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Dora e a cidade perdida, com toda certeza da vida não seria um filme que escolheria a primeira vista. Talvez por ser o live-action de Dora, a Aventureira? Muito provável, afinal não foi da minha geração, mas dar um propósito aquela menina que além de se aventurar ensinava novas palavras as crianças é minimamente curioso.

Simplificando, Dora é uma menina criada na selva por pais professores e exploradores, onde quando criança seu melhor amigo era seu primo que foi embora aos 6 anos para California. 10 anos depois seus pais precisarão sair em expedição e não confiam em Dora para acompanha-los, a menina então, precisa ir pra Califórnia, aprender a cultura da civilização que até então desconhecia, mas a orientação que teve é: “Seja você mesma” e é isso que ela faz!

Divertidíssimo, Dora e a Cidade perdida encanta. A personagem se conecta com o público quebrando a 4ª parede trazendo a tona a principal característica da animação e isso por si só já é incrível!

Não vá assistir pensando em uma produção, com roteiro incrível e grande seriedade na trama. Não, o longa não é assim. É uma história infantiloide, repleto de elementos “toscos” mas que fazem toda a graça no conjunto da obra e é isso que faz de Dora bom. Ele não se preocupa em agradar, ele se preocupa em entreter e isso faz maravilhosamente bem.

Os atores parecem ter sido feitos para os personagens, se encaixando perfeitamente, e dando o tom certo da Narrativa. Destaque para Isabela Moner (Dora) ela é perfeita e mantém a personalidade caricata do início ao fim, enquando os demais tem uma construção um tanto atropelada, podendo causar um desconforto a quem assiste.

A fotografia é realmente linda, os cenários são muito bem projetados, e a atmosfera selvagem em ambos sentidos estão ali.

Seja no High school ou na Selva Dora mostra que é preciso ser realmente você mesmo e fazer disso uma real aventura. Um filme sobre amizade e família pra todas as idades que vale a pena.

Dora e a Cidade Perdida chega dia 14 de novembro aos cinemas.