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A MORTE DO WHITE WALKER: DIFERENÇAS ENTRE SÉRIE E LIVRO

Desde o primeiro momento em que se lê o livro das “Crônicas de Gelo e Fogo” pela primeira vez, nós fãs ficamos completamente impactados ao conhecer brevemente a “Patrulha da Noite”, bem como seus patrulheiros em um encontro com um “ser” desconhecido chamado de “White Walker” – “Caminhante Branco” ou também conhecido como “O Outro” dentro do enredo.

Esse primeiro contato ocorre através do personagem chamado de “Patrulheiro Will” que é testemunha da morte de seus “Companheiros Corvos” .

Logo de inicio já temos uma diferença de narrativa entre série e livro: na série o patrulheiro Will esta no chão vivenciando os ocorridos e é visivelmente poupado pelo “White”, isso levantou alguns questionamentos sobre a motivação do “Caminhante Branco” em permitir que Will permanece-se vivo. Será que era desejo dos “Whites” que os humanos soubessem de seu retorno????

Já nos livros temos o personagem Will escondido em uma árvore: vendo os eventos de cima, posteriormente, desce e foge, quando o White não esta mais por perto.

Tanto na série como nos livros, o patrulheiro Will fica tão apavorado com o que viu, que acaba desertando da guarda da Patrulha da Noite, o que é considerado um crime gravíssimo no norte.

*nos livros Benjen Stark chega a citar que Will era um “Verdadeiro Guarda da Floresta” e sua deserção não faz nenhum sentido para ele, tanto que ao retornar para a “Muralha de Gelo”, ele acaba indo para as “Terras de Sempre Inverno” investigar.  QUER SABER MAIS SOBRE A PATRULHA DA NOITE E OS MISTÉRIOS DOS WHITE’S? ACESSE AQUI!

Will tenta contar o que viu alem da muralha, no entanto, é taxado como delirante e condenado a decapitação por Lorde Eddard Stark, Protetor do Norte e, portanto, encarregado de aplicar a chamada “Justiça do Rei”. *os chamados “Caminhantes Brancos” são uma lenda muito antiga do continente de Westeros e, portanto, taxado apenas de “anedota popular”, um conto passado de geração a geração que ninguém se importa muito.

CURIOSIDADE 1: Os “White Walker’s”, são descritos nessas lendas dos livros como criaturas muito pálidas de olhos de um azul vivo *como uma estrela que arde no céu*; desejosos de carne humana e monstruosos que almejam a noite eterna (*pouco se sabe deles nos livros e aparecem bem menos que na série); já na série foram apresentados como extremamente fortes, ágeis e inteligentes; são capazes de criar outros iguais a eles através do toque de se “Rei”, outra característica dos “White Walker’s” é a capacidade de levantar os mortos de suas sepulturas, transformado os mortos em “Whigts”, popularmente conhecidos como “Zumbis de Gelo” ou “Vagantes”; que são controlados pelos “White Walker’s” e perseguem qualquer coisa que tenha vida e são facilmente morto por fogo, o que facilita em combate desde que se possua fogo por perto, no entanto, os “Caminhantes Brancos” não temem o fogo, e são bem mais complexos de serem mortos.

*nos livros os “Caminhantes Brancos” possuem uma linguagem própria e o som é similar ao quebrar de gelo fino a se partir na superfície de um lago, fato esse descrito pela primeira vez por patrulheiro Will e novamente citado por Sam Tarly no livro três: A Tormenta de Espadas.

No decorrer, tanto da série como dos livros, vemos a “Patrulha da Noite”  fazer uma incursão para “além da muralha”, logo após o ataque sofrido pelo “Lorde Comandante Jeor Mormont” por um “morto vivo de olhos azuis”: a intenção principal dessa jornada é entender melhor o que esta ocorrendo no extremo norte do continente e de alguma forma, prevenir qualquer que seja o inimigo.

Durante esse trajeto, Samwell Tarly segue junto aos demais “irmãos de vigília” como intendente responsável pela administração de recursos primários como: água e comida, enquanto Jon Snow segue como “intendente particular” do Lorde Comandante, porem, Jon Snow acaba sendo enviado a uma missão de reconhecimento à frente, e Sam assume sua função junto ao Lorde Comandante Mormont. *ok ate ai nenhuma grande novidade.

