Fomos convidados para conferir em primeira mão o documentário For the Love of Fashion, produzido em parceria pela National Geographic e a C&A, e que aborda tanto o cultivo do algodão orgânico quanto o impacto dos produtos que chegam aos consumidores.  A ideia é conscientizar as pessoas e empresas do impacto causado em todo o mundo pela produção de artigos de algodão. Afinal, quem hoje em dia nunca usou uma peça feita do mesmo? Até ver este documentário, eu mesma, nunca havia parado para pensar em como é todo o processo.

Em uma viagem pela Índia, Estados Unidos e Alemanha, Alexandra Cousteau – neta do Oceanógrafo Jack Costeau e Exploradora da National Geografic – nos mostra, em 45 minutos, uma explicação interessante e bem detalhada de como o processo da produção do algodão orgânico é mais saudável para todos os envolvidos e como essa atitude sustentável pode mudar o mercado.

Dados apontam que 2,4% das terras de cultivo no mundo estão destinadas à plantação de algodão. No entanto, esse cultivo consome 24% do total de inseticidas e 11% dos pesticidas vendidos no mundo inteiro. O algodão orgânico tem consideráveis benefícios econômicos e ambientais, mas representa menos de 1% da colheita anual mundial. Eu, particularmente, considerei esses dados muito consideráveis, visto o cultivo de algodão ser uma porcentagem tão pequena, considerando-se a escala de cultivo mundial de todos os produtos ( 2,4% de 100%), e isso acabou se tornando motivo de reflexão – uma coisa tão simples como comprar uma peça de roupa tem mais impacto no mundo do que se imagina!

Durante a mesa redonda que se seguiu à apresentação do documentário, achei bastante ousada a proposta da C&A de se comprometer com a meta de ter apenas produtos feitos de algodão orgânico até 2020. O grupo já tem peças – especialmente as para bebês – feitas do material em suas lojas e, tem conseguido manter os preços acessíveis, o que é um grande diferencial, porque o algodão orgânico ainda é considerado uma matéria prima cara.

 

Nesta parceria única, eles acreditam que se houver um esforço para mudar a qualidade do algodão desde o seu cultivo, o impacto a longo prazo será drasticamente diminuído, além dos custos, e o beneficio será de todos os envolvidos.

O documentário estreia no Brasil no dia 25 de maio, às 17h15, no National Geographic Channel.

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