PARTINDO MAIS UM POUCO PARA TEORIAS DE GAME OF THRONES!

A série inspirada nos livros de George R.R. Martin está em destaque desde sua estréia em 2010, mesmo depois de cinco livros e sete temporadas disponíveis através da HBO GO, Game of Thornes não sai de nossa cabeça. Sua acalmada ultima temporada esta sendo prevista para 2019.

Com tanto tempo de espera ainda pela frente, cabe a nós, nos cercarmos de conteúdo extra e nos distrairmos com aquelas teorias “maravilindas” que só um verdadeiro fã seria capaz de criar. Como dirá nossos Coxudos… Borá lá!

Para alguns, o encontro de Daenerys Targaryen e Jon Snow já estava escrito nas estrelas há muito tempo… ops, nas estrelas não kkk, estava descrito nas “CHAMAS”… Mas como diria minha mãezinha, iniciemos do principio: Quem é esse deus R’hllor e o que ele tem haver com os dois personagens principais de Got?

A adoração ao deus “R’hllor” é uma tradição religiosa original do continente Essos, existente há muitos séculos. Não se sabe ao certo quando se iniciou seu culto, porem, grandes templos foram erguidos em sua homenagem, principalmente nas cidades livres de Pentos, Lys, Bravos, Selhorys e Volantis; outros tantos, de pequeno porte, se espalharam rapidamente pelo restante do continente.

Constantemente chamado de “O Senhor da Luz”, seu símbolo é um coração em chamas; dizem que ele trás consigo o calor e a vida, teoricamente dizendo, ele seria aquele que estaria do lado do “bem” ou que protegeria os “vivos”.

Seus seguidores estão há muitos anos tentando arrebanhar devotos, não apenas em Essos, mais também em Westeros; essa devoção, no entanto, não ganhou muita popularidade no novo continente, um bom exemplo de tentativa de expansão foi realizada através do sacerdote Thoros de Myr “O Feiticeiro Vermelho”.

CURIOSIDADE 1: Thoros de Myr era o mais jovem de uma família de oito irmãos e foi entregue ao templo como oferenda ao deus R’hllor ainda muito menino; cresceu no “Templo de Fogo” existente na cidade de Myr; nunca foi muito dedicado ao sacerdócio e constantemente era pego em bebedeiras e se divertindo com mulheres, porem, mesmo assim, foi o escolhido para ir ate Porto Real a fim de converter o Rei Aerys II – o “Rei Louco” – visto que o mesmo, tinha fama de ser obcecado pelas chamas, entretanto, falhou ao tentar impressioná-lo com suas técnicas de magia de fogo, sendo ate mesmo ridicularizado por ele muitas vezes…

Com a queda da casa Targaryen, Thoros se aproximou do novo monarca e fez uma grande amizade com o Rei Robert Baratheon; juntos fizeram muitas festas regadas a vinho e mulheres, deixando assim, sua fé de lado; ótimo cavaleiro e lutador; chegou a vencer Sandor Clegane por três vezes em torneios realizados pela coroa e ficou muito famoso por utilizar uma espada em chamas durante suas lutar (*utilizava um técnica a partir de fogo vivo para acender a lâmina).

No inicio do enredo vemos Thoros se juntar ao grupo de Beric Dondarrion, que havia sido encarregado por Eddard Stark, como Mão do Rei, de caçar Gregor Clegane e trazê-lo para a justiça do rei. *para quem não sabe “a Montanha que Caminha” estava realizando saques e estupros por diversas vilas pequenas nesse período e muitos súditos foram a Porto Real em busca de justiça, como Robert estava ausente, Ned assumiu a responsabilidade de punir ele e seu grupo pelas atrocidades realizadas. Gregor Clegane emboscou o grupo e Beric acabou sendo morto;

Thoros ao executar um tradicional ritual de sepultamento que apenas os sacerdotes vermelhos conhecem, sem querer, conseguiu ressuscitá-lo. Logo em seguida o Rei Robert falece; Beric e Thoros decidiram fundar um grupo de foras da lei, chamado de “Irmandade Sem Bandeiras“, sendo assim, a defesa entre os camponeses e soldados que se encontravam entre as Terras Fluviais; a partir daí, Thoros experimentou um despertar espiritual, e continuou a ressuscitar Beric constantemente, tendo sua fé renovada e hoje confia cegamente que Beric é o escolhido do senhor da luz para algo muito maior.

