Não são poucos os filmes que falam sobre viagem no tempo. Destes, alguns dão palpites e tentam adivinhar como será nosso futuro – nossas roupas, tecnologias, cidades, músicas, entre outros, mas algo que sempre foi bastante retratado é a “robotização” do nosso dia a dia. Nesse mundo, quase tudo que estamos acostumados a fazer já é automatizado, como cozinhar, limpar a casa, trocar de roupa ou até mesmo trocar canais da televisão, nos restando a função de relaxar e aproveitar.

É um futuro que parece distante, até mesmo utópico não? Pior que não. Lá fora, em países como EUA ou Alemanha, as pessoas já estão vendo produtos de uma indústria que ainda não falamos sobre no Brasil: a automação residencial. É uma área que ainda está engatinhando, é verdade, mas ela já existe e para explicar melhor, comecemos pelo conceito da Internet das Coisas. Você talvez já tenha ouvido falar nesse termo, que é considerado uma revolução tecnológica e é a base para o processo de automação.

Nele, todos os nossos aparelhos estão conectados entre si – na maioria das vezes pela nossa rede wireless, mas podendo ser por bluetooth ou NFC por exemplo – e trabalham de forma que um passe informações para o outro. Nós já vemos isso em smartvs, smartphones, consoles de videogame… Mas a ideia é que possamos conectar objetos como lâmpadas, relógios, ventiladores e portas a essa mesma rede para facilitar nosso dia a dia.

Mas como isso funciona e como isso faz com que possamos viver a vida dos filmes de ficção? Calma, vou explicar. Normalmente os sistemas utilizam um ponto central que cuida de tudo que está conectado àquela rede, normalmente um aplicativo ou um dispositivo com comandos de voz. Por meio dele você pode ajustar o brilho de sua luz, começar uma música, ligar a TV, ventilador, ar-condicionado ou qualquer outra coisa, abrir ou trancar a porta e por aí vai.

Já existem dispositivos com esse intuito no mercado, como o Amazon Echo ou o Google Home, além da Apple ter lançado um aplicativo com esse propósito no iOS 10, o Home. Você compra algum desses pontos centrais, compra objetos que sejam compatíveis com ele e depois é só pareá-los. Pronto, você está no futuro e nem precisou entrar em um DeLorean!

Mas – ainda – não é bem assim. Como foi dito, a indústria de automação ainda está engatinhando e não temos muitos produtos compatíveis. O que já podemos encontrar são lâmpadas, caixas de som, fechaduras e câmeras de segurança prontas para a tecnologia de automação, mas nada que seja barato ou fácil de encontrar.

E claro, como no post sobre as cadeiras autônomas, devemos sempre tomar cuidado com tudo que pode nos induzir a preguiça e ao sedentarismo, pois sem atividades físicas nossa saúde é seriamente prejudicada. Mas é um debate interessante e coisas muito legais podem vir desses novos conceitos.

O que você acha sobre a automação da nossa vida? Corremos perigo ou andamos rumo à vida perfeita? Não deixe de comentar aí embaixo, na nossa página no Facebook e nas outras redes sociais: Como diriam agora Cris e Panda: é tudo COXINHANERD (tudo junto mesmo!).

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