Todo filme de apocalipse zumbi mostra que o terror de ter mortos vivos circulando por aí começou com os tais estudos científicos avançados. Longe de mim questionar a ciência e sua importância, mas tenho um certo nível de conservadorismo com relação a alguns testes que são feitos. Acho que todos esses avanços, sejam eles científicos ou tecnológicos tem seu lado positivo e negativo para a humanidade, o que acaba nos colocando em um dilema sem fim. Apoiar ou não? Se der ‘m’, a responsabilidade é de quem fez os testes ou de quem o apoiou também? E esses testes que ficamos sabendo, são realmente os que são feitos? Ou existe muito mais por de trás da ciência da mídia do que podemos imagina? Essas e outras questões nos fazem pensar que o apocalipse zumbi dos cinemas e dos seriados podem até ser exagerados, mas, como nunca vivemos algo parecido, fica difícil questionar com 100% de certeza. Não devemos depositar todas as nossas esperanças de um futuro lindo nas mãos daqueles que tem poder para matar e para salvar ao mesmo tempo, precisamos nos preparar para qualquer situação. ^^ Veja a notícia que saiu hoje no Info Online.
 
Pesquisador europeu cria polêmica ao fabricar vírus modificado com grande capacidade de contagiar humanos. Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, na Holanda, iniciou sua pesquisa para compreender melhor o vírus responsável pela epidemia de gripe aviária em 2009. No entanto, suas descobertas o fizeram criar algo potencialmente perigoso – e agora a comunidade científica debate se é ou não correto que ele publique seus resultados.
O debate se dá pela letalidade do H5N1. Até hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, ele já infectou apenas 570 pessoas no mundo, mas matou 335 – uma taxa de mortalidade de quase 60%. O vírus é natural dos pássaros e tem pouca habilidade na hora de infectar outros animais, e essa é justamente a sua fraqueza: não se mover com facilidade de um humano a outro.
Fouchier, no entanto, modificou o vírus e o tornou extremamente contagioso, transmissível pelo ar – como um vírus da gripe comum. Segundo seu estudo, são necessárias apenas cinco mutações para tornar o H5N1 extremamente transmissível entre pessoas. Em setembro, o pesquisador apresentou seus resultados durante a conferência ESWI Influenza, realizada em Malta. Agora, ele deseja publicar seu trabalho em revistas científicas.
O problema é que, para grande parte dos pesquisadores, isso é um perigo: o trabalho seria como uma receita, que pode ser replicada para criar uma pandemia global. O chefe da Junta Nacional de biossegurança dos Estados Unidos, Paul Kleim, teria, inclusive, declarado que não existe organismo patogênico mais assustador do que este.
Por outro lado, o trabalho poderia ser útil e ajudar a comunidade científica a se preparar para uma possível epidemia, caso o vírus sofra as mutações sozinho. Qualquer que seja a decisão da comunidade científica, é difícil imaginar que a informação permaneça em sigilo por muito tempo – afinal, uma vez que alguém afirma ter alcançado algo, não demora muito para que outros comecem a tentar recriar o mesmo feito.
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