Portanto, quando seu pobre peito rasgado parou de se mover, dei-lhe o beijo do bom deus para encaminhá-lo. Enchi a boca com fogo e soprei as chamas para dentro dele, através de sua garganta, para pulmões, coração e alma. Chama-se o último beijo, e vi muitas vezes os velhos sacerdotes concedendo-o aos servos do Senhor quando estes morriam. Eu mesmo o tinha dado uma ou duas vezes, como todos os sacerdotes têm de fazer. Mas nunca antes tinha sentido um morto estremecer enquanto o fogo o enchia, nem visto seus olhos se abrirem. Não fui eu quem o convocou, senhora. Foi o Senhor. R’hllor ainda pretende algo dele. A vida é calor, e o calor é fogo, e o fogo é de Deus e só de Deus. 

George R. R. Martin

pg. 389. Capitulo Arya, Game of Thrones - Livro Três: A Tormenta de Espadas

Ao que tudo indica, o “Ultimo Beijo” seria algo como a extrema-unção, um rito de passagem para que a alma descanse em paz, porem, no caso de Beric, acabou por lhe conceder a vida, no entanto, sua missão ainda é desconhecida. É inegável o poder do “Senhor da Luz” nesse caso.

Partindo dessa premissa, o seu contra ponto seria o “Deus cujo nome não deve ser pronunciado”, isso mesmo, você pensou em Lord Voldemort nesse momento =) kkkk eu pensei kkk. Opa… Como assim tem mais um deus na jogada? Em Westeros tem os “Sete” e os “Deuses Antigos” do Norte… Esse deus do Fogo que Melissandre e Thoros já falaram e agora você me diz que tem mais um?

Sim, tem mais um:

A verdade esta a sua volta, basta olhar para ela. A noite é escura e cheia de terrores, o dia, luminoso, belo e cheio de esperança. Uma é negra, o outro, branco. Há gelo e há fogo. Ódio e amor. Amargor e doçura. Macho e fêmea. Dor e prazer. Inverno e verão. Mal e bem. – ela deu um passo em sua direção. – Vida e morte. Em todo parte há opostos. Em toda parte há a guerra. (…) Existem dois, Cavaleiro das Cebolas. Nem sete, nem um, nem cem ou mil. Dois! (…) De um lado está R’hllor, o Senhor da Luz, o Coração de Fogo, o Deus da Chama e da Sombra. Contra ele ergue-se o Grande Outro, cujo nome não pode ser pronunciado, o Senhor das Trevas, a Alma do Gelo, o Deus da Noite e do Terror. 

 

George R. R. Martin

pg. 258. Capitulo Davos , Game of Thrones - Livro Três: A Tormenta de Espadas

Em síntese essa entidade seria o “deus do frio”, aquele que busca o fim, a morte e “talvez” a destruição completa da humanidade; conhecido também dentro do enredo como o “Grande Outro” e é por isso que personagens como Jon Snow chama os White Walkers de “Os Outros”; eles seriam criaturas vindas do frio a serviço desse grande deus do “mau”. A personagem chamada de a “Velha Ama”, conta a Bran Stark em diversas citações que “O Grande Outro”, irá um dia retornar e trazer a “noite eterna”, condenando os vivos a escuridão e a morte.

Os sacerdotes que servem ao “deus vermelho” acreditam que R’hllor irá responder às orações de seus seguidores através da concessão de visões e habilidades.

“A Senhora Melisandre disse-nos que às vezes R’hllor permite que seus servos fiéis vislumbrem o futuro nas chamas”.  

