Mega-hair era moda no tempo dos Faraós?

-por , em 27/09 -
Mega-hair era moda no tempo dos Faraós?

Como muitos sabem, os antigos egípcios eram um povo bastante vaidoso. Eles usavam artifícios diversos, tanto por vaidade como por razões de saúde.  Um exemplo disso é a maquiagem. São deles os primeiros registros conhecidos do uso de cosméticos. Eram parte da higiene diária, tanto quanto um símbolo de status e, também tinha a função de atuar com funções práticas. O famoso contorno típico dos olhos? Servia como proteção aos raios solares e como repelente de insetos, além de toda a simbologia mistica e religiosa envolvida! Eles acreditavam que pintar os olhos era uma maneira de evitar olhar diretamente para ( Deus Sol) e que ele e Horus (Deus dos céus) iam proteger a pessoa que pintasse os olhos de infecções oculares. Elas eram compostas de minérios em pó, como a malaquita e, até pequenas doses de chumbo, misturadas com gordura animal.

Também havia uma mistura de óxido de ferro hidratado, que fica com um tom avermelhado, e era usado para dar cor as  bochechas e lábios. E isso sem falar das jóias! Eles usavam adornos como colares, anéis, tornozeleiras e braceletes. Todos muito bem elaborados, sendo de material de valor ou não, também eram símbolos, amuletos protetores para aqueles que os usavam.

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Mas, de longe, o item mais desejado, eram as perucas! Naqueles tempos, os cabelos eram valorizados mas, haviam infestações incômodas de piolhos. A solução arranjada pelos egípcios era cortar os cabelos curtos e usar perucas. Elas e a maneira com que eram feitas também eram marcas do status social. Comumente eram feitas de cabelo, mas também utilizavam outros materiais, como entretela de fibra vegetais e lã, tingidas para obter o tom negro que era muito valorizado.

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Por isso foi e não foi surpresa, em escavações recentes, arqueólogos encontrarem, vejam só, apliques de cabelo! Muito similares ao mega-hair (extensão capilar), os apliques foram encontrados no cemitério da cidade de Amarna, a cientista da universidade de Amsterdam, Jolanda Bos, localizou 100 ossadas. Delas, 28 contavam com extensões capilares. Entre os achados, destaca-se a ossada de uma mulher enterrada há cerca de 3.300 anos. A moça contava com nada menos que 70 extensões capilares presos ao que restou de seu crânio!

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“O  mais provável é que o cabelo fosse deixado assim depois da morte, antes de as pessoas serem enterradas. Entretanto, é possível também que esses penteados fossem usados no dia a dia das e, que as pessoas em Amarna, usassem extensões em sua vida diária”, declarou Jolanda em entrevista ao site Live Science.

Uma coisa bastante curiosa, não acham?

 

Fontes: Exame, Live Science e Studio W

Luciana Fogo
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Luciana Fogo

Chocólatra assumida, sou também uma viciada em livros e totalmente capaz de virar a noite com uma boa história! Mas o meu maior amor é ter INFORMAÇÃO! Pergunte que eu descubro!

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