Posteriormente a esse afastamento de Jon Snow, ao longo do percurso, vemos que os homens da “Patrulha da Noite” sofrem um ataque na região do “Punho dos Primeiros Homens”, porem, nada realmente nos é entregue visualmente na série.

Já nos livros, vivenciamos o ataque dos “Caminhantes Brancos” e de seus “Zumbis de Gelo” de uma forma mais vivida através das memórias de Sam, após o evento do ataque: a patrulha da noite enfrentou os “White Walker’s” bem como seus “Zumbis” na região do “Punho dos Homens”, sofrendo dezenas de baixas e fugindo o mais rápido possível de volta para a Muralha de Gelo. *em paralelo a isso, Jon Snow é dado como morto, a final, nenhum dos homens que partiram para a missão de reconhecimento retornou. Abaixo segue trecho do livro:

” (…) se parasse, morreria. Sabia disso. Todos os poucos que restavam sabiam. Tinha sido cinqüenta quando fugiram do Punho, talvez mais, mas alguns haviam se perdido na neve, alguns dos feridos tinham sangrado ate a morte… e, às vezes, Sam ouvia gritos atrás de si, vindos da retaguarda, e uma vez ouviu um berro horrível. Quando ouviu aquilo, correu vinte ou trinta metros, tanto e tão depressa como tinha sido capaz, levantando neve com os pés meio congelados. Ainda estaria correndo se suas pernas fossem mais fortes. Eles estão atrás de nos, eles ainda estão atrás de nos, estão nos levando um por um.” 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg. 181 , Livro Três: A Tormenta das Espadas.

Na série, assim como nos livros, nessa altura, Sam carrega consigo um punhal feito de “Vidro de Dragão”.

“Possuía duas facas; o punhal de vidro de dragão que Jon lhe dera e o de aço com que cortava a carne”. 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg. 181., Livro Três: A Tormenta das Espadas.

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Cansado da caminhada, Sam freqüentemente ora aos deuses nos livros, a qualquer um deles, já na série, ele apenas aparece com uma cara de exaustão e reclama da caminhada em voz alta.

Mãe, tenha piedade, mãe, tenha piedade, mãe, tenha piedade _a mãe dele encontrava-se a léguas ao sul, em segurança, com as irmãs e com o irmão mais novo, Dickon, na fortaleza de Monte Chifre. – Ela não pode me ouvir, e a Mãe do céu também não. _ a Mãe era misericordiosa, os septões eram unânimes em afirmá-lo, mas os Sete não tinham poder para lá da Muralha. Ali eram os velhos deuses que governavam os deuses sem nome das arvores, dos lobos e da neve. – Piedade. _ sussurrou então, para qualquer deus que esteja ouvindo, velho ou novo, ou até para demônios. _oh piedade, piedade de mim, piedade de mim. Maslyn gritou por piedade. Porque teria se lembrado subitamente daquilo? Não era nada que quisesse se recordar. O homem tinha tropeçado para trás, deixado cair a espada, suplicando, rendendo-se, chegando a arrancar a grossa luva negra e atirando-a sua frente com se fosse uma manopla. Ainda guinchava, quando a criatura o ergueu no ar pelo pescoço e quase arrancou sua cabeça. Nos mortos, não resta piedade qualquer piedade, e os OUTROS… não, não deve pensar assim, não pense, não se lembre, limite-ser a andar, limite-se a andar, limite-se a andar.” 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg. 183., Livro Três: A Tormenta de Espadas.

Samwell acaba por desabar na neve, rendendo-se a morte.

A diferença primordial entre série e livro se inicia nesse momento: na série seus companheiros de caminhada tentam ajudá-lo, enquanto que temos um personagem o ofendendo constantemente ate ser forçado pelo Lorde Comandante Jeor Mormont a mantê-lo em pé sobre a ameaça: Se ele morrer, você morre!!!

Irritado, esse personagem segue com suas ofensas e ameaças a Sam; o mantendo em pé e caminhando ate chegar na “Fortaleza de Craster”.

Já nos livros vemos uma cena similar a essa descrição, no entanto, Sam é motivado por seus irmãos de patrulha a continuar.