 

George R. R. Martin

pg.108. Capitulo Davos, Game of Thrones - Livro Três: A Tormenta de Espadas

São poucos os sacerdotes que possuem um real contato com a divindade. A personagem Melissandre afirma que muito de suas capacidades são truques que aprendeu nos templos e que uma manifestação real de contato com a divindade R’hllor é muito rara, porém, depois que o cometa vermelho riscou o céu, tudo se intensificou e ate mesmo ela passou a ver coisas nas chamas constantemente.

Ela afirmou que seus poderes foram aumentando gradativamente, principalmente com sua chegada à Muralha, local esse, o mais frio onde ela já esteve na vida. Thoros de Myr também sente o poder de seu deus se manifestar nas chamas.

– Às vezes, ele vê coisas nas chamas – disse-lhe o escudeiro. – O passado. O futuro. Coisas que estão acontecendo muito longe.

(…)  – Pode mesmo ver o futuro? – Gendry perguntou de súbito.

– Aqui, não. Agora não. Mas certos dias, sim, o Senhor da Luz concede-me visões. – respondeu Thoros.

 

George R. R. Martin

pg. 427. Capitulo Arya, Game of Thrones - Livro Três: A Tormenta de Espadas

Na obra também é citado que todas as noites, os sacerdotes vermelhos acendem fogueiras em seus templos e entoam orações pedindo ao deus R’hllor para trazer de volta o amanhecer. Em sua crença, “os dias de trevas” estão próximos e apenas o “deus vermelho” poderá trazer o calor novamente ao mundo.

Para os seguidores do deus R’hllor, ambos os deuses estão eternamente destinados e viver em batalha pelo destino do mundo, uma luta que, segundo a antiga profecia dos livros de Asshai, só vai acabar quando Azor Ahai retornar ao mundo empunhando uma espada flamejante, a chamada “Espada Vermelha dos Heróis”. (*cada região chama a espada de um jeito, a forma mais popularmente conhecida é Luminifera).

Como todos já conhecemos essa profecia, seguiremos nesse contexto para a teoria em si: um herói ira surgir em tempos de desespero e ele será o portador da “luz”, se a profecia for real item a item, a única personagem do enredo que se encaixa é Daenerys Targaryen. Mas e a espada Luminifera, onde entre nessa treta toda?

Eu estava relendo mais atentamente o livro um “A Guerra dos Tronos” e uns dos capítulos de Daenerys, na passagem onde Mirri Maz Duur está com Khal Drogo dentro da tenda, entoando canções de magia antiga para revivê-lo. Lá fora, Danny permanecia aflita e sofrendo as dores do parto em meio a seu khalasar sendo desfeito… Nessa passagem Danny vê através da tenda algumas imagens… Entre estas, ela descreve um lobo muito grande e um homem envolto em chamas… Assustada, ela desmaia pouco depois disso e quando acorda sente-se diferente.

Dentro da tenda, as formas dançavam escuras contra a sedaria, rodeando o braseiro e o banho sangrento, e algumas não pareciam humanas. Vislumbrou a sombra de um grande lobo, e outra que era como um homem envolvido em chamas. (…) Seus olhos abriram-se para o céu vazio e morto, negro, triste e sem estrelas.

 

George R. R. Martin

pg. 503. Capitulo Daenerys, Game of Thrones - Livro Um: A Guerra dos Tronos.

Sabemos que Martin é daqueles autores que deixam pequenas migalhas de informação para nós fãs seguirmos ao longo da leitura, partindo desse ponto de vista, podemos questionar sobre o que Danny viu realmente… Teria ela tido um vislumbre de seu destino naquele momento?

Vimos com o desenrolar do enredo da série, *que já ultrapassou em muito os livros lançados*, o quão importante o arco narrativo de Jon Snow é, principalmente devido à revelação de quem são seus reais pais: o príncipe Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark.

Analisando através dessa revelação podemos afirmar que ver essas imagens naquele momento tão tenso e critico da vida de Daenerys signifique, de certo modo, o encontro de ambos os personagens no futuro narrativo da obra literária, assim como já aconteceu na série.

