Game of Thrones: Um fim com cara de meio!

-por , em 10/06 -
Game of Thrones: Um fim com cara de meio!

Olá fãs de Game of Thrones! Ontem (09/06/2013) tivemos a exibição do décimo e último episódio da terceira temporada de Game of Thrones. Depois de uma temporada muito criticada por alguns e muito elogiada por outros, temos muito a dizer, muito a esperar e muito a degustar ainda. Sabemos que esta terceira temporada foi apenas a primeira parte do terceiro livro da série, e que a segunda parte será inspiração da quarta temporada. Há quem reclame e há quem compreenda, qual sua opinião a respeito?

 

Eu, sinceramente, adorei a terceira temporada. Tudo bem que tivemos muita história, muita passagem de tempo e muita politicagem, mas adoro essa parte conceitual de Game of Thrones. Todos amamos uma boa guerra e uma boa cena de ação, mas a parte conceitual dá o ar que Game of Thrones carrega desde a primeira temporada e desde o primeiro livro – aquele ar de manipulação e jogo de interesses. Confesso que sou apaixonada pela mente arquitetadora de George R. R. Martin. Muitos o comparam a Tolkien, mas sua ficção, além de ter um tom medieval muito diferente do autor de Senhor dos Anéis, ainda conta com uma mente menos fantasiosa para os personagens. E sou encantada por este ponto.

 

Esta terceira temporada, desde o último ano, havia sido anunciada como sendo a representação da primeira parte do terceiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo. Claro que os aficionados pelos livros ficam criticando e cobrando semelhanças a todos momento – mas sério mesmo? Em pleno 2013 as pessoas ainda acham que um seriado ou filme pode ser igual ao livro? Ai ai… De qualquer forma, vamos tentar ser práticos: Comece a ler um livro de 600 páginas. O começo do livro te dará um contexto, o meio do livro te dará motivos para o ponto alto e o final do livro será o ponto alto efetivo. Agora transpasse isso para o seriado – a terceira temporada contou como a primeira parte + parte da metade do livro – por isso tratou de ser conceito + motivo para ponto alto. A quarta temporada, de acordo com os próprios produtores, promete tratar da segunda metade dos motivos para o ponto alto + o ponto alto em si. Aprendamos a ser pacientes. Pressa não leva a lugar algum – já diria Cat Stark. 😉

 

Para começar a tratar do décimo episódio, que tal tocar no assunto da mais linda rainha de Westeros? A imagem do topo de quase todos os posts desta terceira temporada teve Daenerys Targaryen como protagonista aqui na Coxinha Nerd. Claro que existe um motivo, sou tendenciosa assumida – Daenerys é minha personagem favorita. Independente dos planos de R. R. Martin para ela e dos spoilers que todos vocês, amados, me dão, ainda sim sou apaixonada pelo conceito da personagem – e nada vai me tirar isso. Daenerys teve uma terceira temporada de crescimento na história e amadurecimento como pessoa.

 

Iniciou a história meio que sem rumo, sem crença, mas cheia de objetivos e coragem. Com essa determinação, chegou onde chegou. Os escravos a adoram, a seguem para onde for, a idolatram incondicionalmente. E ela não tem apenas escravos trabalhadores. Ela conta com um grupo de escravos guerreiros e determinados. Não acho que seu momento de glória será eterno, já entendi que a mente do autor é confusa com relação a felicidade, mas sei que ela tem todos os motivos e artifícios para se dar bem. Seus dragões também precisam se desenvolver mais, e por serem seres fantásticos e meio que poderosos demais, talvez ela não consiga ser ‘mamãe querida’ por muito tempo, não sei. Mas conto com muita coisa boa aí pela frente. Adorei seu fim, assim como havia adorado seu começo. Pudemos acompanhar a curva de crescimento desta personagem e isso foi fantástico.

 

game of thrones arya

 

Arya iniciou uma jornada logo na primeira temporada e desde então teve um crescimento grande enquanto pessoa, mas ainda não conquistou uma curva de crescimento na história. Claro, ela está conquistando nível, está sendo treinada, está buscando conhecimento e artifícios de defesa. Já teve contato com muito personagem de grande valor para sua história, conta agora com uma proteção (interesseira, mas real) do cão e ainda está conseguindo conquistar algumas realizações ao longo do caminho. Seu principal objetivo, que era encontrar sua mãe e irmão, infelizmente foi despedaçado pelos Frey, mas ela não se abateu, teve seu momento de choro e decepção, mas logo seguiu em frente. Adorei a parte em que ela desce do cavalo do cão no meio do caminho ao ouvir a conversa dos soldadinhos de chumbo que ajudaram na chacina, e assassina friamente o assassino de sua mãe e responsável pela costura da cabeça de lobo no corpo de seu irmão. Valar Morghulis e fé guiam esta justiceira. Sei que ainda teremos muitas surpresas e momentos tensos com ela também. Uma das minhas partes favoritas da história.