CURIOSIDADE 2: Paul “Pequeno” é um “Patrulheiro Intendente”, de rosto largo e bruto; barba castanha, olhos castanhos e mãos enormes; alto e forte o suficiente para quebras as costas de homem apenas com um abraço, como já fez com um selvagem. Apesar de sua força, ele nunca foi um homem rápido, portanto, seu tamanho acaba por deixa-lo lento em lutas. Paul é um homem de raciocínio lento e facilmente manipulável, sendo assim, ao lado de Chett, Adaga, Pé-Leve, Ollo Mão-Cortada, Doce Donnel Hill, Lark, Rolley. Karl Pé-Torto, Maslyn, Serrote e outros três homens, Paul Pequeno é convencido a entrar na trama dos conspiradores que desejam a morte do Senhor Comandante Mormont, porem, apesar de todo o planejamento de Chett, a conspiração é frustrada por um ataque inesperado de “Caminhantes Brancos” e “Zumbis de Gelo”.

Paul “Pequeno” (que na verdade não é nada pequeno), o carrega Sam em suas costas, boa parte do caminho ate se cansar, Grenn, Paul e Sam fazem uma pausa e a marcha continua a frente. * Paul é chamado para ajudar a carregar Sam, justamente por sua força e como foi falado a cima, ele é facilmente influenciado, por uma promessa de ganhar um corvo quando chegassem na muralha, desejoso de um “amigo animal”, Paul “Pequeno” se esforça para ajudar Sam.

Após esse momento de descanso, o seguinte ocorre nos livros:

“Grenn deu-lhe um ponta pé, uma solida pancada que rachou a crosta de neve que havia em volta de sua bota e a fez voar para todo lado. – Em pé! _ voltou a chutá-lo. – Levante-se e ande. Tem de andar. _ Sam caiu de lado, enrolando-se a fim de se proteger do ponta-pé. Quase não os sentia, através de toda a sua lã, couro e cota de malha, mesmo assim doíam. Pensava de Grenn fosse seu amigo. Não se deve chutar os amigos. Porque não me deixa em paz? Só preciso descansar. É só isso, descansar e dormir um bocado, e talvez morrer um pouco.” 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg. 187., Livro Três: A Tormenta de Espadas.

Grenn estava com uma tocha de fogo em mãos, enquanto que Paul descansava suas pernas; Grenn continuava a argumentar com Sam, motivando-o a se erguer, ate que escutaram um barulho e se depararam com o inimigo, tudo muito rápido e intenso:

“O Outro deslizou graciosamente da sela e ficou em pé na neve. Era magro como uma espada, e de um branco leitoso. Sua armadura ondulava e transformavam-se quando ele se movia, e seus pés não quebravam a crosta de neve recém caída. (…) A espada do Outro cintilou com uma tênue incandescência azul. Moveu-se na direção de Grenn, rápida como um relâmpago, golpeando. Quando a lamina de um azul gelado roçou as chamas, um grito agudo apunhalou os ouvidos de Sam, afiado como uma agulha. (…)As criaturas tinham sido lentas e desajeitadas, mas o Outro era ligeiro como neve no vento. (…) o medo que então dominou Sam foi pior que qualquer outro medo que já sentira, e Samwell Tarly conhecia todos os tipos de medo. (…) sua espada de cristal torceu-se, girou e deslizou entre anéis de ferro da cota de malha de Paul, através de couro e lã, de osso e carne. saiu por suas costas com um sssssssilvo e Sam ouviu Paul dizer ‘oh’ quando deixou cair seu machado. (…) o grandalhão tentou agarrar seu assassino com as mãos e quase conseguiu antes de cair. Seu peso arrancou a estranha espada pálida das mãos do Outro. (…)Vá em frente agora. Pare e chorar e lute, SEU BEBÊ. Era o pai que ouvia, era Alliser Thorne, era o irmão Dickon e o garoto Rast. Covarde, covarde, covarde. Soltou um risinho histérico. (…) -_Vá em frente Sam. Aquela agora seria Jon? Mas Jon estava morto. Consegue ir em frente, consegue, apenas vá em frente. E então viu-se tropeçando para frente, realmente caindo mais do que correndo, fechando os olhos e projetando cegamente o punhal adiante com as duas mãos. Ouviu um “crac”, um som como aquele que gelo faz quando se quebra aos pés de um homem, e em seguida um guincho tão estridente e penetrante que cambaleou para trás com as mãos nos ouvidos e estatelou-se sobre o traseiro.” 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg. 191 e 192., Livro Três: A Tormenta de Espadas.

