Consegue imaginar o que pensariam Isaac Newton, que nos mostrou a gravidade, e Albert Einstein, pai da teoria da relatividade, a respeito de como as Leis da Física são  constantemente incoerentes nos filmes ficção cientifica?

Não existe microgravidade no espaço. A microgravidade é gerada por um corpo em queda constante. Um exemplo disso seria uma Estação Espacial, ela está o tempo todo “em queda” ao redor da Terra e isso gera gravidade, mínima, para seus ocupantes.  Mas fora da órbita terrestre ou da de qualquer outro planeta, a gravidade seria zero. Então, como em filmes, as pessoas em naves espaciais no meio do espaço poderiam caminhar calmamente pelos seus corredores? Mesmo com as naves em movimento, elas deveriam no máximo flutuar. Newton enlouqueceria vendo um filme desses!

Também a questão das explosões. Nos filmes temos explosões com ensurdecedores “bum”. Mas o espaço é um ambiente vácuo, e o som não se propaga no vácuo. Para o som se propagar, ele precisa de um meio físico. Se alguém bater à sua porta, a batida é o que dá início à perturbação. A cada batida, as partículas da porta se movem e se chocam umas contras as outras, levando a energia e formando o movimento, a propagação. As partículas irão se chocar contra as partículas de ar que separam a porta de você, levando o som ao seu tímpano, fazendo com que você escute. E como o espaço não tem ar, não há meios de o som se propagar da maneira a que estamos acostumados. Pois, como podemos ver em uma matéria na revista Super Interessante, o espaço sideral não é tão silencioso quanto parece. Ele faz barulho. Vários barulhos. Só não dá para ouvir porque esses sons são extremamente sutis. Você precisaria ter uma audição absurda, infinitamente maior que a de qualquer coisa viva, para escutar essa sinfonia cósmica. Então pode esquecer.

E essa ideia surgiu por meio das teorias de Einstein. Como assim? Vamos citar o trecho da explicação da revista Super Interessante então:

“Talvez não exista um físico com mais previsões fantásticas confirmadas que Albert Einstein. Mas existe ainda uma predição dele que escapou a todas as detecções: a existência das ondas gravitacionais. Ao perceber, com sua teoria da relatividade geral, que objetos distorciam o próprio espaço (não o espaço sideral, mas a própria dimensão de espaço, que os físicos chamam de “tecido espaço-tempo”), Einstein concluiu que, ao se moverem, objetos produziriam marolas de natureza gravitacional no próprio tecido do vazio cósmico. Em outras palavras, o movimento de um objeto com muita massa, como um buraco negro, faria com que o espaço a seu redor se comprimisse e expandisse, na forma de ondas minúsculas, igual acontece quando você joga uma pedra num rio – só que nesse caso o próprio vazio faz o papel da água. Essas distorções se propagam na velocidade da luz e, em tese, podem ser detectadas. “Em essência, o espaço vibra como um tambor”, explica Janna Levin, pesquisadora da Universidade Columbia que trabalha com uma linha de pesquisa singular: ela simula como soariam as ondas gravitacionais de certos objetos. “O Universo tem uma trilha sonora, um registro que reverbera por todo o Cosmos, revelando detalhes de dramáticas sequências de eventos.”.

Então não, não é possível ouvir as explosões como são em filmes, na verdade, nem mesmo poderíamos ter uma explosão como as dos filmes no espaço. Uma bomba precisa de combustão para ativar seus componentes explosivos e a combustão só ocorre com a presença de oxigênio. Alguns podem ate dizer: “Ah, mas poderiam usar bombas atômicas!” Bem, neste caso, haveria a explosão, pois uma bomba atômica usa fissão e não combustão. Mas ainda assim, a aparência não seria a dos filmes, cheia de chamas. Segundo relatos da NASA, sobre testes americanos feitos com bombas nucleares no espaço na época da Guerra Fria, essas explosões, não possuem chamas ou deslocamentos de ar, geram emissões de luz entre o azul e o branco e uma enorme quantidade de radiação.

Acho que talvez as aulas de física não sejam relevantes para a produção de uma ficção, devem levar em conta apenas o visual dos efeitos futurísticos…

Você é fã de Star Trek?Sabe onde a série pecou? Bem, quem assistiu sabe que a USS Enterprise viajava a velocidade da luz. Ok. Mas cadê a inércia? Você deve saber viajar a uma velocidade tão grande mataria os tripulantes da nave. Basta comparar a frear bruscamente um carro, onde nesta ação nossos corpos são arremessados para frente. Numa nave no espaço, que troca essas frações de segundos capazes de nos arremessar de um carro por milésimos, será q teríamos chance?

Mas, mesmo acusando todos esses pecados contra as leis da física, tenho de admitir, filmes como Star Wars e Star Trek não teriam graça e seriam maçantes sem todos esse efeitos. Pelo menos nos sabemos que é tudo ficção, né?

 

 

 

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