 

game of thrones robb

 

Nada muito a acrescentar sobre os acontecimentos na Casa dos Frey. Depois de cometer um dos maiores assassinatos da história da Guerra dos cinco reis, Walder Frey conta vantagem, rasga ceda para os Lannisters e ainda amaldiçoa quem o chamava de covarde e incompetente. Ok, o velho teve criatividade e coragem, mas também teve maldade e frieza em suas atitudes. Lord Bolton, espertinho como sempre, ganhou o norte e as ruínas de Winterfell, além de ter em seu poder Theon Greyjoy que anda sendo fortemente torturado por seu bastardo Ramsay. Enfim, tudo o que foi arquitetado por Tywin Lannister deu certo. Vamos ver até que ponto essa batalha está ganha por quem se considera rico demais e intocável demais. Só sei que a cena acima, tensa para os que não sabiam do livro, trouxe calafrios e sensações estranhas. Mais uma parte da tristeza por termos perdido o Rei do Norte e sua família.

 

game of thrones joffrey

 

Joffrey Baratheon (Lannister de sangue e alma) comete erros desde que colocaram uma coroa em sua cabeçorra. O pequeno reizinho assumiu sua postura maligna logo no primeiro dia de reinado, sente prazer em realizar torturas psicológicas, adora matar e sentir o sangue de seus inimigos escorrendo pelos dedos. Gosta de ver as pessoas sofrendo, o ódio dos inimigos alimenta sua alma. Enfim, ok, o menino é mimado. Esse mimo estava indo longe demais, até porque seu avô, o verdadeiro estrategista da história, aturou por tempo demais as besteiras que ele falou e fez. Na reunião do conselho em que foi anunciado a todos sobre a morte de Robb, mãe e esposa, Joffrey estava insanamente pulando de alegria, gritando aos quatro ventos que serviria a cabeça de Robb para Sansa em seu casamento. Esta nem sua mãe esperava, ela achou que o rapazote estava brincando. Tyrion, que já não tem paciência com o sobrinho há muito tempo, lhe deu um fora e foi ameaçado. Tywin, um Lannister que ainda me confunde por determinadas atitudes, mandou o neto para cama, para dormir e claro, calar a boca. O menininho chato foi, reclamando, mas foi.

 

As cenas entre Tywin e Tyrion sempre me deixam arrepiada. O pai não aceita até hoje o fato de sua esposa ter morrido no parto e de ter tido um filho anão, que, na época, como ele mesmo sempre diz, não servia para nada. Mas, em meio a frases pesadas e grosseiras, Tywin consegue nos deixar confusos com relação ao amor que ele sente por Tyrion. O que vocês acham? Tyrion, dentre seus filhos Cersei e Jaime, é o mais estrategista e inteligente, e, de certa forma, acho que Tywin enxerga isso. Será? Enfim, Joffrey ainda não morreu e isto está me agoniando.

 

game of thrones geyjoy

 

Greyjoy, tadinho, continua sendo torturado pelo bastardo de Bolton. A cena dele comendo aquela linguiça de porco enquanto comentava sobre a ‘castração’ do jovem Greyjoy foi de embrulhar o estômago. Mas pelo menos ele revelou seu objetivo, suas motivações e seus planos. Isso já ajudou bastante a clarear nossa mente. Fez todo sentido a estratégia de Bolton, o cara é bom mesmo. Greyjoy por muito tempo nos irritou, mas depois de tanta tortura, eu confesso até mesmo que tinha esquecido de suas maldades – o que é a mente humana né? Somos completamente contra qualquer tipo de tortura por natureza, a não ser que sejamos sádicos. Nem preciso saber o que vocês, leitores são. Mas enfim, acho que este pobre homem ainda sofrerá muito e, já digo logo, não vou me acostumar.

 

game of thrones yara

 

Yara Greyjoy, uma mulher de atitude, com determinação e poder. Gostei da primeira participação dela na série, não gostei de seu sumiço e simplesmente vibrei com seu belíssimo retorno agora no season finale. Ao receber uma carta de Lorde Bolton e seu Ramsay informando que estavam enviando o brinquedo preferido de Theon como presente e que, contavam com seu filho prisioneiro para torturas e estratégias, Lord Balon decepcionou sua filha ao dizer que não reconhecia mais o rapaz como filho. O que mantém as famílias em Westeros vencedoras e prósperas é a união. Vocês podem notar que as famílias em ruínas, são aquelas que não souberam lidar com poder e parentes. Os Lannisters são o melhor exemplo. Família é poder. Greyjoy peca nesse sentido desde sempre, já perdeu seus dois filhos mais velhos, Theon era ‘refém’ em Winterfell e enlouqueceu e Yara lutava por poder, mesmo sendo mulher.

