A série conta a vida de um homem recém divorciado que convive com seus cinco melhores amigos. Entre eles estão seu melhor amigo de faculdade, uma figura excêntrica e vegetariana e um que tenta a sorte no mundo do entretenimento. Parece familiar? Não, não estou falando de Friends, mas, sim, Friends With Better Lives, uma série de comédia criada pela Dana Klein e exibida pela CBS. Porém, a confusão é justificada, uma vez que a série pareceu ter copiado muito de seus elementos direto da série original.


O enredo de Friends With Better Lives acompanha a vida de seis amigos em momentos diferentes de suas vidas. Temos o divorciado, a (extremamente) solteira, os casados (com filho) e os recém noivos. O objetivo era fazer uma comparação entre esses quatro momentos diferentes das vidas dessas pessoas, onde um acredita que o outro tem uma vida melhor. Dai surge o nome, Friends With Better Lives (Amigos com Vidas Melhores). O problema é que parece que eles simplesmente copiaram Friends, e colocaram os personagens com vidas melhores.

Eles terem copiado Friends não foi, necessariamente, uma coisa ruim. Já vi muita gente falando que How I Met Your Mother é praticamente um remake de Friends e eu acho quase impossível encontrar um seriado de comédia que não tenha copiado algo de Friends (acho até que isso dá post, tipo “Top 10 Séries Que Copiaram Friends”). O problema é que eles tiveram a ideia de colocar a palavra “Friends” no nome da série e, juntando a isso o fato de que a série acompanha um grupo de seis amigos e que, no primeiro episódio, um deles se divorcia, ficou algo muito escancarado.

Mas, vou parar um pouco de criticar a série e falar do seu enredo e personagens. A série se foca em Dawson Will Stokes (James Van Der Beek, o eterno Dawson), um ginecologista que está passando por um divórcio e, por isso, está morando na casa de seu melhor amigo da faculdade, Bobby Luts (Kevin Connolly, o Eric de Entourage). Bobby é casado com Andi (Majandra Delfino), com quem tem um filho. Além desses três, temos Kate McLean (Zoe Lister-Jones, a Lily Dixon de Whitney), que é uma mulher de negócios super bem sucedida, mas que não tem muito sucesso na vida amorosa. Por último, temos Jules Talley (Broklyn Decker, modelo da Sports Illustrated) e Lowell Peddit (Rick Donald), um casal recém-noivo, ele é um australiano excêntrico e dono de um restaurante vegetariano, enquanto ela é um ex-modelo aspirante a atriz.

FRIENDS AND DAWSON

Então, basicamente, acompanhamos as situações inusitadas que surgem na vida desses seis amigos, em momentos tão diferentes de suas vidas.
Por via de regra, Friends é o padrão pelo qual eu julgo todas outras séries de comédia que eu assisto. Então eu fui assistir Friends With Better Lives com um certo preconceito. Afinal, a série foi cancelada antes mesmo do fim de sua primeira temporada, com apenas 13 episódios produzidos (dos quais apenas 8 foram exibidos). Mas eu resolvi dar uma chance para ela, uma vez que são apenas 8 episódios, algo que eu posso ver em uma tarde.

E, para minha surpresa, eu gostei da série. Esperava que fosse ser apenas uma cópia descarada de Friends, mas FWBL acaba adicionando coisas novas à mistura. Os personagens são bem desenvolvidos (pelo menos tanto quanto é possível se desenvolver em 8 episódios) e eu acabei realmente me interessando por eles e por suas vidas.

A atuação foi mediana. As vezes as piadas pareciam forçadas, como se fossem apenas piadas prontas que eles decoraram para falar nas horas pre-estabelecidas (sim, eu sei que é isso que atores fazem, mas isso não devia ficar tão claro), porém, a série tem algumas tiradas genuinamente engraçadas e situações inusitadas. A medida que os episódios vão passando, a química dos atores vai melhorando e as situações ficam cada vez menos forçadas.

Eu não digo que vou sentir falta de Friends With Better Lives (levando em conta a quantidade absurda de seriados que existem hoje em dia), mas acho uma pena ela ter acabado. Apesar de um começo um tanto duvidoso, essa é uma série com potencial e eu gostaria de ver como ela ficaria se lhe dessem a oportunidade para crescer.