Como muitos sabem, os antigos egípcios eram um povo bastante vaidoso. Eles usavam artifícios diversos, tanto por vaidade como por razões de saúde.  Um exemplo disso é a maquiagem. São deles os primeiros registros conhecidos do uso de cosméticos. Eram parte da higiene diária, tanto quanto um símbolo de status e, também tinha a função de atuar com funções práticas. O famoso contorno típico dos olhos? Servia como proteção aos raios solares e como repelente de insetos, além de toda a simbologia mistica e religiosa envolvida! Eles acreditavam que pintar os olhos era uma maneira de evitar olhar diretamente para ( Deus Sol) e que ele e Horus (Deus dos céus) iam proteger a pessoa que pintasse os olhos de infecções oculares. Elas eram compostas de minérios em pó, como a malaquita e, até pequenas doses de chumbo, misturadas com gordura animal.

Também havia uma mistura de óxido de ferro hidratado, que fica com um tom avermelhado, e era usado para dar cor as  bochechas e lábios. E isso sem falar das jóias! Eles usavam adornos como colares, anéis, tornozeleiras e braceletes. Todos muito bem elaborados, sendo de material de valor ou não, também eram símbolos, amuletos protetores para aqueles que os usavam.

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Mas, de longe, o item mais desejado, eram as perucas! Naqueles tempos, os cabelos eram valorizados mas, haviam infestações incômodas de piolhos. A solução arranjada pelos egípcios era cortar os cabelos curtos e usar perucas. Elas e a maneira com que eram feitas também eram marcas do status social. Comumente eram feitas de cabelo, mas também utilizavam outros materiais, como entretela de fibra vegetais e lã, tingidas para obter o tom negro que era muito valorizado.

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Por isso foi e não foi surpresa, em escavações recentes, arqueólogos encontrarem, vejam só, apliques de cabelo! Muito similares ao mega-hair (extensão capilar), os apliques foram encontrados no cemitério da cidade de Amarna, a cientista da universidade de Amsterdam, Jolanda Bos, localizou 100 ossadas. Delas, 28 contavam com extensões capilares. Entre os achados, destaca-se a ossada de uma mulher enterrada há cerca de 3.300 anos. A moça contava com nada menos que 70 extensões capilares presos ao que restou de seu crânio!

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“O  mais provável é que o cabelo fosse deixado assim depois da morte, antes de as pessoas serem enterradas. Entretanto, é possível também que esses penteados fossem usados no dia a dia das e, que as pessoas em Amarna, usassem extensões em sua vida diária”, declarou Jolanda em entrevista ao site Live Science.

Uma coisa bastante curiosa, não acham?

 

Fontes: Exame, Live Science e Studio W

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