista solo, o personagem de Marc Maron era peça fundamental na série. Seu relacionamento com cada uma das mulheres nos mostrava uma faceta diferente do homem por trás dos óculos. Na terceira temporada, porém, conhecemos apenas o Sam apaixonado. Sua participação perde espaço para o personagem de Bash (Chris Lowell), que infelizmente não consegue alcançar a responsabilidade. 

Las Vegas

A cidade californiana revela um lado de Debbie (Betty Gilpin) que não conhecíamos. A personagem ganha ainda mais destaque na trama, mas por motivos diferentes. Não temos mais a versão ranzinza e barraqueira da primeira temporada, assim como a apagada Debbie da segunda. Por mais que esteja contando os dias para voltar a ter o filho nos braços, Debbie se torna uma empreendedora. Ao lado de Bash, lutam para manter o programa no ar, fazendo o que custar. Ela vai de uma das participantes menos motivada para aquela que mais luta pela continuidade do show. E em um momento onde nem mesmo Ruth (Alison Brie) acredita na sequência, Debbie é fundamental. 

Os dilemas deixados pelas temporadas anteriores ainda não encontraram soluções. Muitas vezes temos a sensação de que não irão se resolver, como o casamento de Bash e Rhonda (Kate Nash). É importante desfocar dessas tramas paralelas, mas gostaríamos de ver uma solução. Além disso, a nova temporada cria novos conflitos e questionamentos. Afinal, torcemos por Ruth e Sam ou Ruth e Russel ?

GLOW

Um dos pontos mais importantes da temporada foram os estereótipos discutidos. Com destaque para o episódio em que o grupo passa no deserto, ali vemos o lado orgânico da série. Fugimos das fantasias coloridas e das falas ensaiadas, entrando no âmago de cada mulher. É fundamental para a trama criarmos esse tipo de empatia com as personagens. Os diálogos criados entre elas são verdadeiras aulas sobre preconceitos, identidade e respeito. 

A terceira temporada se arrastou, mas culmina em um ótimo desfecho. Ainda não sabemos se haverá uma quarta temporada, mas caso não haja, GLOW encontrou seu final. De uma forma nada previsível, mais uma vez temos a sensação de estarmos assistindo ao fim. E mais uma vez queremos mais. O público reforça ainda mais o vínculo criado com esse grupo incrível de mulheres, que estão cada vez mais maduras, engraçadas e brilhantes! 

A 3ª temporada de GLOW já está disponível na Netflix.