O momento épico que é… Estar em um show!

-por , em 25/09 -
O momento épico que é… Estar em um show!

Quem acompanha os nossos posts aqui no Coxinha sabe que falamos sobre várias coisas e temos mesmo liberdade pra falar sobre várias coisas. Eu particularmente sempre evitei falar sobre música por uma razão simples: amor. Sim, amor demais, em excesso, louco e descontrolado. Então por ser um tema passional demais pra mim, optei por não escrever pra não escrever posts gigantes e encher a paciência de vocês com a minha paixão desmedida.

Maaaaaas, hoje resolvi abrir uma exceção porque assisti um pouco do Rock in Rio e uma coisa me chamou atenção, apesar de não ter tido muita atração que tenha me emocionado muito esse ano. Pro meu gosto pessoal, só talvez Bruce Springsteen, Metallica e Iron que fizeram shows memoráveis (não me venham falar de Beyoncé ou de Justin que é gatinho mas não é rock and roll!). O que prendeu minha atenção mesmo, e é o que mais me impressiona quando vejo shows  pela TV, é o fato de ser um show e o que ele representa. Vou tentar expressar melhor sem parecer piegas demais.

Minha segunda vez no Roger Waters, abril de 2012

Minha segunda vez no Roger Waters, abril de 2012

Ir a um show de rock é um ritual mágico. E aqui pra ter essa aura especial, vamos considerar shows de bandas/artistas internacionais, que não vem com muita frequência pro Brasil. Ok, agora estamos na moda, o Iron toca no Brasil umas três vezes por ano, o Paul McCartney já veio inaugurar uns cinco estádios da Copa, mas ainda assim não é algo frequente. Não é o mesmo de uma banda brasileira que você gosta e que a qualquer momento pode tocar bem pertinho. Só essa espera, esse intervalo que parece um abismo, esse tempo longo demais entre um show e outro já dá todo um sabor diferenciado à saga.

Todos os shows grandes que eu fui tiveram um período relativamente grande entre comprar o ingresso que é a garantia que EU IRIA NAQUELE MOMENTO ÉPICO e o grande dia. O ritual da espera também não é fácil, você fica contando os dias e parece que não chega nunca! Um dos shows com maior espera que eu tive, na verdade eu estou tendo: o show do Black Sabbath cujo ingresso eu comprei no começo de maio e só vou ver em OUTUBRO! Mais de cinco meses nessa ansiedade louca mas isso também dá um gostinho apesar do estado desesperador. Mas a maioria da galera que tá no Rock in Rio comprou seu ingresso no fim do ano passado, então a espera foi maior.

Eu adoro grandes shows exatamente pela atmosfera.  Você chegar num estádio umas seis, sete, dez horas antes, sentar na pista pra esperar, ir cantando as músicas com a galera já a mil. Fora os amigos de fila que a gente faz, começa a conversar sobre as suas músicas preferidas daquele cara, de onde você é, já foi num show dele antes? E às vezes você não chega tão cedo assim e a fila começa a ir devagar… e o relógio vai correndo e aquele desespero com a possibilidade de perder a primeira música toma conta e aí quando você finalmente entra no estádio, faltam cinco minutos e seu lugar é na arquibancada dessa vez e é tão difícil achar um lugar bom. E quando  acha, senta aliviada e o show começa. Você levanta as mãos pro céu e agradece o Paul McCartney por ter te esperado (isso aconteceu comigo de verdade, no segundo show dele que assisti, no Rio)

Ringo Starr, o meu Beatle preferido, novembro de 2011

Ringo Starr, o meu Beatle preferido, novembro de 2011

Quando você tá ali no meio do povão e ouvindo as músicas que você ouve desde criança – no meu caso pelo menos da maioria dos shows que eu fui – dá aquela sensação às vezes que aquilo não é real. E você cantar a plenos pulmões, ouvir aquele riff ao vivo daquele guitarrista sensacional e todo mundo cantando junto não dá pra explicar. Nos shows que eu fui sempre lembro das coisas e dos momentos mas nunca como eu estava me sentindo, em que música eu chorei, quais eu cantei mais alto. Eu sempre tenho a impressão que estava em algum mundo paralelo e só depois que acabou eu voltei pro planeta Terra. E só depois eu consegui tentar falar sobre o que foi aquilo, que experiência! É a sua ficha caindo e você se dando conta que presenciou um momento histórico na sua vida e que vai contar isso muitas vezes depois pra muita gente.

É, eu acho que poucas coisas no mundo se comparam à emoção de um show de verdade. É uma coisa viciante, você quer ir em todos os shows do mundo das bandas que você gosta, não vive mais sem… E sempre depois que vou a um show absurdamente sensacional e as pessoas me perguntam como foi, eu só sei responder: não sei… quando eu tiver palavras pra definir, eu te conto.

Pearl Jam no Lollapalooza, abril de 2013

Pearl Jam no Lollapalooza, abril de 2013

Alguns amigos meus estão esperando essa resposta sobre alguns shows que eu fui já há uns bons anos e acho que vão continuar aguardando.

POST ORIGINALMENTE ESCRITO PELA COLABORADORA THAIS CRUVINEL.

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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