Olá Coxinhos, tudo bem? Ontem fomos assistir The Croods por indicação de uma amiga que disse que eu ia amar – não se se é porque sou administradora e trabalho em uma empresa com contrato CLT – mas gente, amei de verdade. Que reflexão! Para alguns, pode ser apenas um filme de animação infantil, mas se você for assistir com a visão que eu assisti, nossa, sua cabeça vai explodir 1000 vezes. O filme é ótimo, a história é super divertida e o conteúdo é impressionante.

 

O filme conta a história de uma família de homens das cavernas (pai, mãe, avó e três filhos – uma adolescente, um menino de 9 anos e um bebezinho) que, passando pela fase de transição do mundo, precisa decidir se muda ou não seu estilo de vida. Os homens da caverna viviam através de uma rotina, tinham medo do novo, das ideias, da criatividade. Todos os dias o pai saía da caverna e, antes de todo mundo, via se o caminho estava bom para que sua família pudesse sair. Sua filha mais velha, a adolescente, detestava viver na caverna, ela sentia que existia algo muito maior além do medo e da rotina que seguiam.

 

mudança

 

Em um passeio noturno proibido, a filha mais velha conhece este rapaz (imagem acima) que fazia o fogo, criava fantasias, era engraçado e diferente de tudo o que estava acostumada. Ele era algo novo, algo que ela deveria, inclusive, ter medo. Este rapaz lhe diz que o mundo que eles conhecem, está acabando, que eles precisam fugir, correr, mudar de lugar. Ela retorna para sua caverna, recebe um tremendo esporro de seu pai por ter se arriscado e conta sobre a necessidade da mudança; coincidentemente a caverna se perde, a montanha desmorona e eles são obrigados, realmente, a fugir.

 

O paralelo com o mundo corporativo? Quem nunca, dentro de uma organização, seja ela do tamanho que for, não passou por uma fase de mudanças? A mudança não precisa ser algo imenso para assustar, pode ser uma simples implantação de um novo sistema, ou a mudança de um vale refeição. O ser humano foi acostumado a ter medo do novo, porque o novo exige adaptação, exige comprometimento com o aprendizado, exige dedicação. E quem gosta de se dedicar? Quem gosta de retornar para a sala de aula depois de anos de experiência acumulada? Quem gosta de ser considerado ultrapassado, ou ouvir de alguém que precisa de uma reciclagem? Será que vale mesmo a pena ser resistente a mudanças? Será que esse sentimento vai te ajudar em alguma coisa?

 

coragem

 

Dentre todos os personagens, a filha mais velha era a mais irreverente, ela queria muito mais do que conhecia e ansiava todos os dias por mudança. Ela queria conhecer o novo, queria mudar sua rotina, queria ver se o mundo lhe oferecia algo melhor do que estava acostumada. Para isso, ela corria atrás, ela tentava aprender, questionava, pesquisava, enfrentava seus medos e temores diários. A alma da filha mais velha era alimentada por conhecimento e inovação, mas nem sempre isso é bem visto pelos demais. Geralmente essas pessoas são consideradas “loucas”, “metidas”, “abusadas”, “desafiadoras”.

 

O paralelo com o mundo corporativo? Sempre tem alguém na equipe que não é resistente a mudança nenhuma. Há quem lide com esse tipo de pessoa como se fossem os líderes ideais, aqueles que não terão medo de nada, que serão determinados e irreverentes. Mas a grande maioria os trata realmente como “loucos”, geralmente eles são temidos, acusados de expor demais o grupo, de colocar toda a equipe em risco o tempo inteiro, de trazer mais trabalho, mais dificuldades, mais confusão. Essas pessoas não tem medo de aprender, pelo contrário, são as primeiras as pedir por aprendizado. O triste? Nem sempre são valorizadas, são deixadas de lado pelos que tem medo de mudar e, raramente são escolhidos para o crescimento.

 

resistente a mudança

 

Do outro lado da moeda está o pai, um típico homem das cavernas, com experiência de sobra em ter medo, caçar, matar e proteger sua família. Foram longos anos vivendo todos os dias da mesma forma, foram anos de formação de equipe, ensinando a cada um dos membros de sua família o papel a ser desempenhado eternamente. Ele era um líder único, acostumado a ser a voz final sempre e habituado a nunca ser questionado. Quando o novo apareceu, foi o primeiro a resistir, a duvidar, a reclamar, a questionar e a proibir. Ele estava usando como justificativa para a resistência, a proteção de sua família, mas todos sabiam que não era esta a verdade, seu medo era seu e de mais ninguém. Aliás, seu maior medo era simplesmente, perder a autoridade, no caso de todo mundo começar a pensar.

 

O paralelo com o mundo corporativo? Simples demais, este perfil é um dos mais encontrados no mundo corporativo. Pessoas resistentes a mudanças, que vêem problema em tudo o que gira em torno da inovação, que reclama de quem “inventa”, de quem “cria”, de quem “pensa”. Essas pessoas geralmente pensam que na vida, precisamos de uma rotina sem erros, sem riscos, sem emoções. Esse tipo de gente fica parada no tempo, não estuda, não se atualiza, vive conceitos ultrapassados com medo de conhecer novos. O triste de conviver com esse tipo de gente é ter que convencê-los diariamente que mudar é preciso, que pensar não faz mal e que valores se adaptam. A convivência se torna cansativa, desgastante e angustiante. O destino desse tipo de gente? Muito simples: ou se adapta e segue em frente, ou resiste e morre.

 

Eu, sinceramente, gostaria de agradecer aos roteiristas, produtores e idealizadores deste filme por trazerem reflexões tão importantes para a vida de todos nós – pessoas do mundo inteiro e de todas as idades. Em tempos de mudança no mundo, de guerra, de novo Papa, de políticos que vivem conceitos ultrapassados, precisamos refletir e decidir se queremos morrer ou seguir em frente.

 

Perfil Coxinha

Coxinha Nerd

Se ainda não assistiu The Croods, vai em frente e assista agora mesmo!
A favor dos nerds e contra a tirania dos Kibes.
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