As grandes paixões que este que vos fala no mundo dos games são, exatamente, três: Final Fantasy VIII, Chrono Trigger, e a maior das franquias dos jogos de terror, Resident Evil. Uma paixão que já dura exatos 21 anos, 26 jogos e inúmeros sustos.

Criado em 1996 pelo gênio Shinji Mikami, pessoa responsável pela redefinição do gênero de terror nos games, Resident Evil chegou ao PlayStation como uma promessa de que você realmente ficaria com medo ao jogar.

Prometeu e cumpriu. O jogo, que na época, era inovador, não deixou o jogador respirar aliviado até o encerramento da história, que é basicamente o Alpha Team da equipe policial de elite, (a S.T.A.R.S. – Special Tactics and Rescue Services) indo até uma mansão, até então considerada abandonada, investigar o desaparecimento do Bravo Team (segundo time da S.T.A.R.S.).

A treta toda começa quando zumbis criados por um experimento da arma biológica criada pela Umbrella chamado T-Virus, começam a atacar e matar praticamente todos da equipe, sobrando somente poucos membros da força policial. Os personagens jogáveis do primeiro título são Jill Valentine e Chris Redfield, que funcionavam como a escolha de dificuldade (Jill como normal e Chris como difícil) e que ficaram até o final da “primeira fase” de RE, que são os quatro primeiros jogos (vamos lembrar que CODE: Veronica é o quarto jogo da franquia)

O segundo jogo da franquia já nos apresentou dois novos personagens, que acabaram virando a paixonite de muitos que jogaram: Leon S. Kennedy, um policial que enfrenta a infestação zumbi que ocorre em Raccoon City justo em seu primeiro dia na RPD (a delegacia de Raccoon City) e Claire Redfield, irmã de Chris que vai até a Raccoon atrás de seu irmão que está desaparecido desde o incidente da mansão Spencer, ocorrido algum tempo antes.

Por uma sorte (e ao mesmo tempo azar) do destino, Leon encontra Claire sendo perseguida por uma horda de zumbis. Ao tentar fugir do local, o carro onde eles estão acaba sofrendo um acidente (o primeiro de vários que Leon sofre) e os dois acabam se separando. Um novo vírus, chamado G-Virus, é criado por William Birkin, que por uma infelicidade do destino, confia nas pessoas erradas e, para não morrer, injeta quantidades enormes do G em seu corpo.

Transformado em uma criatura monstruosa e resistente que é movido somente pela sua antiga raiva pela Umbrella ter acabado com sua vida, Birkin tenta destruir todos os antivírus e, também, todos que entram em seu caminho. O grande problema é quando uma de suas prováveis vítimas é Sherry, sua própria filha, que consegue sobreviver graças à Claire.

No meio do caminho, Leon encontra Ada Wong (the bitch in the red dress), uma personagem que acaba se tornando de extrema importância na franquia, mas que irei contar logo depois. A jogabilidade do segundo título da franquia foi melhorada e algumas novidades também acabam deixando a experiência do jogador mais complicada, como os personagens começarem a andar com bastante dificuldade e de forma muito lenta quando está bastante ferido. Mas a principal novidade foi o sistema de cenários, que era composto por dois CD’s, um exclusivo para o Leon e outro para Claire.

Caso você iniciasse o jogo com Leon, automaticamente ao finalizar seu cenário, você deveria inciar e terminar o cenário de Claire, o que era chamado de Cenário A e Cenário B. E esse jogo deu a abertura para o terceiro título da franquia.

Chamado de Nemesis no Ocidente e The Last Escape no oriente, o terceiro título da franquia se aproveitou, em partes, da história do segundo jogo. Utilizando mais uma vez Jill Valentine, seu único objetivo é, literalmente sobreviver e escapar da cidade, mas por um caminho diferente de Leon e Claire.

Com novidades como a criação de munição para todos os tipos de armas existentes no jogo (desde munição para sua pistola até as poderosas balas de Magnum) e com o fato que, auxilia e muito na jogabilidade, você pode correr nas escadas, fato que não ocorria nos jogos anteriores, toda a ação e terror do terceiro título ficou mais fluído.

No jogo também podemos controlar Carlos Oliveira, o brasileiro que faz parte da força mercenária da Umbrella chamada de U.B.C.S. (Umbrella Biohazard Countermeasure Service), que foram convocados para ir até Raccoon City tentar recuperar a cidade, coisa que não acontece. Até porque Nicholai Ginovaef, um dos membros da U.B.C.S., dá uma mãozinha para a treta acontecer;

Também não podemos esquecer do Nemesis, a arma suprema criada e controlada pela Umbrella com a missão de erradicar todo e qualquer membro sobrevivente da S.T.A.R.S., missão que ele vinha cumprindo com louvor até encontrar Jill.

Uma das surpresas de Resident Evil 3 foi o modo Mercenários, onde após você virar o jogo em qualquer dificuldade, é liberado. O mini-game te dá a possibilidade de conseguir armas mais fortes e a tão almejada maleta de munição infinita. Lógico que ela vem com um preço, o aumento da dificuldade e da inteligência artificial contida em Nemesis. Então, caso você queira facilidade, lembre-se disso: Nemesis aprende a desviar de seus foguetes. O jogo, que é o meu favorito da franquia, meio que te obriga a encerra-lo pelo menos 8 vezes, que é o número de epílogos existentes nos extras e que contam o que aconteceu com cada personagem da franquia que apareceu até o momento.

Ainda sobre a linha principal, existe um título da franquia que quase não é lembrado pelos jogadores, até porque foi o primeiro da franquia fora dos consoles da Sony. CODE: Veronica foi lançado para o, na época, promissor Sega Dreamcast e o primeiro para os consoles 64bits. O jogo continuava com a busca de Claire Redfield por seu irmão Chris, que havia ido para a Europa tentar destruir de vez a Umbrella, que já havia sofrido um duro golpe com a destruição de Raccoon City em Resident Evil 2 e 3.

O jogo, que é considerado o mais difícil da série, utilizava todo o poderio gráfico do console da Sega e tinha uma quantidade de item MUITO escassa, o que deixava o jogo ainda mais tensos, já que os zumbis e outras criaturas presentes em Veronica eram, de longe, os mais fortes vistos até o momento. Esse título foi um dos pouco que eu joguei somente duas vezes, então minha memória sobre toda a trama sobre a família Ashford é bem vaga na minha mente.

Ainda temos mais quatro jogos da franquia para falar. Mas vamos deixar avisado: estamos falando somente dos jogos da linha principal. As séries Outbreak e Revelations ficaram de fora por enquanto… por enquanto.

Então fiquem ligados por que na próxima sexta vamos continuar falando porque amamos Resident Evil!

Leia mais sobre Games