Como prometido na semana passada, chegou a hora de continuarmos falando sobre esse jogo que continua angariando fãs em todos os cantos do planeta: Resident Evil. Vamos continuar de onde paramos na sexta passada e falar sobre a nova trilogia e o remake do primeiro jogo!

Resident Evil 4 pode não ser o melhor dos jogos da franquia, mas, sem sombra de dúvidas, é o mais amado. Com uma nova perspectiva de visão do jogo (deixando a câmera fixa no cenário de lado e começando a ser o verdadeiro jogo em terceira pessoa), o quarto título da série tem novamente Leon S. Kennedy como protagonista.

Anos depois dos acontecimentos em Raccoon City, Leon virou um agente federal a mando do próprio presidente dos Estados Unidos. Em um vilarejo num canto remoto da Espanha, Leon agora tem a missão de resgatar Ashley Graham, filha do presidente (e um pé no saco) que foi sequestrada por Jack Krauser a mando de Osmund Saddler, líder de uma seita que utiliza o parasita chamado Plaga para tentar dominar todo o mundo.

O jogo não possui tantos jumpscares como os outros da franquia, mas é um dos mais divertidos de se jogar. O clima é tenso, mas não assustador (exceto com o aparecimento do Doutor Salvador), e consegue te deixar preso na história, a ponto de você querer ficar horas a fio na frente do vídeo-game. Uma das grandes mudanças no jogo foi o sistema de compras, onde você ia achando jóias conforme vai avançando na história, e que você poderia trocar por novas armas, munições e itens de cura com o misterioso El Mercador.

O jogo também recebeu um modo chamado Separate Ways, cenário que mostrava um pouco da missão de Ada Wong (the bitch in the red dress). Algo inédito até agora, onde um modo “extra” acrescentava algo na história, além de transformar a misteriosa Ada em um personagem jogável. O modo mercenários também está de volta no jogo, com algumas mudanças e personagens jogáveis como Krauser, Hunk e o apelativo Albert Wesker.

A qualidade que vimos em Resident Evil 4 infelizmente não foi passada para o quinto título da franquia. Resident Evil 5 foi totalmente voltado para a ação, o que fez os fãs (inclusive esse que vos escreve) voltarem seus protestos contra a Capcom, que começava a ver a franquia somente como um grande caça-niqueis. Com um Chris Redfield que bate de frente até mesmo com o Hulk, somos apresentados a Sheva Alomar, agente da BSAA e parceira dele no jogo.

Infelizmente não há muito o que falar do jogo que somente nos deixou tenso quando nos deparamos com o Executioner pela primeira vez. Também há a forçada morte do grande vilão da franquia, Albert Wesker, que com a ajuda o vírus Uroboros, se transforma em um monstro com consciência. Chris movendo uma pedra gigante com mais de uma tonelada na base do soco e a “idiotice artificial” de Sheva também são pontos do jogo que devemos esquecer de uma vez por todas.

Antes de falarmos sobre o sexto título da franquia, devemos, obrigatoriamente, retornar para o primeiro título. Por que obrigatório voltar? Porque a Capcom acabou nos fazendo um belíssimo favor. Lançado em 2002 com exclusividade para o Nintendo Game Cube, o remake de Resident Evil chegou causando muito furor entre os fãs da franquia. 12 anos depois, uma versão remasterizada em HD para os consoles da penúltima e última geração também foi lançada, o que transformou o épico em lendário.

Com gráficos de fazer cair o queixo, o jogo nos apresentou mudanças sutis e outras drásticas na história, como Lisa e George Trevor, novos personagens que são de extrema importância no jogo, e algumas possibilidades diferentes de defesa. Ao invés de só desviar dos zumbis e outros inimigos, Jill e Chris também tem a possibilidade de usar itens de defesa, como adagas e tasers, além de poder queimar alguns corpos, o que evita que os zumbis se levantem outra vez.

O jogo também possui um modo chamado Invisible Enemy, que deixa todos os inimigos do jogo invisíveis, mas em suas exatas localizações, ou seja, o que já era difícil se tornou quase impossível. Esse, com certeza, é o melhor jogo da franquia. Então podem jogar sem medo.

Voltando para a ordem cronológica dos jogos, Resident Evil 6 foi bastante aguardado até seu lançamento em 2012. O jogo colocava 7 personagens ao nosso controle, divididos em 4 cenários. A maior premissa da Capcom para o sexto título da franquia era que veríamos o clima tenso e assustador novamente.

Cada cenário nos colocava com dois personagens e um tipo de jogabilidade diferente: Leon S. Kennedy estava de volta e dessa vez com Helena Harper em um cenário mais voltado para os jogos antigos da série; Chris Redfield e Piers Nivan em uma ação frenética e com explosões de cinco em cinco minutos; o retorno de Sherry Birkin, dessa vez como agente federal, ao lado de Jake Muller, mercenário que possui imunidade ao C-Vírus (a nova variação do T-Vírus usada no jogo) que é filho de ninguém menos que Albert Wesker, em um cenário de fuga frenética (você não tem um segundo de paz com o gigante Ustanak te seguindo) e, mais uma vez, Ada Wong, sozinha em um cenário de pura espionagem.

O mais interessante da história é o fato de que, em algum momento do jogo, todos os personagens tem alguma interação entre si. Seja na épica cena de Leon com Chris, o reencontro de Sherry com Leon, Chris conhecendo Jake, e Ada sempre ajudando todos de alguma forma. O jogo tem uma ótima história, mas infelizmente não cumpriu o prometido: trazer o terror de volta. O que passa mais próximo disso é o cenário do Leon, onde enfrentamos todo tipo de zumbi, quase numa repetição de Raccoon City, porém em escala global.

O jogo também nos apresentou um modo muito diferente (e divertido) chamado “Caça ao Agente“, onde somos, literalmente, colocados na pele de algum zumbi ou B.O.W. (sigla para Bio Organical Weapon ou Arma Biológica). O mais interessante desse modo é que não é como Os Mercenários, que usa um cenário que nada haver tem com o jogo, nós somos soltos no modo história de algum jogador pelo mundo afora! O jogo pode não ser o melhor de todos, mas com certeza nos garante algumas boas horas de diversão.

Há algumas semanas atrás, foi lançado Resident Evil VII: Biohazard, onde a Capcom prometeu, com os pés juntos, que todo aquele clima pesado e de sobrevivência estaria de volta. E pelo visto conseguiu, mesmo utilizando o fato de que o jogo não possui nenhum personagem conhecido (exceto por um nome usado por um possível personagem misterioso no final) e de que o sistema de câmera agora é em primeira pessoa. Mas como eu, infelizmente ainda não o joguei, não tenho muito o que falar sobre ele.

Curtiram as duas partes sobre Resident Evil? Comentem aí embaixo se vocês querem que eu faça algo do tipo sobre os spin-offs da franquia!

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