Sam Tarly agiu, quando nem mesmo suas pernas acreditavam que poderiam se mover, o medo deu espaço a algo muito mais intenso: o instinto de sobrevivência que todo ser vivo possui.

Quando enfim Sam deu por si, já estava diante de um mostro em agonia… Morrendo vagarosamente.

“Quando abriu os olhos, a armadura do Outro escorria por suas pernas em riachos, quanto o sangue azul – claro silvava e fumegava em volta do punhal negro de vidro de dragão que trazia espetado na barriga. Estendeu duas mãos brancas como osso para arrancar a arma, mas onde os dedos tocavam a obsidiana fumegavam. (…) o Outro minguava e se liquefazia, dissolvendo-se. Em vinte segundos, sua carne tinha desaparecido, afastando-se em redemoinhos de nevoa branca. Por baixo, havia ossos parecidos com vidro leitoso, brancos e brilhantes, que também eles se derretiam. Por fim, só o punhal de vidro de dragão ficou embrulhado em vapor, como se estivesse vivo e respirando. Grenn dobrou-se para apanhá-lo e atirou imediatamente ao chão. – Mãe, como esta frio! Obsidiana_ Sam ajoelhou-se com dificuldade. – Chamam de vidro de dragão, vidro de dragão. _ Riu e chorou e dobrou-se para vomitar sua coragem na neve.  Grenn ajudou Sam a ficar de pé (…) e depois voltou a pegar o punhal. Daquela vez conseguiu segura-lo. – Fique com ele. _ disse Sam. – Não é covarde como eu. – Tão covarde que matou um Outro. _ disse Grenn.” 

George R. R. Martin.

Cap. Samwell Tarly. Pg 192., Livro 3: A Tormenta de Espadas.

Após esse ocorrido Samwell Tarly passa a ser chamado por Grenn de: Sam “O Matador”, porem, o apelido acaba virando uma zombaria entre os demais integrantes da guarda, afinal, ninguém acredita nos relatos de Grenn, sobre a morte de um “White Walker”, ainda mais pelas mãos do “Covarde” Samwell Tarly.

CURIOSIDADE 3: é importante relembrar que na série essa cena não ocorre, o que vemos é Sam ficando pra trás e sendo abandonado por seus companheiros; assustado com a proximidade dos “Outros”, Sam se abaixa e esconde-se atrás de uma pedra enquanto uma “horda” de Zumbis de Gelo passam por ele sem feri-lo. Vemos até mesmo uma “Caminhante Branco” montado em um cavalo olhando diretamente para Sam, no entanto, o ser mágico o ignora e segue adiante em sua marcha, deixando Samwell vivo para contar o que viu ali.

Já o motim que vemos na série, ocorre de forma bem similar nos livros: reunidos na “Fortaleza de Craster”, com fome e cansados, muitos patrulheiros se levantam contra seu “Lorde Comandante”, matando Craster e Jeor, tomando para si as mulheres e os alimentos da fortaleza, bem como assassinando os “irmãos de patrulha” que foram contra o levante.

CURIOSIDADE 4: Antes de morrer, Jeor Mormont pede a Sam nos livros, como último pedido, para que ele fale para seu filho, o exilado Sor Jorah Mormont, para que ele honre seu sobrenome e se junte a Patrulha da Noite como forma de expurgar seus pecados e erros do passado.

Enquanto isso, Sam foge com Goiva/Guily e seu bebe recém-nascido, e é aqui que vemos na série Sam salvar a jovem e seu bebe de um “White Walker”, que diferentemente dos livros (onde vira uma poça de agua) se estilhaça ao contado do “Vidro de Dragão”; Sam segue rumo à segurança da muralha, onde encontram Bran Stark e o ajudando a passar para o outro lado da muralha. *nessa cena, Sam tenta argumentar com Bran para que ele fique na segurança da Muralha mais esse, por sua vez, mantem a ideia de seguir a diante, para as “Terras de Sempre Inverno”.

Já nos livros, Sam, Goiva/Guily e o bebe chegam até uma aldeia, mas eles acabam sendo atacados por criaturas, dentre eles o corpo reanimado de Paul “Pequeno”.