 

Em um surto de ‘família é poder’, Yara (conhecida como Asha nos livros), decidiu por conta própria pegar seu navio mais rápido, os melhores matadores de seu exército, e rumar com honra e coragem para salvar seu irmão das torturas que anda sofrendo. Balon foi ameaçado por Bolton – que exigiu que ele saísse das terras conquistadas – e, sendo um velho turrão, agora está sozinho e abandonado para se defender. Pouco me importa o que acontecerá com este pai, estou ansiosa pelos próximos acontecimentos entre Yara e Theon – acho que será impressionante o que veremos.

 

game of thrones tyrion e sansa

 

Sansa finalmente encontrou um pequeno prazer em King’s Landing. Ao passear com seu marido Tyrion Lannister, a garota viu como é complicada a vida de um anão. O preconceito das pessoas faz com que ele seja constantemente motivo de chacota. O que acontece com a pequena e solitária herdeira de Winterfell desde que seu pai foi assassinado. Esse ponto de semelhança a fez sorrir depois de muito tempo triste e depressiva. Tyrion identificou um pequeno ponto de sadismo na esposa e estas pequeninas semelhanças e revoltas os fizeram se aproximar – a cena foi reconfortante. Mas por pouco tempo, já que logo a menina descobriu que os Lannisters assassinara seu irmão mais velho e sua mãe. Tyrion realmente não tinha o que dizer, já que se mostrou contra a atitude de seu pai e sobrinho. Mas acho que as coisas ainda podem mudar, para melhor entre eles.

 

Lord Varys, depois de presenciar o enfrentamento de Tyrion para com seu sobrinho na reunião do conselho, tratou de procurar a acompanhante de Sansa, conhecida também como a paixão da vida de Tyrion com o objetivo de convencê-la a sumir de King’s Landing. Seu reconhecimento com relação a inteligência e estratégia de Tyrion são fenomenais, já que nós, fãs, esperávamos que alguém reconhecesse isso há muito tempo, mas o que ele fez não foi legal. Para a mulher que ainda tinha uma pontinha de esperança, isso foi horrível. Mas ainda bem que ela não aceitou a proposta regada a diamantes e continuará por lá protegendo Sansa e seu pequeno amor. 😉

 

game of thrones jon snow

 

Uma cena desagradável: Ygritte alcançou Jon Snow e mandou sua frase de efeito ‘You know nothing Jon Snow’. Finalmente o rapaz respondeu que sabe sim de algumas coisas, como que a ama e que ela o ama. What a fuck, ele disse que também sabe que precisa voltar para casa e que precisava ter feito o que fez. What a fuck gigante, a mulher lhe meteu 3 flechas e ficou para trás chorando. Não curti as flechadas, torço muito por Jon. Pelo menos ele conseguiu chegar na Muralha, com seu cavalo, meio desmaiado, mas chegou. Sei que ele vai se recuperar rápido e que vai novamente manter sua coragem e determinação em dia, mas não se faz isso com Jon Snow né minha gente? Nem de brincadeira.

 

game of thrones baratheon

 

Lord Baratheon, Mulher Vermelha e Sir Davos – uma picuinha que se estendeu por toda a terceira temporada e que, finalmente terminou neste season finale com os três se sentindo necessários uns aos outros e com uma pequena aliança. Sir Davos que aprendeu a ler, se mostrou um estrategista de primeira linha – libertou o pequeno bastardo Baratheon, enfrentou seu Lord mór e sua Mulher Vermelha e ainda jogou na cara da sociedade que ele é e sempre será necessário. Fato, a própria mulher vermelha confirmou que ‘A verdadeira guerra acontecerá no norte, a guerra dos cinco reis não era nada perto do que está por vir. O mal está caminhando para lhes atacar, todos os Lords e todas as casas e que Sir Davos é sim necessário, tendo seu papel na guerra garantido’. Ponto para Sir Davos, aleluia Rei do Fogo e cabeça baixa de Lord Baratheon. Achei o final deles bem digno.

 

Como prometido, estou lendo o primeiro livro e lerei o segundo também. Compartilharei ainda minhas opiniões com vocês. Gostei da terceira temporada, achei de uma maturidade impressionante. Estou ansiosa pela quarta temporada e encerramento deste enredo de teia de aranha que é Crônicas de Gelo e Fogo – A Tormenta de Espadas. Ainda temos um ano pela frente antes do retorno da série, vamos aproveitá-lo da melhor forma possível. Na próxima semana temos True Blood retornando, depois Homeland, depois The Walking Dead – então teremos muito com o que nos preocupar. Ainda bem! 😉

 

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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