Chamou-me muito a atenção o fato de ela descrever o animal como sendo um “GRANDE LOBO” e não apenas lobo ou um cão… Não acho que seja coincidência o símbolo da casa onde Jon Snow cresceu ser um lobo gigante e a imagem descrita receber essa descrição. Já a figura do homem envolvido por chamas seria nesse caso o próprio Jon Snow.

O símbolo dos Starks é um lobo gigante e que Jon tem seu lobo Fantasma como sua sombra, seria possível que durante esse vislumbre o grande lobo descrito seja o próprio Fantasma em posição de lutar ao lado da luminifera viva. “Péra”… Como assim… Por quê?

Bem, já sabemos que ele é fruto de um sacrifício de amor, como conseqüência, tal fato poderia fazer dele a personificação física da luminifera, seu nascimento em meio à guerra o marcou tão profundamente que justificaria a figura masculina em volta em chamas que Danny viu através da tenda, fazendo dele, não o Azor Ahai como muitos teorizam, mas sim a “arma” a ser utilizada pelo próprio.

Jon Snow morreu devido a uma traição de seus companheiros de guarda, que viram nele uma bondade que não entendiam, deduziram que ele era fraco como líder e o assassinaram.

Ser um homem nobre causou muitos problemas para ele, porem, essa nobreza possa ter sido o principal motivo para sua ressurreição; sua morte foi necessária para que sua alma em fim se “acende-se em luz” e faria total sentido à entidade R’hllor surgir naquele momento onde Mirri Maz Duur convocava um poder tão antigo, afinal o “deus vermelho” ter trazido Jon Snow dos mortos, significaria que sua real tarefa ainda não tinha sido realizada; a figura do Grande Lobo entra como uma pista do elo entre os Starks e a batalha contra “O Grande Outro” que ainda ira ocorrer no enredo, sendo Jon a arma a ser usada na busca pela vida contra o “deus Frio”.

Mar por que o chamar de arma? Analisemos o desenrolar da trama nessa sétima temporada e suponhamos que os livros que ainda estão aguardando lançamento sigam a mesma linha de desenrolar. Jon Snow depois de ter voltado a vida, abandonou a patrulha da noite e partiu em busca de aliados para proteger a vida humana, afinal, ele próprio já combateu diretamente o vagantes e sabe muito bem do que são capazes.

Ele buscou Daenerys Targaryen como aliada, pois sabia que através dela e de seus dragões, poria alcançar a vitoria; ele esta constantemente na linha de frente de todas as batalhas e não teme mais a morte; sendo assim, podemos afirmar que em um confronto direto contra o Rei da Noite, Jon sem duvida seria a “arma” mais capaz de se aproximar do mesmo.

CURIOSIDADE 2: Na série, Melissandre foi capaz de trazer Jon Snow a vida com a ajuda de seu deus, porem, lembro-lhes que no ultimo livro publicado, o personagem Jon Snow permanece morto e muitos acreditam que o jovem rapaz tenha “worgado” em seu lobo Fantasma, permanecendo vivo através do mesmo; #teoriascomonaoama-las já me empolguei para um próximo post  kkk. Sendo assim, o rumo do enredo nos livros pode sofrer grandes alterações com relação ao seriado.

Mas voltemos ao tema principal: o que Danny viu através da tenda seria uma premonição de seu “destino de fogo”, em outras palavras, seria a profecia do encontro da Khaleesi com o Lobo Branco e da função que ambos desempenhariam juntos a frente; fazendo de ambos os protegidos do “deus vermelho”. Daenerys e seus dragões seram fundamentais para que juntamente a Jon se alcance a vitoria.

A espada Luminifera, não precisa ser necessariamente uma lâmina, ela poderia ser apenas uma simbologia referente à “alma de luz” necessária para colocar o verdadeiro herói no caminho correto da guerra.

Nesse caso, Jon Snow seria a “alma de luz” e Daenerys Targaryen a “heroína” a ser colocada no rumo do que realmente importa, se eles permaneceram vivo ou não ate o fim dessa jornada só poderemos saber quando a séria for liberada pela HBO, assim como os livros tão esperados.

Teorias como viver sem elas. Espero que gostem e ate a próxima… fui o/ #coxinhanerdgot

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