Sam luta com eles desesperadamente.

Sam acaba o golpeando com um pedaço de madeira em chamas, o que faz com que o cadáver de Paul “Pequeno” agonizasse e parasse de se mexer.

“Os zumbis de Gelo” avançavam sobre eles, que correm em desespero até serem salvos pelo personagem “Mãos-Frias”. *esse personagem aparece na série, apenas na sexta temporada, como sendo Beijen Stark “morto-vivo”, porem, na obra literária, não foi confirmado se ele realmente é esse personagem.

O personagem “Mãos-Frias” os levam em segurança até a “Muralha” e lhes que informa que há alguém em “Fortenoite” que deve ser enviado para ele; Sam estranha a informação, pois o Castelo de “Fortenoite” está vazio a décadas, mas não o questiona e segue para o interior da muralha. *na série Sam não encontra com “Mãos Frias”.

CURIOSIDADE 5: Uma das coisas mais interessante da estrutura física da Muralha, sem dúvida é o chamado “Portão Negro”, que se trata da segunda mais importante passagem existente entre a “Muralha” e as terras de “sempre inverno”: Localiza-se no antigo “Castelo de Fortenoite”. O Portão Negro é descrito com uma via secreta através da Muralha, já não utilizada pela patrulha, pois causa medo em muitos dos guerreiros; ela é selada por uma mágica tão antiga quanto à própria muralha, sua porta só se abre para um irmão juramentado da Patrulha da Noite que já tenha prestado juramento. #uau

Ao atravessar o “Portão Negro”, Samwell encontra Bran Stark, junto com Hodor, Meera, Jojen Reed e o lobo gigante Verão, dentro das ruínas do “Castelo de Fortenoite” que lhe pedem ajuda para atravessar o portão. *esse encontro ocorre na série, bem mais simplório do que o apresentado nos livros.

Sam reconhecendo Bran como irmão de Jon Snow, decide leva-os através de túneis até o “Portão Negro”, nessa passagem Sam está visivelmente desconfortável, mas mesmo assim segue pelo túnel até chegar a uma imensa estrutura de branco pálida.

O “Portão Negro” é negro apenas no nome: na verdade ele é feito de um caule de represeiro, tão branco, que assusta quem o vê pela primeira vez, como se fosse um fantasma no fim de um longo corredor; possui um grande rosto esculpido ao centro, que por sua vez se faz sensível ao som:

“O rosto era velho e pálido, enrugado e encolhido. “Parece morto”. A boca estava fechada e os olhos também; as faces eram encovadas, a testa mirrada, o queixo caído. “Se um homem pudesse viver durante mil anos e não morrer, mas a apenas tornar-se velho, seu rosto acabaria parecido com este”. – A porta abriu os olhos. Também eram brancos, e cegos. “Quem é?” – Perguntou a porta, e o poço sussurrou, “Quem-quem-quem-quem-quem-quem-quem. “Sou a espada na escuridão” – disse Samwell Tarly. “Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem. Sou o escudo que defende os reinos dos homens”. “Então passe” – disse a porta. Seus lábios se abriram, se abriram se abriram e se abriram ainda mais, até que nada restou a não ser uma grande boca escancarada, rodeada por um anel de rugas. Sam desviou-se e fez sinal para que Jojen passasse na sua frente. Seguiu-se Verão, farejando-o enquanto seguia, e depois foi a vez de Bran. Hodor abaixou-se, mas não foi o suficiente. O lábio superior da porta raspou suavemente no topo da cabeça de Bran, e um pingo de água caiu sobre ele e escorreu lentamente por seu nariz. Estava estranhamente quente, e era salgado como uma lágrima.” 

George R. R. Martin.

Cap. Bran Stark. Pg. 555 , Livro Três: A Tormenta de Espadas

Infelizmente esse portão não foi mostrado dessa forma na série.

Uma pena… Afinal seria magnífico de se ver algo tão misterioso e mágico na tela da TV.

Conta-me ai nos comentários o que você achou sobre as diferenças da morte do Caminhante branco, bem como do encontro de Bran Stark com Samwell Tarly.

EM BREVE UM PERFIL COMPLETO COM TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE SAMWELL TARLY… O/ BJOS… FUI!